domingo, 5 de abril de 2026

Analisando Discografias - Duke Dumont

                 

EP1 – Duke Dumont





















NOTA: 7/10


Em 2014, o Duke Dumont lançava seu grande trabalho de sucesso intitulado EP1. A trajetória do Adam Dyment começou por volta de 2007, quando foi apadrinhado por Switch (que já produziu nomes como Beyoncé e M.I.A.). Por volta de 2011, mudou-se de Londres para o interior de Hertfordshire para se concentrar em seu material. Nesse período, a música eletrônica no Reino Unido era dominada por uma mistura de House, UK Garage modernizado e influências de Techno minimalista. A produção, feita por ele próprio, apresenta um som limpo, focado e muito eficiente, com uma abordagem minimalista que evita excessos e aposta na repetição hipnótica. As batidas são secas e bem recortadas, com kicks firmes e linhas de baixo que carregam o peso das faixas, além de vocais estratégicos, tudo dialogando com Deep House e Tropical House. O repertório contém 4 faixas muito boas, que são bastante divertidas. No fim, é um trabalho bacana que já mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: I Got U, The Giver 
Vale a Pena Ouvir: Won't Look Back, I Got U (MK Remix)

Duality – Duke Dumont





















NOTA: 7/10


Então, seis anos se passaram, e o Duke Dumont enfim lança seu álbum de estreia, o Duality. Após o EP1, o DJ se consolidou como um dos nomes mais fortes da House music com apelo global. No entanto, apesar desse sucesso massivo em formato de single, ele demorou a investir em um álbum completo, já que, nesse meio-tempo, lançou vários EPs que cumpriam mais o papel de lado B de singles. Nesse período, também havia uma saturação do EDM mais explosivo, enquanto sons mais sutis, melódicos e atmosféricos ganhavam espaço. A produção é extremamente refinada, transitando entre Deep House, House progressivo e até elementos de Disco. Os drums são secos e precisos, e os sintetizadores são usados de forma expansiva, criando paisagens sonoras que vão além da simples função rítmica, apesar de muitos momentos serem bastante repetitivos. O repertório é até bom, com canções interessantes e outras mais fracas. Enfim, é um trabalho de estreia bem sólido. 

Melhores Faixas: Ocean Drive, The Power, Let Me Go, Love Song 
Piores Faixas: The Fear, Obey, Together

Union – Duke Dumont





















NOTA: 3/10


Então, no ano passado, foi lançado seu 2º álbum, intitulado Union, e aqui houve muita lambança. Após o Duality, esse novo trabalho surge como uma resposta direta à ausência social que todo mundo passou no início da década, celebrando justamente o reencontro coletivo nas pistas de dança. O conceito do disco gira em torno da ideia de conexão, unidade e experiência compartilhada. A produção é completamente orientada para a pista, mas com certo refinamento técnico. O som aqui é mais agressivo, mais rápido e mais focado em impacto imediato, refletindo a estética do Stutter House, com drums bem mais pesados e sintetizadores colocados como texturas cruas, além do uso moderado de vocais. Ainda assim, tudo soa como uma cópia ruim do Fred again... O repertório é bem ruinzinho, com canções medíocres e poucas interessantes. No fim, é um álbum péssimo e sem direção. 

Melhores Faixas: Ain't Giving Up, I Need You Now, Your Loving 
Piores Faixas:  Hit Em, The Chant, All My Life, Feels Like This

 

Analisando Discografias - Pharoahe Monch

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