segunda-feira, 22 de junho de 2026

Analisando Discografias - Tyler, The Creator: Parte 2

                  

Chromakopia – Tyler, The Creator





















NOTA: 9,4/10


Três anos se passaram, e Tyler, The Creator lançou mais um álbum: o sensacional CHROMAKOPIA. Após o CALL ME IF YOU GET LOST, o rapper lançou um deluxe, e uma das músicas que mais se destacou foi Sorry Not Sorry, que representa, uma aceitação pessoal do artista. Tanto que, no videoclipe, ele mata todos os personagens de suas obras anteriores. Para este disco, a mãe do Tyler atua como uma guia moral dentro da ideia central das máscaras, com o personagem St. Chroma simbolizando essa transição. A produção foi mais caótica, com camadas de sintetizadores, metais, batidas quebradas, samples desconfortáveis e texturas que se sobrepõem constantemente. Misturando Neo-Soul, Rap experimental e influências do Soul progressivo e Jazz, demonstrando grande parte de sua versatilidade. O repertório é sensacional, e as canções são bastante profundas e sentimentais. Enfim, é um baita disco, além de ser um trabalho extremamente pessoal. 

Melhores Faixas: St. Chroma (ótima feat do Daniel Caesar), Like Him, Rah Tah Tah, Darling, I, Thought I Was Dead, Take Your Mask Off, Balloon (Doechii mandou bem), Noid 
Vale a Pena Ouvir: Judge Judy, I Hope You Find Your Way Home, Hey Jane

Don't Tap The Glass – Tyler, The Creator





















NOTA: 8,8/10


Então chegamos a 2025, quando Tyler, The Creator lançou seu mais recente álbum, o DON'T TAP THE GLASS. Após o CHROMAKOPIA, Tyler assume uma postura de "descompressão artística": ele deliberadamente abandona a ambição narrativa pesada e retorna a uma ideia mais direta de música como movimento, energia e prazer físico. Assim, faz um disco que gira em torno de uma regra central: movimento corporal, dança e resposta imediata ao som. A produção é bem direta, mas também bastante detalhada, remetendo ao Rap mainstream do final dos anos 80, com a presença de elementos do Miami Bass, Dance music, Synth Funk e Electro. Com isso, temos linhas de baixo limpas e pulsantes, sintetizadores retrô e batidas secas, com foco no kick e no clap, deixando o groove com uma abordagem mais minimalista. O repertório é muito bom, e as canções são bastante divertidas e com uma variação precisa. No final de tudo, é um ótimo disco e cumpre muito bem sua proposta. 

Melhores Faixas: Sugar On My Tongue, Ring Ring Ring, Big Poe (Sk&brd né Pharrell Williams) 
Vale a Pena Ouvir: Don't You Worry Baby, Stop Playing With Me

 

Analisando Discografias - Earl Sweatshirt: Parte 1

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