quarta-feira, 22 de abril de 2026

Analisando Discografias - Phife Dawg

                  

Ventilation: Da LP – Phife Dawg





















NOTA: 5/10


Entrando nos anos 2000, o Phife Dawg lançava seu 1º trabalho solo, o Ventilation: Da LP. Após o lançamento do The Love Movement com o A Tribe, o rapper assinou com a Groove Attack e queria fazer algo que o reposicionasse na cena, que naquela época havia voltado os olhos para o Rap do sul. Além disso, Phife convivia com sérios problemas de saúde relacionados à diabetes, que o acompanhava desde os anos 90, e isso influenciava seu senso de urgência. A produção, feita por J Dilla, Pete Rock, Rick Rock e Hi-Tek, apresenta uma abordagem orgânica, com beats robustas e rítmicas, frequentemente baseadas em baterias fortes, linhas de grave densas e samples que privilegiam o groove acima da ornamentação, seguindo as bases do boom bap. No entanto, o maior problema é que os flows do Phife parecem não se encaixar nessas beats. O repertório é mediano, com algumas canções boas e outras genéricas. Enfim, é um álbum irregular e impreciso. 

Melhores Faixas: Flawless, Beats, Rhymes & Phife, D.R.U.G.S. 
Piores Faixas: Ventilation, The Club Hoppa, Miscellaneous

Forever – Phife Dawg





















NOTA: 8,6/10


No ano de 2022, foi lançado o tão aguardado 2º e último álbum solo do Phife Dawg, o Forever. Após Ventilation: Da LP, esse disco nasceu de sessões que Phife vinha desenvolvendo antes de falecer e foi finalizado com a participação decisiva de colaboradores próximos, especialmente Dion Liverpool (DJ Rasta Root), além do apoio de sua família e de parceiros criativos que procuraram preservar sua visão original. A produção é bastante diversificada, contando não só com Rasta Root, mas também com 9th Wonder, Nottz, entre outros, que trazem batidas orgânicas, cheias de swing, frequentemente mais suaves do que agressivas. Há graves profundos, baterias com balanço, texturas Soul, samples muito bem integrados e arranjos que respiram, dialogando com os flows precisos do Phife, que se encaixam no Jazz Rap, Boom Bap e Neo-Soul. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas e profundas. No geral, é um ótimo álbum póstumo e bastante respeitoso. 

Melhores Faixas: Nutshell Pt. 2 (Redman e Busta Rhymes mandaram bem), Dear Dilla (Reprise), Wow Factor, Forever 
Vale a Pena Ouvir: God Send, French Kiss Trois (Redman marcando presença mais uma vez), Fallback

 

Analisando Discografias - Pedro Sampaio

                  CHAMA MEU NOME – Pedro Sampaio NOTA: 1/10 Em 2022, o Pedro Sampaio lançava seu álbum de estreia intitulado CHAMA MEU NOME....