sábado, 11 de julho de 2026

Analisando Discografias - Wuang Chung

                 

Huang Chung – Huang Chung





















NOTA: 8/10


No ano de 1982, o Wang Chung, ou melhor, Huang Chung, lançava seu álbum de estreia autointitulado. Formado dois anos antes, em Londres, pelo vocalista e guitarrista Jack Hues, pelo baixista Nick Feldman e pelo baterista Darren Costin, sendo depois complementado pelo saxofonista Dave Burnand, o grupo tinha uma identidade bastante peculiar, misturando elementos de New Wave e Post-Punk, o que despertou o interesse da gravadora Arista. A produção, feita por Rhett Davies e Roger Béchirian, tem uma abordagem até que crua, mas consegue ser bastante acessível, apresentando uma convivência constante entre instrumentos eletrônicos, guitarras limpas, linhas de baixo bastante presentes e uma bateria que frequentemente adota ritmos secos e minimalistas. Os sintetizadores criam atmosferas envolventes, enquanto os vocais do Hues são até que contidos. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas. Enfim, é um ótimo álbum de estreia e injustamente desprezado. 

Melhores Faixas: I Never Want To Love You In A Half Hearted Way, Rising In The East 
Vale a Pena Ouvir: Chinese Girls, Hold Back The Tears, I Can't Sleep

Points On The Curve – Wang Chung





















NOTA: 9/10


Dois anos se passaram, e agora o Wang Chung lança seu 2º álbum, o Points on the Curve. Após o álbum de estreia, como inicialmente eles passaram bem despercebidos, a Arista Records os transferiu para a gravadora americana Geffen. Além disso, o saxofonista Dave Burnand acabou saindo, e a banda decidiu trocar seu nome para o que conhecemos hoje, a fim de facilitar a pronúncia para os falantes de inglês. A produção contou com Chris Hughes e Ross Cullum e foi bem mais polida, com os sintetizadores ganhando maior importância. As baterias passaram a ter um som mais limpo, dialogando muito mais com a New Wave e o Synth-pop. Além disso, as guitarras ficaram mais complementares, servindo para dar textura, e o baixo é bastante consistente. Os vocais do Jack Hues são bem contidos e elegantes, mas também bastante expressivos. O repertório é ótimo, e as canções são bastante envolventes e imersivas. No fim, é um belo disco e uma joia rara daquela época. 

Melhores Faixas: Dance Hall Days, Don’t Let Go, Even If You Dream, Wait, Look At Me Now
Vale a Pena Ouvir: Don't Be My Enemy, True Love

To Live And Die In L.A. (Music From The Motion Picture) – Wang Chung





















NOTA: 9,6/10


Três anos se passaram, e o Wang Chung lança seu 3º álbum, a trilha sonora do filme Viver e Morrer em Los Angeles. Após o Points on the Curve, a banda recebeu uma oportunidade incomum: compor a trilha sonora do filme dirigido por William Friedkin. O grupo percebeu que a ocasião permitia explorar uma faceta mais cinematográfica e experimental, muito diferente do pop mais direto que começava a definir sua carreira. Produzido pela própria banda, com o auxílio de outros produtores, o álbum segue uma abordagem atmosférica e com aquele nível de suspense típico de um filme policial. Ou seja, os sintetizadores sugerem tensão, solidão e até mesmo um certo romantismo decadente. Além disso, há a presença de sequenciadores, linhas de baixo discretas e baterias eletrônicas, que contribuem para criar um clima de suspense e melancolia. O repertório é sensacional, e as canções são densas e melódicas. No fim, é um baita disco e uma trilha sonora muito bem-feita. 

Melhores Faixas: To Live And Die In L.A., Wait, City Of The Angels, Wake Up, Stop Dreaming
Vale a Pena Ouvir: Lullaby, Every Big City

Mosaic – Wang Chung





















NOTA: 8,4/10


No ano seguinte, o Wang Chung lançava mais um álbum novo, intitulado Mosaic. Após a trilha sonora do filme Viver e Morrer em Los Angeles, a banda possuía exatamente as características que o mercado buscava naquele período: músicas dançantes, refrões memoráveis, uma estética moderna e uma sonoridade que conciliava Synth-pop, New Wave e Pop Rock. Então, eles decidiram fazer um trabalho mais comercial, aproveitando o hype que haviam conquistado. A produção, feita por Peter Wolf, é bastante polida, com forte utilização de baterias eletrônicas, sintetizadores brilhantes, efeitos digitais e arranjos extremamente elaborados. Os vocais do Jack Hues também atingem um equilíbrio interessante entre emoção e acessibilidade. Fora isso, temos influências do Pop sofisticado, Synth Funk e da Big Music. O repertório é muito bom, e as canções são exuberantes e divertidas. Enfim, é um ótimo álbum e que apresenta muita consistência. 

Melhores Faixas: Everybody Have Fun Tonight, Let’s Go, Betrayal 
Vale a Pena Ouvir: Eyes Of The Girl, Horizon

The Warmer Side Of Cool – Wang Chung





















NOTA: 3/10


Entrando no fim dos anos 80, o Wang Chung lançava seu 5º álbum, o fraquíssimo The Warmer Side of Cool. Após o Mosaic, a banda decidiu evitar uma simples repetição da fórmula que havia dado certo. Em vez de produzir outro álbum inteiramente baseado em hinos dançantes e refrões gigantescos, o grupo procurou criar um trabalho mais sofisticado, explorando temas mais introspectivos e uma sonoridade menos extravagante. A produção permaneceu relativamente a mesma, só que agora seguindo muito mais um lado puxado para o Pop Rock e com um maior refinamento. Os sintetizadores continuam presentes, mas são utilizados de forma muito mais discreta. As guitarras estão mais presentes e as linhas de baixo mais elaboradas, enquanto os vocais do Hues são mais expressivos. Porém, tudo soa bastante monótono e com pouquíssima imersão. O repertório é bem ruim, trazendo canções genéricas, com algumas exceções. No final, é um álbum fraquíssimo e desconexo. 

Melhores Faixas: The Warmer Side Of Cool, Snakedance, At The Speed Of Life 
Piores Faixas: Logic And Love, When Love Looks Back At You, Big World, Games Of Power

Tazer Up! – Wang Chung





















NOTA: 3/10


Foi apenas em 2012 que o Wang Chung lançou seu mais recente álbum, o Tazer Up!. Após o The Warmer Side of Cool, a banda acabou encerrando suas atividades e, com isso, cada integrante seguiu seu próprio caminho. Nesse período, quem mais se destacou foi certamente Nick Feldman, que construiu uma carreira importante na indústria musical como executivo e empresário. Depois de muita conversa, eles voltaram de vez em 1997 e, de lá para cá, focaram em turnês. Após muita enrolação, decidiram lançar um novo projeto. Produção feita junto com Adam Wren, é limpa e orgânica, com a presença de sintetizadores que possuem timbres menos extravagantes. As guitarras se tornaram mais constantes, e a cozinha rítmica é bem sólida, assim como os vocais do Jack Hues. Só que, no geral, tudo é bastante repetitivo e sem dinâmica. O repertório é bem ruim, com canções chatinhas e poucas interessantes. No fim, é um álbum fraco e bastante esquecível. 

Melhores Faixas: London Orbital, Rent Free, Abducted By The 80s 
Piores Faixas: Overwhelming Feeling, Stargazing, Driving You, Why?


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