domingo, 5 de abril de 2026

Analisando Discografias - Doechii

                 

Oh The Places You'll Go – IamDoechii





















NOTA: 4/10


Em 2020, a Doechii lançava o EP Oh The Places You’ll Go, depois de bastante tempo atuando no underground. A rapper, vinda de Tampa, na Flórida, começou por volta de 2016 lançando alguns singles no SoundCloud, mas, com o tempo, começou a ganhar certo destaque e a viralizar de forma orgânica nas redes sociais, especialmente com faixas que misturavam Rap, R&B alternativo e uma sensibilidade teatral bastante própria. A produção, conduzida por Brandon Kwey, Shorne 2SC Callahan, Wavez e outros, é relativamente minimalista, mas carregada de intenção estética. Em vez de apostar em beats densos ou altamente polidos, Doechii trabalha com instrumentais que deixam espaço para sua performance vocal, com beats crus e loops repetitivos, mas ainda assim tudo soa um pouco bagunçado e sem uma predefinição clara. O repertório é bem fraquinho, com canções legais e outras genéricas. No fim, é um trabalho mais voltado à apresentação. 

Melhores Faixas: Black Girl Memoir, What's Your Name? 
Piores Faixas: God, Drop Out, Something Real

She / Her / Black Bitch – Doechii





















NOTA: 5/10


Dois anos se passaram, e foi lançado outro EP dela, intitulado She / Her / Black Bitch. Após o Oh The Places You’ll Go, a Doechii começava a ganhar atenção mais consistente fora das redes sociais, impulsionada por sua capacidade de viralização e por um estilo que fugia completamente das fórmulas mais previsíveis do Rap feminino. Aqui, ela assume uma postura mais confrontadora, tanto em relação à indústria quanto às normas sociais impostas às mulheres, especialmente às mulheres negras. A produção contou com Hit-Boy, Kal Banx e outros, que trouxeram beats quebrados, loops repetitivos e sons dissonantes, mas sabendo equilibrar com elementos Pop, além de transitar entre R&B, Trap, Rap alternativo e até elementos de Neo-Soul. Mesmo que grande problema ser essa certa bagunça de sonoridades. O repertório contém 5 faixas, algumas legais e outras mais fracas. No fim, é um trabalho mediano, mas que já mostrava mais definição. 

Melhores Faixas: Persuasive (participação da SZA), Swamp Bitches 
Piores Faixas: Bitch I'm Nice, This Bitch Matters, Bitches Be

Alligator Bites Never Heal – Doechii





















NOTA: 8,8/10


Em 2024, a Doechii lança sua mixtape intitulada Alligator Bites Never Heal, e aqui mostra algo interessante. Após o EP She / Her / Black Bitch, ela acabou se associando à Top Dawg Entertainment, e essa mixtape surge como um projeto mais ambicioso. O título já carrega um simbolismo forte: o “alligator” remete à estética do pântano da Flórida, mas também funciona como metáfora para traumas, ciclos e feridas emocionais que não cicatrizam facilmente. A produção é diversificada, contando com Monte Booker, Camper, Henry Was e outros, que utilizam beats mais complexos, com mudanças de ritmo inesperadas, camadas sonoras ricas e uma atenção maior aos detalhes de mixagem, transitando entre Boom Bap, Trap e R&B alternativo. Além disso, os flows da Doechii variam entre um lado mais agressivo e uma performance quase teatral. O repertório é muito bom, com canções profundas e até divertidas. Enfim, é um ótimo trabalho e bastante consistente. 

Melhores Faixas: NISSAN ALTIMA, DENIAL IS A RIVER, CATFISH, DEATH ROLL, WAIT, BOILED PEANUTS, SLIDE, BEVERLY HILLS 
Vale a Pena Ouvir: BULLFROG, BOOM BAP, BLOOM, FIREFLIES


                                                                          Então é isso, um abraço e flw!!!         

Analisando Discografias - Pharoahe Monch

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