quinta-feira, 4 de junho de 2026

Analisando Discografias - Juicy J: Parte 1

                 

Chronicles Of The Juice Man (Underground Album) – Juicy J





















NOTA: 8,2/10


Em 2002, o Juicy J lançava seu primeiro trabalho solo, intitulado Chronicles Of The Juice Man (Underground Album). Após o lançamento do When the Smoke Clears: Sixty 6, Sixty 1, Juicy aproveitou a oportunidade para mostrar sua identidade individual sem abandonar a estética coletiva de Memphis. Em vez de buscar uma reinvenção artística, ele utiliza o disco para reforçar os elementos que haviam tornado o Three 6 Mafia famoso. A produção, feita por ele em parceria com DJ Paul, é marcada por baterias secas, graves pesados, sintetizadores sombrios, samples manipulados e uma sensação constante de paranoia urbana. Outro aspecto interessante é a presença de diversos elementos que conectam o álbum à tradição das mixtapes underground do rapper, com Juicy demonstrando muita entrega em cada faixa. Falando nisso, o repertório é muito bom, e as canções são bastante divertidas. Enfim, é um ótimo disco e bastante coeso. 

Melhores Faixas: Who Da Buckest, Mafia Niggaz, Buck Gangsta Beat 
Vale a Pena Ouvir: Smoke Dat Weed, Soldiers From The Northside, Like A Pimp, Killa Klan

Hustle Till I Die – Juicy J





















NOTA: 8/10


Foi só em 2009 que ele retornou com seu 2º álbum solo, intitulado Hustle Till I Die. Após o Chronicles Of The Juice Man (Underground Album), o Three 6 Mafia começava a mostrar sinais de desgaste interno, com a saída de membros importantes e mudanças na dinâmica que havia definido sua era clássica. Nesse cenário, Juicy J decidiu lançar um álbum que servisse como reafirmação de sua identidade. A produção, feita pelo próprio rapper, apresenta uma sonoridade pesada: os graves são enormes, os sintetizadores são ameaçadores, as baterias são secas e agressivas, e os refrões são construídos para funcionar em carros equipados com sistemas de som potentes seguindo a temática do Trap. Seus flows continuam bastante precisos e conseguem sustentar a imersão proposta pelo álbum. O repertório é muito bom, e as canções são bem tematizadas e até profundas. No fim, é um disco bacana e bastante subestimado. 

Melhores Faixas: 30 Inches (Gucci Mane roubando a cena), You Can Get Murked, Let's Get High 
Vale a Pena Ouvir: Violent, North Memphis Like Me, Real D Boyz, Ugh Ugh Ugh

Blue Dream & Lean – Juicy J





















NOTA: 9/10


No ano de 2011, o Juicy J lançava a mixtape Blue Dream & Lean, que foi extremamente importante. Após o Hustle Till I Die, o rapper estava cada vez mais próximo da Taylor Gang do Wiz Khalifa e começava a se transformar numa figura central da cultura Stoner Rap que dominaria boa parte do início da década de 2010. O próprio título resume a proposta do trabalho: maconha ("Blue Dream", uma variedade popular da droga) e lean (mistura de xarope com refrigerante). Produção feita por ele junto com DJ Scream, Lex Luger, Sonny Digital e entre outros, seguiram por beats orgânicas com 808s gigantescos, caixas explosivas, sintetizadores ameaçadores e uma sensação constante de grandiosidade. Com eles basicamente misturando Trap, Dirty South e Gangsta Rap e sendo tudo bem amarrado e com os flows do Juicy J sendo bem variados. O repertório é incrível, e as canções são todas bem energéticas. No geral, é uma ótima mixtape e que é um clássico. 

Melhores Faixas: Riley, Juicy J Can’t, Real Hustler's Don't Sleep (A$AP Rocky mandou bem demais), Get Higher, Got A New One, Aint Allowed Where I'm From, Stoners Night Pt 2 (ótima feat do Wiz Khalifa), I Don't Play With Guns, Zip & A Double Cup Rmx 
Vale a Pena Ouvir: U Trippy Mane, Been Gettin' Money, Lucky Charm, You Want Deez Rackz, Countin Faces

Stay Trippy – Juicy J





















NOTA: 8/10


Dois anos depois, o Juicy J retorna com um novo álbum intitulado Stay Trippy, que foi mais acessível. Após o Blue Dream & Lean, esse trabalho foi lançado em parceria da Kemosabe Records, Columbia Records e em parceria com a Taylor Gang do Wiz Khalifa, consolidando a aliança que vinha sendo construída desde o início da década. Nesse período, o Trap havia se tornado a principal força do Rap sulista, e Juicy J conseguiu algo raro: permanecer relevante mais de vinte anos após iniciar sua carreira. Produção feita por ele junto com nomes como Supa Dups, Timbaland, Young Chop e entre outros, que foram para um lado mais polido e acessível, com os graves sendo gigantescos, os hi-hats acelerados continuam presentes e os refrões seguem extremamente repetitivos, dialogando tanto com Trap e Memphis Rap. O repertório é muito bom, e as canções vão desde um lado melódico ao profundo. No geral, é um ótimo disco e que é injustamente subestimado. 

Melhores Faixas: Bandz A Make Her Dance (ótima feat do Lil Wayne), Smokin' Rollin' (Pimp C mandando bem), Smoke A N***a (Wiz Khalifa amassando), Bounce It 
Vale a Pena Ouvir: So Much Money, Scholarship (A$AP Rocky foi bem), Stop It, Money A Do It

Rubba Band Business – Juicy J





















NOTA: 6/10


Quatro anos depois, Juicy J lançou mais um álbum novo, o Rubba Band Business. Após o Stay Trippy, ele procurou criar um trabalho mais próximo das ruas e da estética do Trap. A expectativa dos fãs era justamente ouvir uma mistura entre o Juicy J clássico da era Three 6 Mafia e o Juicy J moderno que havia conquistado uma nova geração ao lado de Wiz Khalifa. A produção foi diversificada, contando com Metro Boomin, Lex Luger, Mike Will Made It, entre outros, que entregam bases pesadas, carregadas de 808s, hi-hats acelerados e sintetizadores sombrios. Ao mesmo tempo, Juicy mantém sua identidade por meio de refrões simples, flows variados, ad-libs característicos e da atmosfera hedonista que o acompanha desde os anos 90. O problema é que tudo soa bastante repetitivo e carece de mais dinâmica. O repertório até começa bem, mas depois decai com canções fraquinhas. No geral, é um álbum irregular e que é bem tedioso. 

Melhores Faixas: Too Many (Wiz Khalifa e Denzel Curry mandaram bem), A Couple, No English (ótima feat do Travis Scott) 
Vale a Pena Ouvir: Flood Watch, Hot As Hell, Buckets

The Hustle Continues – Juicy J





















NOTA: 8/10


Indo para 2020, Juicy J lançou seu 5º álbum solo, intitulado The Hustle Continues. Após o Rubba Band Business, o rapper acabou saindo da Columbia Records e passou a lançar seus trabalhos de forma independente. O disco funciona como uma celebração de sua longevidade. Com quase três décadas de carreira, Juicy não tenta provar que é o artista mais inovador da cena; ele simplesmente demonstra por que continua relevante. A produção, feita em sua maioria por ele mesmo, retoma uma estética sombria e pesada. Os graves são profundos, as baterias são pesadas, os hi-hats acelerados, os sintetizadores obscuros e as linhas de baixo extremamente presentes. Existe uma preocupação evidente em equilibrar nostalgia e modernidade, algo que funciona muito bem graças aos flows de Juicy, que se adaptam perfeitamente a essa proposta mais voltada para o Trap. O repertório é muito bom, e as canções são bastante densas. Enfim, é um ótimo álbum e bastante ousado. 

Melhores Faixas: Po Up (A$AP Rocky amassando), In A Min 
Vale a Pena Ouvir: Gad Damn High (Wiz Khalifa marcando presença), 1995 (Logic mandando bem), Memphis To LA

Mental Trillness – Juicy J





















NOTA: 6/10


Então chegamos em 2023, quando foi lançado o que é praticamente o último álbum do You Me At Six, o Truth Decay. Após o Suckapunch, o disco surge como um movimento de reconexão com a essência emocional e energética que originalmente definiu o grupo, com eles revisitando elementos do passado junto da experiência acumulados ao longo de mais de uma década de carreira. Produzido novamente por Dan Austin, o álbum foi bem mais pesado e direto, com a banda voltando a fazer aquele equilíbrio entre Rock alternativo, Pop Punk e até um pouco de Emo-Pop. As guitarras possuem riffs rápidos, e agressivos, e os vocais de Josh Franceschi conseguem ser bem intensos e ter uma entrega emocional direta. Porém, tudo fica muito repetitivo e com falta de uma dinâmica maior, já que existe um vazio na instrumentação. O repertório é mediano, tendo canções boas e outras genéricas. No final de tudo, é um álbum de despedida bem decepcionante e irregular. 

Melhores Faixas: God Bless The 90s Kids, Deep Cuts, Smile To Make You Weak(er) At The Knees 
Piores Faixas: Mydopamine, Who Needs Revenge When I've Got Ellen Era, Breakdown


                                                                             Por hoje é só, então flw!!!    

Analisando Discografias - Juicy J: Parte 1

                  Chronicles Of The Juice Man (Underground Album) – Juicy J NOTA: 8,2/10 Em 2002, o Juicy J lançava seu primeiro trabalho so...