Amplified – Q-Tip
NOTA: 8,2/10
Em 1999, Q-Tip lançava seu 1º álbum solo, intitulado Amplified, que seguia uma abordagem contemporânea. Após o lançamento do The Love Movement com A Tribe, o grupo encerrou suas atividades, e o rapper acabou assinando com a Arista Records, optando por dialogar diretamente com a modernidade de seu tempo. Em vez de entregar um trabalho com a vibe dos álbuns de seu antigo grupo, aqui ele segue um caminho mais sensual, futurista, por vezes debochado, bastante focado em grooves e texturas eletrônicas. A produção, feita pelo rapper junto com J Dilla e DJ Scratch, vai por um caminho mais comercial, em que os beats são bem orgânicos e os graves são espessos. Os sintetizadores frequentemente aparecem como névoas líquidas ou linhas elásticas, nunca como ornamentação gratuita, reunindo assim Boom Bap e R&B. O repertório é bem legal, e as canções são divertidas e variadas. Enfim, é um ótimo disco e que é criminosamente menosprezado.
Melhores Faixas: Let’s Ride, Vivrant Thing, All In
Vale a Pena Ouvir: N.T., Breathe And Stop, Things U Do
The Renaissance – Q-Tip
NOTA: 9,6/10
Melhores Faixas: Won’t Trade, Gettin' Up, Johnny Is Dead, Believe (D’Angelo marcando presença), Life Is Better (bela feat da Norah Jones), We Fight/We Love
Vale a Pena Ouvir: Shaka, Move, You
Kamaal The Abstract – Q-Tip
NOTA: 7/10
Se passou um ano, e foi lançado o 3º e último álbum até então, o já conhecido Kamaal the Abstract. Após o The Renaissance, esse disco permaneceu oficialmente engavetado por anos, tornando-se quase uma obra fantasma, conhecida, comentada, circulando em lendas e vazamentos, mas ausente do catálogo formal. Mas, quando o contrato de Q-Tip com a Arista Records se encerrou, ele decidiu enfim lançar esse projeto pelo selo da gravadora Battery. A produção, obviamente feita por ele mesmo, trabalha com arranjos vivos, ou seja, baixos sinuosos, teclados elétricos, baterias orgânicas, camadas harmônicas densas e linhas melódicas em movimento. Mostra muitas influências do Jazz Fusion, mas dialoga ainda mais com o Neo-Soul, com Tip alternando entre rimas e cantos, embora muita coisa pareça soar deslocada. O repertório é legal, com canções interessantes e outras mais fraquinhas. No fim, é um trabalho bom, mas apresenta falhas.
Melhores Faixas: Feelin’, Do You Dig U?, Abstractionisms, Barely In Love
Piores Faixas: Heels, Caring, Even If It Is So
Então é isso, um abraço e flw!!!


