sexta-feira, 17 de abril de 2026

Analisando Discografias - Loathe

                 

Prepare Consume Proceed – Loathe





















NOTA: 7/10


Em 2015, o Loathe lançava seu 1º trabalho em formato de EP, o Prepare Consume Proceed. Formado em 2014, em Liverpool, na Inglaterra, pelo vocalista Kadeem France, pelos guitarristas Erik Bickerstaffe e Connor Sweeney, pelo baixista Shayne Smith e pelo baterista Sean Radcliffe, o grupo surgiu em um cenário em que o Metal moderno passava por uma transição significativa, com bandas explorando cada vez mais a fusão entre o peso do Metalcore/Djent e atmosferas vindas da música ambiente e do Shoegaze. A produção, feita principalmente por Sean e Erik, é bastante crua e áspera, e as guitarras possuem uma textura densa. A bateria soa orgânica, porém com certa limitação na mixagem, o que acaba contribuindo para um clima mais claustrofóbico, enquanto os vocais alternam entre gritos agressivos e momentos mais contidos. O repertório é muito bom, e as canções são bem pesadas. No fim, é um ótimo EP que já mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: In Death, Gehenna 
Vale a Pena Ouvir: Rest; In Violence, Banshee

The Cold Sun – Loathe





















NOTA: 9,2/10


E aí, dois anos se passaram, e o Loathe lança seu álbum de estreia, o The Cold Sun. Após o EP Prepare Consume Proceed, eles decidiram dar um salto enorme em ambição, conceito e identidade sonora. Diferente do material anterior, que ainda soava como um conjunto de ideias em formação, aqui a banda já demonstra uma visão muito mais clara do que quer construir, fazendo, assim, um álbum conceitual sobre dois protagonistas que vivem em um mundo pós-apocalíptico. A produção, conduzida pela banda junto com Matt McLellan, é um pouco mais limpa. As guitarras continuam densas, com forte influência do Djent, porém mais bem definidas na mixagem, permitindo que cada riff respire sem perder impacto. A seção rítmica ganhou mais presença, e os vocais do Kadeem ficaram mais variados em intensidade, com tudo isso seguindo a base do Metalcore. O repertório é incrível, e as canções são bem pesadas e imersivas. No fim, é um baita disco de estreia e bem equilibrado. 

Melhores Faixas: Babylon..., It's Yours, Stigmata, East Of Eden, P.U.R.P.L.E 
Vale a Pena Ouvir: Loathe, Dance On My Skin

I Let It In And It Took Everything – Loathe





















NOTA: 10/10


Então, entra o ano de 2020, e foi lançado o sensacional 2º álbum do Loathe, o I Let It In and It Took Everything. Após o The Cold Sun, aconteceu a saída do baixista Shayne Smith, que decidiu se tornar tatuador, e, em seu lugar, entrou Feisal El-Khazragi. Com isso, eles decidiram incorporar de forma mais profunda elementos do Shoegaze, Ambient, Metal alternativo e da música eletrônica, criando uma linguagem muito mais ampla e emocionalmente complexa. A produção, feita pela própria banda, é muito mais orgânica e equilibrada, em que a abordagem do Metalcore continua, só que agora eles absorvem muitas das influências de Deftones e Meshuggah. As guitarras seguem pesadas, mas com camadas densas de ambiência, reverberação e efeitos; a seção rítmica ficou mais dinâmica, e os vocais do Kadeem vão desde gritos viscerais até vocais limpos. O repertório é sensacional e faz até parecer uma coletânea. Em suma, é um belo disco e já é praticamente um clássico. 

Melhores Faixas: Is It Really You?, Two-Way Mirror, Screaming, A Sad Cartoon, Aggressive Evolution, I Let It In And It Took Everything…, New Faces In The Dark 
Vale a Pena Ouvir: Broken Vision Rhythm, Heavy Is The Head That Falls With The Weight Of A Thousand Thoughts, Red Room

The Things They Believe – Loathe





















NOTA: 7,2/10


E aí, no ano seguinte, foi lançado o 3º e último álbum até então, do Loathe, o The Things They Believe. Após o clássico o I Let It In and It Took Everything, eles vêm com um lançamento surpreendente justamente por não seguir o caminho esperado. Em vez de dar continuidade direta ao som híbrido entre Metalcore e Shoegaze do álbum anterior, a banda opta por um projeto totalmente instrumental e focado em Ambient e música eletrônica. A produção fica centrada na textura, no espaço e na construção atmosférica. Diferente de qualquer outro trabalho, aqui não há foco em impacto imediato ou em estrutura rítmica tradicional; tudo gira em torno da criação de ambientes sonoros. Os elementos principais são sintetizadores, drones, camadas de ruído e manipulação digital, mas, ainda assim, há momentos em que soa sem graça e com falta de imersão. O repertório é até legal, com canções interessantes e outras mais fracas. No geral, é um álbum bom, mas que tem suas falhas. 

Melhores Faixas: You Never Came Back, "Do You -, Keep Fighting The Good Fight, Don't Get Hurt, The Rain Outside... 
Piores Faixas: Perpetual Sunday Evening, The Year Everything And Nothing Happened, Black Marble, - Remember -

 

Review: Goodbye, World! do miffle

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