quarta-feira, 15 de abril de 2026

Analisando Discografias - Chefin

                 

A Nova Era – Chefin





















NOTA: 8/10


Em 2022, o Chefin lançava seu álbum de estreia, intitulado A Nova Era, mostrando algo promissor. A trajetória do rapper carioca começou dois anos antes, ainda na adolescência, quando fazia parte do coletivo Distrito23, lançando alguns singles que mostravam uma abordagem bem interessante: uma junção de lifestyle com um lado mais consciente, algo que despertou o interesse da Mainstreet Records. Com isso, ele assinou com a gravadora, preparando assim um álbum embalado pelo sucesso do hit 212. A produção foi diversificada, contando com Ajaxx, Portugal No Beat, Galdino, entre outros, que entregam beats que seguem fórmulas já consolidadas: graves pesados, hi-hats acelerados e uma estética minimalista focada na repetição e na criação de atmosfera, fazendo uma junção do Trapfunk, além de algumas influências do R&B. O repertório é legalzinho, com canções divertidas e outras mais pesadas. Enfim, é um ótimo trabalho de estreia, além de ser bem enxuto. 

Melhores Faixas: O Chamado (Poze mandou bem), Skatista 
Vale a Pena Ouvir: Só Basta Crer, Tropa do Mais Novo (boa feat do Vulgo FK), A Nova Era

O Mais Novo Romântico – Chefin




















NOTA: 2/10


No ano seguinte, o rapper retorna lançando seu 2º álbum, O Mais Novo Romântico. Após A Nova Era, o Chefin já havia se consolidado como um nome importante na cena do Trap carioca, além de sua participação no Poesia Acústica 13; agora, ele opta por fazer um trabalho focado em love songs. O próprio rapper afirmou que o projeto foi inspirado em sua vida amorosa. A produção contou novamente com Ajaxx, Portugal No Beat, Tkd, entre outros, mantendo a base do Trapfunk, mas com uma mudança clara de abordagem: há uma suavização dos elementos mais agressivos e uma maior presença de melodias e synths atmosféricos. No entanto, tudo soa muito repetitivo, e isso se estende até aos seus flows cadenciados que são um verdadeiro ‘‘copia e cola’’. O repertório é muito ruim, com canções genéricas e apenas uma que se salva, fora que a maioria das vezes o Chefin é carregado pelas feats. Enfim, é um álbum péssimo e bastante maçante. 

Melhor Faixa: Opções (Veigh e KayBlack levaram o som para eles) 
Piores Faixas: Um Pouco Mais (Caio Luccas não entregando nada), Sentimento, Do Seu Lado (Oruam né)

Nós Era Duro – Chefin





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2024, quando foi lançado o álbum mais recente do Chefin, o péssimo Nós Era Duro. Após o fraquíssimo O Mais Novo Romântico, o rapper parecia se redimir com o hit 10 Carros, e seu próximo trabalho parecia ser uma evocação direta do passado e da vivência periférica. Porém, diferente de um álbum conceitual profundamente estruturado, o disco acaba operando mais como uma coleção de registros dessa vivência, além de servir como uma forma de se manter no topo das paradas. A produção, como sempre, foi bastante diversificada, contando com DJ GR, DJ Rafinha, LB Único, entre outros, e se mostra bem mais comercial e limpa, evidenciando uma guinada quase completa para o Funk carioca, com pouquíssima influência até mesmo do Trapfunk. Com isso, as beats são secas, mas tudo soa completamente medíocre, e o uso de autotune é muito malfeito. O repertório é terrível, com canções insuportáveis. No fim, é um álbum péssimo e um tropeço feíssimo. 

Melhores Faixas: (.................................) 
Piores Faixas: NÓS ERA DURO, ADORO ESSA VIDA $$$ (é so mais uma música com feat do MC LUUKY E Mc Joãozinho VT), NEM PINTADA DE OURO (Oruam mal demais), OS MELHORES NISSO (juntou os dinossauros do Funk e ninguém mandou bem), CHEIA DE MARRA (MC Tuto e MC Ryan Sp como sempre estragando qualquer som que estão)


Analisando Discografias - Crypta

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