segunda-feira, 22 de junho de 2026

Analisando Discografias - Earl Sweatshirt: Parte 1

                  

Earl – Earl Sweatshirt





















NOTA: 7/10


Em 2010, Earl Sweatshirt lançava seu 1º trabalho solo no formato de mixtape,o Earl. O rapper, vindo de Chicago, é filho de Cheryl Harris e do poeta e ativista político sul-africano Keorapetse Kgositsile. Como o casal acabou se separando, Earl se mudou com sua mãe para Los Angeles. Com o passar do tempo, começou a fazer Rap em 2008, divulgando seu som no MySpace, e foi ali que Tyler, The Creator o descobriu e o chamou para fazer parte da Odd Future. A produção, feita por Tyler, com alguns pitacos de BeatBoy e Left Brain, segue uma abordagem lo-fi, com beats minimalistas e lentos, nos quais há a presença de pianos desafinados, cordas discretas, baixos graves e samples que criam uma constante sensação de desconforto. Isso dá um maior destaque aos flows técnicos e variados do rapper, seguindo uma temática puxada para o Horrorcore. O repertório é legalzinho, tem canções divertidas e algumas faixas fracas. Enfim, é uma ótima mixtape, mesmo com alguns erros. 

Melhores Faixas: Earl, Luper, Pigions, Couch (ótima feat do ‘‘Ace The Creator’’) 
Piores Faixas: Luper, Wakeupfaggot, Thisniggaugly

Doris – Earl Sweatshirt




















NOTA: 9/10


Três anos se passaram, e Earl Sweatshirt lançava seu álbum de estreia, o Doris. Após a mixtape Earl, o rapper foi enviado de forma forçada por sua mãe para uma escola terapêutica em Samoa, ficando afastado da música e da exposição pública por cerca de um ano e meio. Só que ele conseguiu retornar e, agora bem mais maduro, decidiu preparar um projeto com reflexões sobre identidade, depressão, família, solidão e o peso das expectativas colocadas sobre ele. A produção, feita pelo próprio rapper junto com Tyler, The Creator, The Neptunes, RZA e afins, segue uma abordagem sombria, com beats lentos, samples de Soul, Jazz, música psicodélica e loops discretos, dialogando tanto com o Horrorcore quanto com o Boom Bap e o Rap experimental. Aqui, os flows do Earl atingem um lado mais técnico e cadenciado. O repertório é muito bom, e as canções são bem reflexivas e carregadas de metáforas. No geral, é um baita disco de estreia, e nem era o seu ápice. 

Melhores Faixas: Chum, Hive, 20 Wave Caps, Sunday (ótima feat do Frank Ocean), Whoa (baita feat do Tyler), Molasses (RZA amassando), Knight 
Vale a Pena Ouvir: Burgundy, Guild (Mac Miller mandou bem), Uncle AI

                                                                         Então é isso, um abraço e flw!!!             

Analisando Discografias - Earl Sweatshirt: Parte 1

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