Say It Loud I'm Black And I'm Proud – James Brown
NOTA: 8,5/10
Então, chegando ao fim dos anos 60, foi lançado um novo álbum do James Brown, o Say It Loud I'm Black And I'm Proud. Após o Thinking About Little Willie John And A Few Nice Things, Brown se posiciona de forma direta dentro das transformações sociais e políticas que estavam ocorrendo nos Estados Unidos no final da década de 60. Esse período foi marcado pelo fortalecimento do movimento dos direitos civis e pelo surgimento de uma nova consciência afro-americana, frequentemente associada ao conceito de “Black Power”. A produção apresenta uma coesão sonora baseada na linguagem Funk já consolidada pelo cantor, mas que também dialoga com o Southern Soul. A principal característica da produção é a centralidade absoluta do groove. As músicas são construídas a partir de padrões rítmicos repetitivos, em que cada instrumento desempenha um papel específico. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas. Enfim, é um ótimo disco e bem coeso.
Melhores Faixas: Say It Loud - I'm Black And I'm Proud (Pts. 1 e 2), Licking Stick, Maybe I'll Understand, Let Them Talk
Vale a Pena Ouvir: Goodbye My Love (Pt. 1 & 2), Then You Can Tell Me Goodbye
Gettin' Down To It – Mr. James Brown
NOTA: 8,2/10
Alguns meses se passaram, e foi lançado mais um trabalho do James Brown, o sofisticado Gettin' Down To It. Após o Say It Loud I'm Black And I'm Proud, o cantor decidiu fazer um projeto mais tradicional, fortemente influenciado por standards da música popular americana. Ao adotar o crédito “Mr. James Brown”, há também uma tentativa clara de reposicionamento artístico, apresentando-o não apenas como o “Godfather of Soul”, mas como um intérprete refinado, capaz de dialogar com o universo da música de salão e do Pop orquestral. A produção é bem mais refinada e sofisticada, com forte presença de cordas, metais suaves e estruturas harmônicas mais elaboradas. As gravações foram realizadas com músicos de estúdio especializados nesse tipo de repertório, resultando em uma sonoridade que se aproxima mais do Vocal Jazz. O repertório é muito bom, e as canções ficaram bem interpretadas ao estilo de Brown. No fim, é um disco bem consistente.
Melhores Faixas: That's Life, Sunny, All The Way, (I Love You) For Sentimental Reasons
Vale a Pena Ouvir: Cold Sweat, It Had To Be You, Time After Time
It's A Mother – James Brown
NOTA: 8,8/10
Melhores Faixas: Mother Popcorn (Part 1), If I Ruled The World, Any Day Now, You're Still Out Of Sight
Vale a Pena Ouvir: I'm Shook, Popcorn With A Feeling, Top Of The Stack
The Popcorn – James Brown
NOTA: 8/10
E aí, praticamente no mesmo mês, foi lançado um álbum instrumental do cantor, o The Popcorn. Após o It’s A Mother, James Brown decidiu fazer um trabalho que gira em torno do chamado “Popcorn”, uma variação rítmica e estética dentro do Funk que Brown vinha desenvolvendo em singles e sessões daquele período, algo que se tornaria frequente em sua música no início da década seguinte. A produção é bem enxuta e direta, com foco no groove, onde cada arranjo instrumental é construído a partir de padrões simples, com ênfase em linhas de baixo simples, guitarras percussivas e baterias precisas. Os sopros aparecem de forma pontual, com frases curtas e rítmicas que funcionam como acentos dentro do groove. O repertório é muito bom, e as canções são bem envolventes e com aquele lado energético. No fim, é um disco bacana e que mostrou uma prévia do que viria.
Melhores Faixas: The Popcorn, The Chicken
Vale a Pena Ouvir: Sudsy, A New Shift
Ain't It Funky – James Brown
NOTA: 8,7/10
Entrando nos anos 70, foi lançado o primeiro álbum dessa era de ouro do James Brown, o Ain't It Funky. Após o The Popcorn, Brown vinha gradualmente desmontando as estruturas tradicionais do soul em favor de uma abordagem mais rítmica, e aqui essa transformação já está completamente estabelecida. O período entre 1968 e 1970 é talvez o mais prolífico e inovador da carreira de Brown. Ele não apenas definiu o Funk como linguagem musical, mas também influenciou profundamente a forma como a música popular passaria a lidar com ritmo, repetição e dinâmica coletiva. A produção, feita por ele próprio, é bem mais crua e pesada, focando bastante no groove, com o baixo estabelecendo linhas simples e circulares, a guitarra com riffs curtos, a bateria impactante, além de sopros pontuais e a voz do Brown, que às vezes aparece com suas interjeições. O repertório é ótimo, e as canções são todas bem divertidas e dinâmicas. Enfim, é um álbum bem legal e consistente.
Melhores Faixas: Ain't It Funky Now (Parts 1 & 2), Give It Up Or Turn It A Loose, After You Done It
Vale a Pena Ouvir: Cold Sweat, Nose Job
Soul On Top – James Brown
NOTA: 8,5/10
Melhores Faixas: It's A Man's, Man's, Man's World, Papa's Got A Brand New Bag, September Song
Vale a Pena Ouvir: The Man In The Glass, For Once In My Life, Your Cheatin Heart
It's A New Day So Let A Man Come In – James Brown
NOTA: 8,9/10
Melhores Faixas: It's A New Day, It's A Man's, Man's, Man's World, If I Ruled The World, World (Part 1 And 2)
Vale a Pena Ouvir: The Man In The Glass (Part 1), Let A Man Come In And Do The Popcorn
Hey America – James Brown
NOTA: 7/10
Melhores Faixas: Santa Claus Is Definitely Here To Stay, Hey America, I'm Your Christmas Friend, Don't Be Hungry
Vale a Pena Ouvir: Merry Christmas My Baby And A Very, Very Happy New Year, My Rapp
Sho Is Funky Down Here – James Brown
NOTA: 8,4/10
Melhores Faixas: Just Enough Room For Storage, Don’t Mind
Vale a Pena Ouvir: Sho Is Funky Down Here
Por hoje é só, então flw!!!








