quinta-feira, 2 de julho de 2026

Analisando Discografias: J. Cole: Parte 1

                  

Friday Night Lights – J. Cole





















NOTA: 9,2/10


Em 2010, o J. Cole lançou uma de suas várias mixtapes, intitulada Friday Night Lights. O rapper americano nasceu na Alemanha, já que seu pai era veterano do Exército dos EUA. Depois, teve que se mudar para a Carolina do Norte com sua mãe, já que seu pai os abandonou. Ele começou a fazer Rap aos 12 anos, mas só intensificou sua carreira em 2007, quando passou a lançar mixtapes por seu selo independente, a Dreamville. Até que despertou o interesse do Jay-Z, que o fez assinar com a Roc Nation. A produção, feita pelo próprio rapper, contou com alguns pitacos de Timbaland, Bryan-Michael Cox, entre outros, que trouxeram beats diretas, com presença de pianos melancólicos, linhas de baixo discretas, samples de Soul e Jazz e baterias marcadas que remetem ao Boom Bap com toques de Chipmunk Soul. Os flows do J. Cole conseguem ser bem precisos e cadenciados. O repertório é ótimo, e as canções são bem profundas e suaves. No geral, é uma mixtape muito legal e um clássico.

Melhores Faixas: Before I'm Gone, Villematic, 2Face, Enchanted, Farewell, The Autograph, See World 
Vale a Pena Ouvir: Cost Me A Lot, Too Deep For The Intro, Best Friend

Cole World: The Sideline Story – J. Cole





















NOTA: 6/10


No ano seguinte, foi lançado seu álbum de estreia, intitulado Cole World: The Sideline Story. Após o Friday Night Lights, J. Cole enfrentou constantes pressões da gravadora para produzir um grande sucesso comercial. Enquanto ele desejava apresentar um disco profundamente autobiográfico, a Roc Nation buscava músicas capazes de competir nas rádios. Essa divergência fez com que diversas canções originalmente pensadas para o álbum fossem descartadas. A produção, feita por ele junto com No I.D., Elite, entre outros, foi mais acessível, com grande presença de baterias discretas e atmosferas melancólicas, principalmente pelo uso de pianos. Com isso, temos uma junção dos elementos do Chipmunk Soul e do Jazz Rap, com os flows do rapper sendo cadenciados e, às vezes, agressivos, só que muita coisa soa deslocada e até reciclada. O repertório começa bem, mas depois decai com canções bem sem graça. No geral, é um álbum mediano e que foi muito comprimido. 

Melhores Faixas: Work Out, Nobody's Perfect (ótima feat do Missy Elliot), Can't Get Enough, Sideline Story 
Piores Faixas: Breakdown, Cole World, Never Told, Mr. Nice Watch (Jay-Z foi mal aqui)

                                                                                   Então é isso e flw!!!                 

Analisando Discografias - PARTYNEXTDOOR

                 

PARTYNEXTDOOR – PARTYNEXTDOOR





















NOTA: 8/10


Em 2013, o PARTYNEXTDOOR lançava sua única mixtape autointitulada, na qual trazia uma proposta interessante. O cantor canadense começou sua trajetória por volta de 2006, depois de abandonar os estudos ainda adolescente para seguir seu sonho, mudando-se para Los Angeles. Após lançar alguns sons independentes por seis anos, Drake se encantou com seu trabalho e o convidou para fazer parte da OVO. Essa tape aborda temas como relacionamentos e emoções contraditórias. Produção, feita pelo próprio cantor junto com 40, apresenta uma sonoridade clara e polida. Os sintetizadores são suaves e carregados de reverberação, os graves aparecem de maneira profunda e as baterias são econômicas. Além disso, seus vocais são bem suaves e contam com um uso eficaz de auto-tune, resultando em um trabalho de R&B alternativo com as bases do Trap Soul. O repertório é muito bom, e as canções são bastante imersivas. Enfim, é um ótimo trabalho e bem enxuto. 

Melhores Faixas: Break From Toronto, TBH 
Vale a Pena Ouvir: Wus Good / Curious, Right Now, Over Here (ótima feat do Drake)

PARTYNEXTDOOR TWO – PARTYNEXTDOOR





















NOTA: 8/10


No ano seguinte, o PARTYNEXTDOOR lançava seu álbum de estreia, o PARTYNEXTDOOR TWO. Após sua mixtape, o cantor decidiu expandir sua sonoridade. O clima continuava sombrio, sensual e introspectivo, mas havia uma produção mais refinada, melodias ainda mais ambiciosas e uma escrita emocionalmente mais madura. A produção, feita inteiramente por ele próprio, com alguns pitacos de G. Ry e Neenyo, conseguiu ser bem detalhada e limpa. Os sintetizadores têm texturas variadas, as baterias têm aquela estrutura do trap, só que utilizada no momento certo. Os baixos possuem enorme profundidade sem comprometer a clareza da mixagem. Enquanto isso, seus vocais utilizam harmonizações mais elaboradas e alternam entre interpretações suaves e momentos de maior intensidade emocional, tendo muita influência do R&B tradicional. O repertório é ótimo, e as canções são bem envolventes e etéreas. No fim, é um trabalho muito legal e que merece ser revisitado. 

Melhores Faixas: Her Way, Recognize (Drake foi bem de novo) 
Vale a Pena Ouvir: Thirsty, FWU, Belong To The City, Muse

PX3 – PARTYNEXTDOOR





















NOTA: 6/10


Se passaram dois anos, e o cantor lança seu 2º álbum, intitulado PX3 (que nem preciso dizer o nome completo). Após o PARTYNEXTDOOR TWO, o cantor não era mais uma promessa da OVO Sound, mas como um dos principais nomes do R&B alternativo da década. Esse novo projeto preserva o clima noturno e sensual característico de sua discografia, mas apresenta uma produção mais ambiciosa. A produção, desta vez, foi diversificada, contando com 40, Boi-1da, Illangelo, Sevn Thomas, entre outros, e seguia uma abordagem mais acessível e radiofônica, com presença de sintetizadores atmosféricos, graves profundos e baterias minimalistas. O grande diferencial foi a presença de efeitos ambientais, reverberação e uma junção dos elementos do R&B alternativo com o Dancehall, só que tudo soa completamente pasteurizado. O repertório é irregular, com canções boas e outras bastante genéricas. Enfim, é um álbum mediano e muito arrastado. 

Melhores Faixas: Not Nice, Joy, Come And See Me (Drake foi mais uma vez bem), Nobody
Piores Faixas: Transparency, Brown Skin, Problems & Selfless, Only U

Partymobile – PARTYNEXTDOOR





















NOTA: 3/10


Se passaram quatro anos, e o PARTYNEXTDOOR retorna com o álbum PARTYMOBILE. Após o PX3, o cantor participou de outros projetos nesse meio-tempo e, quando voltou, decidiu fazer um trabalho que demonstrava um interesse muito maior por melodias acessíveis e influências caribenhas. Além disso, decidiu fazer um álbum que contasse com a colaboração de vários produtores. Com isso, a produção, feita junto com Cardiak, Murda Beatz, OZ, entre outros, seguiu um caminho ainda mais polido e comercial. Os sintetizadores são bem mais suaves, com teclados discretos e linhas melódicas bastante acessíveis. Além disso, as baterias são variadas, indo do Trap Soul ao R&B alternativo, com forte presença do Dancehall. Mas, aqui tudo soa bastante repetitivo, e isso também vale para a performance vocal do PND. O repertório começa bem, mas depois decai com canções genéricas e sem graça. No fim, é um projeto fraco e bem tedioso. 

Melhores Faixas: The News, Nothing Less, Split Decision, Believe It (Rihanna mandou bem)
Piores Faixas: Savage Anthem, Loyal (Tanta versão com Drake e a com Bad Bunny são fracas), Eye On It, Trauma, Showing You, Never Again

PARTYNEXTDOOR 4 (P4) – PARTYNEXTDOOR





















NOTA: 2,5/10


Indo para 2024, o PND lançava mais um álbum, o PARTYNEXTDOOR 4 (com essa capa curiosa, para não dizer o mínimo). Após o Partymobile, esse trabalho seria mais intimista e aborda constantemente temas como orgulho, arrependimento, amadurecimento emocional, responsabilidade afetiva, relações familiares e a dificuldade em abandonar velhos comportamentos. A produção contou com aqueles mesmos nomes de sempre, e aqui a abordagem continuou sendo polida e acessível, com beats secas, graves profundos e bastante espaço entre cada elemento. Além disso, os sintetizadores são mais sofisticados e as baterias são mais minimalistas, deixando seus vocais no centro. Só que, de novo, o grande problema é que tudo soa arrastado e bastante repetitivo, além de as beats serem bastante recicladas. O repertório é muito ruim, e as canções são bem medíocres, com algumas exceções. No geral, é um álbum terrível e que só é lembrado por causa da capa. 

Melhores Faixas: Make It To The Morning, Resentment 
Piores Faixas: Real Woman, Her Old Friends, Lose My Mind, Control, For Certain

$ome $exy $ongs 4 U – PARTYNEXTDOOR & Drake





















NOTA: 2/10


Então chegamos a 2025, quando o PARTYNEXTDOOR lançou seu álbum mais recente junto com Drake, o $ome $exy $ongs 4 U. Após o P4, esse projeto foi anunciado por ambos durante um show em Toronto, por volta de agosto do ano anterior. Em um momento em que o PND havia recebido muitas críticas negativas pelo álbum anterior, enquanto Drake passava por um desgaste em sua imagem na indústria após a derrota para Kendrick Lamar, esse projeto tinha como objetivo ser mais suave. A produção foi aquela de sempre: bastante polida e acessível, com beats suaves, sintetizadores atmosféricos, baterias minimalistas e graves profundos, enfim, toda aquela estética característica da OVO. Com isso, eles entregam um álbum de Trap Soul e R&B extremamente genérico e arrastado. O repertório é simplesmente terrível, e as canções são extremamente insuportáveis, com apenas uma legal. Em suma, é um álbum horrível e feito para ganhar uns trocados. 

Melhores Faixas: NOKIA 
Piores Faixas: LASERS, OMW, BRIAN STEEL, MOTH BALLS, DEEPER, GIMME A HUG, SOMEBODY LOVES ME, SPIDER-MAN SUPERMAN, GLORIOUS (Drake fazendo Drill mais brocha que já vi), MEET YOUR PADRE (Drake forçando vocal caribenho é algo que dá nojo)

 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Analisando Discografias - 21 Savage

                 

Savage Mode – 21 Savage & Metro Boomin





















NOTA: 8/10


Em 2016, o jovem promissor 21 Savage lançava uma mixtape colaborativa com Metro Boomin, o Savage Mode. O rapper, nascido na Inglaterra, mas que passou praticamente toda a sua vida em Atlanta, teve alguns problemas, sendo até preso por porte de arma quando estava na pré-adolescência. Além disso, virou traficante e, depois de ver alguns de seus amigos mortos em tretas de gangue, começou a fazer Rap para sair dessa vida. Após lançar mixtapes, ele já conhecia Metro e, com isso, os dois prepararam esse projeto. A produção, feita obviamente por Metro Boomin, contou com beats pesados, graves profundos, caixas secas, hi-hats extremamente precisos, sintetizadores discretos, pianos melancólicos e silêncios cuidadosamente posicionados. Os flows do Savage seguem aquele estilo meio Mumble e agressivo. O repertório é muito bom, e as canções passam uma vibe energética. Enfim, é um trabalho bacana que mostrou um caminho interessante. 

Melhores Faixas: X (Future mandou bem), No Heart, Feel It 
Vale a Pena Ouvir: No Advance, Mad High

Issa Album – 21 Savage





















NOTA: 3/10


Em 2017, o 21 Savage lançava seu álbum de estreia, intitulado Issa Album, que acabou sendo um trabalho inconsistente. Após o Savage Mode, o rapper começou a ganhar bastante destaque, muito por conta da sua participação na lendária edição de 2016 do XXL Freshman Class e também por ser um dos nomes mais agressivos daquela geração do SoundCloud. O título veio de um dos memes mais populares envolvendo o rapper. Meses antes, durante uma entrevista, ao ser questionado sobre imigração, 21 Savage respondeu apenas "Issa knife", expressão que depois foi incorporada como "Issa". Produção, feita por Metro Boomin, Zaytoven, Wheezy, entre outros, trouxe graves pesados, baterias secas, sintetizadores discretos e espaços vazios que valorizam os flows imprevisíveis do Savage. Mas é aquilo: tudo soa bem vazio e completamente arrastado. O repertório começa bem, mas depois decai com canções fracas. Enfim, é um álbum ruim e sem consistência. 

Melhores Faixas: Bank Account, Thug Life, 7 Min Freestyle, Whole Lot, Famous 
Piores Faixas: Dead People, Nothin New, Baby Girl, Face Time, Money Covo, Special

i am > i was – 21 Savage





















NOTA: 8,7/10


Aí, no ano seguinte, o 21 Savage lançou seu 2º álbum solo, o i am > i was, e aqui houve um acerto. Após o Issa Album, ele participou de outro projeto colaborativo com Metro Boomin, o que o fez evoluir muito artisticamente. Com isso, o rapper decidiu ampliar sua abordagem artística. O próprio título sugere uma reflexão sobre identidade e transformação: quem ele era antes e quem havia se tornado depois da fama, do dinheiro e das experiências acumuladas. A produção contou com nomes já conhecidos e outros, como FKi 1st e Kid Hazel, que seguiram uma abordagem limpa, contendo beats variados com presença de graves profundos, 808s secos e sintetizadores discretos, mas que agora aparecem com maior riqueza melódica. Aqui, os flows do rapper ficaram mais econômicos, conseguindo alternar entre intensidade e cadência. O repertório é muito bom, e as canções são bem introspectivas e profundas. Enfim, é um trabalho interessante e muito mais coeso. 

Melhores Faixas: a lot, monster, can't leave without it, all my friends, letter 2 my momma, ball w/o you, 1.5 
Vale a Pena Ouvir: 4L, break da law, out for the night

SAVAGE MODE II – 21 Savage & Metro Boomin





















NOTA: 10/10


No ano de 2020, o 21 Savage e Metro Boomin lançaram o sensacional SAVAGE MODE II. Após o i am > i was, em vez de simplesmente repetir a fórmula de 2016, a dupla optou por transformar o projeto em uma sequência mais cinematográfica. A presença do Morgan Freeman como narrador ao longo do disco já deixava claro que o objetivo era construir uma experiência mais conceitual. Fora também a referência que eles fazem na capa, relembrando as artes produzidas pela Pen & Pixel para artistas do Rap sulista nos anos 90. Produção contou com a presença de Prince 85, Zaytoven, entre outros, que, junto com Metro Boomin, colocaram beats orgânicos, sintetizadores atmosféricos, hi-hats precisos e mudanças sutis de dinâmica, fazendo um Trap que dialoga com o Memphis Rap e permitindo que o flow do Savage fosse bem variado. O repertório é sensacional, parecendo até uma coletânea. No geral, é um baita disco e certamente uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Runnin, Glock In My Lap, Slidin, Rich N****a Shit (Young Thug amassou), RIP Luv, Snitches & Rats, Said N Done 
Vale a Pena Ouvir: Brand New Draco, Mr. Right Now (Drake mandou bem)

Her Loss – Drake & 21 Savage





















NOTA: 5/10


No ano de 2022, Drake lançou um álbum colaborativo com 21 Savage, o Her Loss. Após o SAVAGE MODE II, o Savage, que já tinha participado de algumas músicas do Drake, já tinha conquistado um certo ‘‘respeito’’ por parte do cantor. Então, eles decidiram fazer um projeto que juntasse toda aquela agressividade, funcionando como um equilíbrio para a personalidade mais exagerada do parceiro. Enquanto isso, Drake segue aquela linha expansiva e provocadora, alternando canto e Rap constantemente. A produção, feita por Boi-1da, Earl on the Beat, Metro Boomin, entre outros, foi mais variada, contendo baterias pesadas, graves profundos, sintetizadores discretos, e mudanças constantes de atmosfera, que vão do Trap, R&B e ao Memphis Rap. Só que, no fim, eles não conseguiram se encaixar, tanto que isso soa mais como uma mixtape do que como um álbum. O repertório é irregular, tendo canções boas e outras chatinhas. Enfim, é um projeto bem decepcionante e tedioso. 

Melhores Faixas: Pussy & Millions (ótima feat do Travis), Rich Flex, Spin Bout U, Middle Of The Ocean 
Piores Faixas: I Guess It's F**k Me, Treacherous Twins, Hours In Silence, Jumbotron Shit Poppin

american dream – 21 Savage





















NOTA: 8,5/10


Se passaram dois anos, e o 21 Savage lançou seu 3º álbum, intitulado american dream. Após o Her Loss, com Drake, surgiu a oportunidade de mostrar qual era o verdadeiro estágio artístico do rapper depois de tantos anos de amadurecimento. O álbum procura mostrar que alcançar riqueza não elimina automaticamente os traumas do passado e que o sucesso muitas vezes traz novos conflitos em vez de solucioná-los. Produzido por Spiff Sinatra, London on da Track, Metro Boomin, Kid Hazel e vários outros, o disco apresenta beats orgânicos com presença de graves pesados, hi-hats precisos e sintetizadores discretos, juntando elementos do Trap com a utilização de samples que remetem ao Chipmunk Soul. Aqui, o Savage coloca um flow cadenciado que consegue ser bem expressiva. O repertório é muito legal, e as canções são bem profundas e carregam uma vibe tensa. No geral, é mais um trabalho muito bom e extremamente subestimado. 

Melhores Faixas: redrum, née-nah (mais uma vez Travis amassando), should’ve wore a bonnet, dark days, red sky 
Vale a Pena Ouvir: dangerous, all of me, letter to my brudda

What Happened To The Streets? – 21 Savage





















NOTA: 1/10


Então chegamos ao projeto mais recente do 21 Savage, lançado no fim do ano passado, o infame What Happened To The Streets?. Após o american dream, esse projeto seria uma reflexão sobre as transformações da cultura das ruas em Atlanta. Ao longo dos anos, o rapper construiu sua carreira retratando violência, códigos de lealdade, sobrevivência e criminalidade com um olhar frio e objetivo. Aqui, isso seria uma espécie de consequência de um ambiente que mudou profundamente. A produção foi diversificada, contando com aqueles mesmos nomes de sempre, que colocaram beats amplos, com graves muito fortes, caixas secas, hi-hats precisos e sintetizadores discretos. Porém, existe um uso maior de cordas e pequenas camadas atmosféricas. Mas aqui tudo soa feito às pressas, e o flow do Savage é extremamente repetitivo. O repertório é completamente horroroso, e as canções são simplistas e genéricas. Em suma, é um álbum terrível e um dos piores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: (...............................) 
Piores Faixas: I Wish, Dog Shit, Mr. Recoup (Drake tava com preguiça), HA, Big Stepper


                                                                                        É isso, então flw!!!         

Analisando Discografias - Future: Parte 3

                  

We Still Don't Trust You – Future & Metro Boomin





















NOTA: 5/10


Em questão de algumas semanas foi lançado o 2º álbum colaborativo deles, o We Still Don't Trust You. Após o We Don't Trust You, os dois já tinham preparado esse projeto, que seria em formato duplo, cuja primeira metade é dominada por influências do R&B alternativo e até do Synth-pop, enquanto a segunda retorna ao Trap tradicional. Vale lembrar que esse álbum estava com muito hype por conta do impacto de Like That, com Kendrick Lamar, que iniciou o ápice da treta com Drake. A produção foi relativamente a mesma, mas os beats deixam de depender exclusivamente de graves pesados e hi-hats acelerados para incorporar sintetizadores brilhantes, linhas de baixo suaves, teclados atmosféricos e harmonias próximas do R&B contemporâneo. Só que o problema é se distancia muito da proposta inicial, ficando bastante maçante. O repertório começa bem, mas depois decai com canções fracas. Enfim, é um álbum mediano que, se tivesse uma escolha simples, teria sido bem melhor. 

Melhores Faixas: We Still Don't Trust You, All To Myself (simplesmente The Weeknd), Show Of Hands (A$AP Rocky amassou), Red Leather (J. Cole mandou bem), Streets Made Me A King
Piores Faixas: Came To Party, This Sunday, Mile High Memories, Right 4 You, Gracious (Ty Dolla $ign totalmente esquecível)

MIXTAPE PLUTO – Future





















NOTA: 8/10


Aí, em questão de quatro meses, o Future lançou seu trabalho mais recente, a MIXTAPE PLUTO. Após os álbuns colaborativos com Metro Boomin, esse projeto parece sugerir uma reconexão com aquela fase clássica de sua carreira, em que a prioridade era apenas rimar sobre instrumentais pesados, sem grandes conceitos narrativos ou preocupações comerciais. A produção foi diversificada, contando com Southside, London on da Track, Wheezy e afins, que colocaram beats muito mais secos, diretos e agressivos. Ainda existe um enorme cuidado técnico, mas a prioridade claramente é criar impacto imediato em vez de construir paisagens sonoras extremamente elaboradas. Os vocais do Future saem daquele lado melódico e adotam um flow agressivo e variado, fazendo assim um projeto de puro Trap, com elementos do Plugg. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e dinâmicas. Enfim, é uma mixtape que, apesar de simples, é eficaz. 

Melhores Faixas: LIL DEMON, SURFING A TSUNAMI 
Piores Faixas: LOST MY DOG, TEFLON DON, SOUTH OF FRANCE, SKI, OATH


Analisando Discografias: J. Cole: Parte 1

                   Friday Night Lights – J. Cole NOTA: 9,2/10 Em 2010, o J. Cole lançou uma de suas várias mixtapes, intitulada Friday Night...