terça-feira, 14 de abril de 2026

Analisando Discografias - Saint Raymond

                  

Escapade – Saint Raymond





















NOTA: 7/10


Em 2013, Saint Raymond lançava seu primeiro trabalho solo no formato EP, intitulado Escapade. O cantor, com apenas 18 anos, ainda transitava entre apresentações acústicas em pequenos circuitos de Nottingham e uma rápida ascensão dentro da cena Indie britânica, impulsionada por plataformas como a BBC Introducing e por conexões com nomes como Gabrielle Aplin, cujo selo Never Fade lançou o projeto. A produção, feita por Jacknife Lee, James New e Josef Page, apresenta uma sonoridade polida e leve, apostando em uma instrumentação que mistura guitarras Indie luminosas, bases rítmicas suaves e uma sensibilidade Pop bastante evidente, com a voz do Saint transitando entre um lado mais melódico e outro mais intimista. O repertório contém 4 faixas, todas muito boas e dinâmicas. Enfim, é um ótimo trabalho, que já demonstrava algo promissor. 

Melhores Faixas: Letting Go, Fall At Your Feet 
Vale a Pena Ouvir: The River, Everything She Wants

Ghosts – Saint Raymond





















NOTA: 7/10


No ano seguinte, ele volta lançando seu 2º EP, intitulado Ghosts, que seguia a mesma abordagem. Após o Escapade, o projeto acompanha um momento em que Saint Raymond deixa de ser apenas uma promessa viral e passa a operar dentro de uma engrenagem maior da indústria, com turnês mais estruturadas e maior exposição, além de ter recém-assinado com a Warner. A produção foi basicamente a mesma, mostrando-o indo para um caminho mais pop, brilhante e orientado a hooks, com guitarras cristalinas, sintetizadores discretos e estruturas extremamente acessíveis, colocando, assim, clareza sonora e acabamento radiofônico, com refrões imediatos e altamente memoráveis, além de arranjos sem “atrito”, ou seja, sem grandes riscos ou rupturas, fazendo com que o trabalho dialogue entre Indie Pop e Pop Rock tradicional. O repertório novamente contém 4 faixas, e todas são bem divertidas e aconchegantes. No fim, é um EP interessante antes de virem alguns problemas. 

Melhores Faixas: Brighter Days, Everything She Wants 
Vale a Pena Ouvir: Ghosts, English Rose (Live from Maida Vale for Zane Lowe)

Young Blood – Saint Raymond





















NOTA: 4/10


Entrando em 2015, Saint Raymond lança seu álbum de estreia, intitulado Young Blood. Após o EP Ghosts, esse primeiro projeto vinha com expectativas claras de transformá-lo em um nome relevante do pop britânico. Só que há um detalhe: diversas faixas já haviam sido lançadas anteriormente em trabalhos anteriores, o que cria uma situação curiosa, pois o álbum funciona tanto como estreia quanto como uma compilação refinada de uma fase inicial (o que não seria um bom sinal). A produção, feita por nomes como Edd Holloway, Jacknife Lee, Nick Atkinson, entre outros, adota uma abordagem extremamente polida, radiofônica e imediata, com forte apelo emocional. Há uma ênfase constante em “woah-ohs”, crescendos e estruturas pensadas para multidões, o que faz com que o trabalho se torne um Indie Pop com traços de Stomp and Holler extremamente plastificado. O repertório é ruinzinho: há canções boas e outras genéricas. Enfim, é um álbum de estreia fraquíssimo e sem forma. 

Melhores Faixas: Brighter Days, Wild Heart, Everything She Wants, Letting Go, Fall At Your Feet 
Piores Faixas: Come Back To You, Young Blood, I Want You, Great Escape, Carry Her Home, As We Are Now

We Forgot We Were Dreaming – Saint Raymond





















NOTA: 4/10


E aí chegamos a 2021, quando foi lançado o 2º e último álbum até então do cantor, o We Forgot We Were Dreaming. Após o Young Blood, o Saint Raymond não ficou parado: lançou singles e experimentou novas direções sonoras, além de amadurecer pessoal e artisticamente. Decidindo se afastar do Indie Pop britânico feito por uma grande gravadora, aqui temos um artista mais independente, agora pela Cooking Vinyl, e mais consciente de sua identidade. A produção, feita pelo próprio cantor, contou com nomes como Fred Cox, Nick Atkinson, entre outros, que seguiram uma abordagem mais texturizada, atmosférica e emocionalmente modulada, combinando guitarras limpas, sintetizadores mais presentes e ambiência eletrônica, embora ainda dentro do Indie Pop e com certas influências de um Pop sofisticado, mas faltando mais preenchimento. O repertório é fraquíssimo, com canções genéricas e poucas interessantes. No geral, é um álbum ruim e esquecível. 

Melhores Faixas: Right Way Round, Alright, Only You, Gone By Morning 
Piores Faixas: Love This Way, We Forgot We Were Dreaming, Killer, Amsterdam, Solid Gold


Analisando Discografias - Crypta

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