quinta-feira, 4 de junho de 2026

Analisando Discografias - DJ Paul: Parte 2

                 

Person Of Interest – DJ Paul





















NOTA: 6/10


No ano de 2012, o DJ Paul lançou seu 3º álbum solo, intitulado Person Of Interest. Após o Scale-A-Ton (Skeleton), Paul buscava reafirmar sua relevância como artista solo em um cenário que agora era amplamente dominado pelo Trap, gênero que, ironicamente, carregava forte influência de seu próprio trabalho realizado em Memphis nas décadas anteriores. Com isso, ele decidiu seguir as tendências, criando um trabalho mais contemporâneo. A produção, feita por ele próprio, também contou com Shawty Trap, Dream Drumz, entre outros, que utilizaram graves extremamente pesados, hi-hats acelerados, sintetizadores sombrios e uma abordagem minimalista que favorece a criação de atmosferas ameaçadoras. O problema é que tudo soa bastante repetitivo ao longo do álbum, e o flow do DJ Paul também acaba se tornando cansativo. O repertório até começa bem, mas depois decai drasticamente. No geral, é um álbum mediano e bastante cansativo. 

Melhores Faixas: I’m Dat Raw, Chin Up, I Can't Take It, Leggo, Unstoppable 
Piores Faixas: If I Want 2, My Best (My Pimpin), Had Ta Eat, I'm Sprung, Get 'Em Done

Underground Vol.17 - For Da Summa – DJ Paul





















NOTA: 3/10


Cinco anos depois, o DJ Paul retornou com mais um álbum, o Underground Vol. 17: For Da Summa. Após o Person Of Interest, DJ Paul decidiu revisitar suas origens em Memphis, recuperando a estética que ajudou a construir durante os anos 90. O álbum funciona quase como uma cápsula do tempo. Grande parte de sua identidade está ligada às antigas gravações underground que circularam em fitas cassete durante os primeiros anos da carreira do Three 6 Mafia. A produção é bastante crua e orgânica; os beats apresentam texturas ásperas, graves pesados, loops simples e teclados sinistros que remetem diretamente às antigas produções caseiras de Memphis. A proposta era unir elementos atuais do Trap ao Memphis Rap, mas, novamente, tudo soa bastante repetitivo e acaba se tornando arrastado. O repertório é péssimo, e as canções são bastante genéricas, com poucas faixas interessantes. Enfim, é um álbum fraquíssimo que não funcionou. 

Melhores Faixas: Ain't Gonna Love It, Bitch Move (Lil Jon e Lord Infamous mandaram bem), Go Back 
Piores Faixas: Litty Up, No Sex, No Cryin', Spend Sum, Headshot Hair Do, My Shadow, Poe Up Wetty

Goat of All Goats – DJ Paul





















NOTA: 3,5/10


Então chegamos em 2026, onde o DJ Paul retornou com mais um álbum, o Goat of All Goats. Após o Underground Vol.17 - For Da Summa, depois de lançar alguns singles e participar de projetos paralelos ele retorna com esse trabalho em que o título é uma brincadeira com a expressão "Greatest of All Time", deixa clara a intenção do projeto: reafirmar a importância do DJ Paul na história do Hip-Hop/Rap. Produção foi aquela de sempre, com graves esmagadores, sintetizadores obscuros, linhas melódicas minimalistas e baterias pesadas. Porém, a mixagem é moderna, limpa e adaptada aos padrões atuais. O álbum alterna entre momentos de Memphis Rap e faixas mais contemporâneas orientadas para o Trap, porem tudo soa bem repetitivo e com ele sendo carregado pelas feats. O repertório é ruim, tendo poucas canções interessantes e com a maioria sendo bem chatinha. No fim, é um álbum péssimo e bem esquecível. 

Melhores Faixas: Find Out (Freddie Gibbs salvou), Fading, 12 At Night, Uhaulin (Remix)
Piores Faixas: From The Bottom Of The Bottom, Throw Some Money, Popped Out A Slingshot, I Beat The Odds, We Made It (Akon e Krayzie Bone mal demais), Munyun, She Gone Up, Stupid A B

    

Analisando Discografias - Juicy J: Parte 1

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