Huang Chung – Huang Chung
NOTA: 8/10
No ano de 1982, o Wang Chung, ou melhor, Huang Chung, lançava seu álbum de estreia autointitulado. Formado dois anos antes, em Londres, pelo vocalista e guitarrista Jack Hues, pelo baixista Nick Feldman e pelo baterista Darren Costin, sendo depois complementado pelo saxofonista Dave Burnand, o grupo tinha uma identidade bastante peculiar, misturando elementos de New Wave e Post-Punk, o que despertou o interesse da gravadora Arista. A produção, feita por Rhett Davies e Roger Béchirian, tem uma abordagem até que crua, mas consegue ser bastante acessível, apresentando uma convivência constante entre instrumentos eletrônicos, guitarras limpas, linhas de baixo bastante presentes e uma bateria que frequentemente adota ritmos secos e minimalistas. Os sintetizadores criam atmosferas envolventes, enquanto os vocais do Hues são até que contidos. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas. Enfim, é um ótimo álbum de estreia e injustamente desprezado.
Melhores Faixas: I Never Want To Love You In A Half Hearted Way, Rising In The East
Vale a Pena Ouvir: Chinese Girls, Hold Back The Tears, I Can't Sleep
Points On The Curve – Wang Chung
NOTA: 9/10
Melhores Faixas: Dance Hall Days, Don’t Let Go, Even If You Dream, Wait, Look At Me Now
Vale a Pena Ouvir: Don't Be My Enemy, True Love
To Live And Die In L.A. (Music From The Motion Picture) – Wang Chung
NOTA: 9,6/10
Três anos se passaram, e o Wang Chung lança seu 3º álbum, a trilha sonora do filme Viver e Morrer em Los Angeles. Após o Points on the Curve, a banda recebeu uma oportunidade incomum: compor a trilha sonora do filme dirigido por William Friedkin. O grupo percebeu que a ocasião permitia explorar uma faceta mais cinematográfica e experimental, muito diferente do pop mais direto que começava a definir sua carreira. Produzido pela própria banda, com o auxílio de outros produtores, o álbum segue uma abordagem atmosférica e com aquele nível de suspense típico de um filme policial. Ou seja, os sintetizadores sugerem tensão, solidão e até mesmo um certo romantismo decadente. Além disso, há a presença de sequenciadores, linhas de baixo discretas e baterias eletrônicas, que contribuem para criar um clima de suspense e melancolia. O repertório é sensacional, e as canções são densas e melódicas. No fim, é um baita disco e uma trilha sonora muito bem-feita.
Melhores Faixas: To Live And Die In L.A., Wait, City Of The Angels, Wake Up, Stop Dreaming
Vale a Pena Ouvir: Lullaby, Every Big City
Mosaic – Wang Chung
NOTA: 8,4/10
No ano seguinte, o Wang Chung lançava mais um álbum novo, intitulado Mosaic. Após a trilha sonora do filme Viver e Morrer em Los Angeles, a banda possuía exatamente as características que o mercado buscava naquele período: músicas dançantes, refrões memoráveis, uma estética moderna e uma sonoridade que conciliava Synth-pop, New Wave e Pop Rock. Então, eles decidiram fazer um trabalho mais comercial, aproveitando o hype que haviam conquistado. A produção, feita por Peter Wolf, é bastante polida, com forte utilização de baterias eletrônicas, sintetizadores brilhantes, efeitos digitais e arranjos extremamente elaborados. Os vocais do Jack Hues também atingem um equilíbrio interessante entre emoção e acessibilidade. Fora isso, temos influências do Pop sofisticado, Synth Funk e da Big Music. O repertório é muito bom, e as canções são exuberantes e divertidas. Enfim, é um ótimo álbum e que apresenta muita consistência.
Melhores Faixas: Everybody Have Fun Tonight, Let’s Go, Betrayal
Vale a Pena Ouvir: Eyes Of The Girl, Horizon





