quinta-feira, 9 de abril de 2026

Analisando Discografias - Boston

                 

Don't Look Back – Boston





















NOTA: 8,7/10


Em 1978, o Boston retornava lançando seu 2º álbum de estúdio, o Don't Look Back. Após o clássico álbum de estreia, a banda voltou dois anos depois, consolidando o que viria a ser chamado de AOR, com sua sonoridade limpa, grandiosa e extremamente bem produzida. A pressão da gravadora Epic Records por um novo lançamento foi enorme. O sucesso comercial do primeiro disco exigia uma resposta rápida, mas o guitarrista Tom Scholz e sua trupe não trabalhavam sob prazos convencionais. A produção, feita pelo próprio Scholz, foi bem polida, com camadas densas de guitarras processadas por ele e por Barry Goudreau, além da bateria do Sib Hashian e do baixo do Fran Sheehan sustentando as bases, além dos vocais cristalinos do Brad Delp e de um uso altamente refinado de tecnologia analógica. O repertório é interessante, com canções bem melódicas e envolventes. Enfim, é um ótimo álbum, mas que, infelizmente, ficou à sombra do anterior. 

Melhores Faixas: Don't Look Back, Feelin' Satisfied, A Man I'll Never Be 
Vale a Pena Ouvir: It's Easy, Don't Be Afraid

Third Stage – Boston





















NOTA: 3/10


Então em 1986, o Boston retornava com seu 3º álbum, o fraquíssimo Third Stage. Após Don't Look Back, a banda passou por alguns problemas, já que Tom Scholz se envolveu em disputas legais com a Epic Records, o que atrasou significativamente qualquer novo lançamento, e, após vencer essa batalha judicial, assinaram com a MCA Records. Mas, claro, a banda sofreu um desgaste nesse meio-tempo, já que houve as saídas do Barry Goudreau (guitarra), Fran Sheehan (baixo) e Sib Hashian (bateria), e as entradas do Gary Pihl, David Sikes e o retorno temporário do Jim Masdea. A produção foi ainda mais polida e radiofônica, explorando ao máximo camadas de guitarras, sintetizadores e efeitos. Tudo isso para ficar o mais alinhado possível ao AOR da época, e conseguiram, já que o resultado ficou bastante previsível e genérico. O repertório é muito ruim, e as canções são terríveis, só melhorando no final. Em suma, é um álbum péssimo e muito sem graça. 

Melhores Faixas: To Be A Man, Hollyann, I Think I Like It 
Piores Faixas: My Destination, We're Ready, A New World, Amanda (oh balada insuportável)

Walk On – Boston





















NOTA: 3,2/10


Pulando lá para 1994, o Boston voltou mais uma vez, lançando outro disco, o Walk On. Após o Third Stage, aconteceram mudanças profundas na estrutura da banda. O vocalista clássico Brad Delp se afastou durante parte do processo, e o guitarrista Tom Scholz passou a trabalhar com um novo cantor, Fran Cosmo. Esse álbum vem em um momento em que o AOR tinha sido completamente engolido pelo tempo, e o que predominava agora era o Rock alternativo e o Grunge, já não cabendo mais uma sonoridade altamente grandiosa. A produção, feita pelo próprio Scholz, traz múltiplas camadas e cheio de detalhes. As guitarras ficaram bem mais agressivas, com riffs densos, e os sintetizadores são bem mais discretos. Só que, no geral, tudo é bastante reciclado de ideias anteriores, sendo basicamente a mesma abordagem, só que com um vocalista novo. O repertório é bem ruim, com canções genéricas e poucas interessantes. No fim, é um álbum péssimo e tedioso. 

Melhores Faixas: Livin' For You, Walk On, We Can Make It 
Piores Faixas: Get Organ-ized, Surrender To Me, I Need Your Love, Magdalene

Corporate America – Boston





















NOTA: 3/10


Passaram-se oito anos para que um novo álbum do Boston fosse lançado, o Corporate America. Após o Walk On, a banda assinou com a gravadora Artemis. Esse novo trabalho seria meio que um experimento de várias dinâmicas, além de vir com uma nova formação, agora com quatro guitarristas, com a presença do Anthony Cosmo, da baixista Kimberley Dahme e do baterista Jeff Neal, além do retorno do vocalista Brad Delp. A produção foi altamente polida, com múltiplas camadas de guitarra e uma mixagem extremamente limpa. No entanto, há uma tentativa mais evidente de modernização, com elementos eletrônicos, loops e até influências sutis do Pop Rock, além das guitarras sendo comprimidas. Só que é tudo muito bagunçado, com um conceito de ideias mal organizado. O repertório é péssimo, e as canções são bem medíocres, com algumas exceções. Enfim, é um álbum terrível e que foi um completo fiasco. 

Melhores Faixas: Someone, Didn't Mean To Fall In Love, With You (música cantada pela Kimberley) 
Piores Faixas: Turn It Off, Stare Out Your Window, You Gave Up On Love, Cryin', Corporate America

Life, Love & Hope – Boston





















NOTA: 2/10


Então chegamos a 2013, quando foi lançado o 6º e último álbum do Boston, o horrível Life, o Love & Hope. Após o Corporate America, Tom Scholz acabou processando, tempos depois, a Artemis Records pela falta de distribuição do álbum anterior. Só que o duro golpe foi o falecimento do Brad Delp, em 2007, que tirou a própria vida, e isso foi devastador para a banda. Com isso, eles se reformularam, agora com Tommy DeCarlo (vocais), David Victor (guitarra), Tracy Ferrie (baixo) e Curly Smith (bateria), além de assinar com a bendita gravadora Frontiers Records. A produção, como sempre, foi feita por Scholz, que combinou gravações realizadas ao longo de diferentes períodos com a voz do Delp e novas sessões com DeCarlo, que se encaixa na sonoridade característica da banda, só que com um toque moderno, mas tudo é bem mal organizado. O repertório é péssimo, com poucos momentos interessantes. No final de tudo, é um disco terrível, e, após isso, a banda focou em suas turnês. 

Melhores Faixas: Didn't Mean To Fall In Love, Someday 
Piores Faixas: If You Were In Love, You Gave Up On Love (2.0), Sail Away, Life, Love & Hope

                                                                                           Bom é isso e flw!!!          

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