domingo, 28 de junho de 2026

Analisando Discografias - Drake: Parte 1

                 

Thank Me Later – Drake





















NOTA: 8/10


Em 2010, o Drake lançava seu álbum de estreia, intitulado Thank Me Later, mostrando algo interessante. O rapper (ou melhor, cantor), vindo de Toronto, no Canadá, veio de uma família bem tradicional e, quando tinha 15 anos, em 2001, fez parte do elenco da série Degrassi: The Next Generation. Mas ele queria seguir carreira no Rap e, com isso, de 2006 em diante, lançou algumas mixtapes até ser descoberto por Jas Prince, que insistiu para Lil Wayne que ele tinha potencial. Com isso, foi contratado pela Young Money Entertainment. A produção foi diversificada, contando com 40, Boi-1da, Swizz Beatz e outros produtores, que deram ao álbum uma abordagem limpa, com batidas lentas e minimalistas. As baterias pesadas, os sintetizadores brilhantes e os graves profundos criam um disco que transita entre o Rap e o R&B, algo que também fica evidente nos vocais de Drake. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas e melódicas. Enfim, é um ótimo disco e já mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: The Resistance, Fancy (T.I. mandou bem), Over 
Vale a Pena Ouvir: Fireworks (ótima feat da Alicia Keys), Light Up (Jay-Z amassou), Find Your Love (Lil Wayne foi bem), Miss Me

Take Care – Drake





















NOTA: 9,4/10


No ano seguinte, o Drake lança seu 2º álbum de estúdio, o sensacional Take Care. Após o Thank Me Later, que teve uma recepção mista da grande mídia, com alguns criticando o fato de ser excessivamente comercial e de a gravadora ter influenciado sua direção artística, algo que o próprio cantor reconheceu. Então, ele decidiu fazer um álbum mais pessoal e menos preocupado com hits. Lembrando que, nesse período, ele conheceu The Weeknd, e ali começou a trajetória do Drake de roubar músicas dos outros. Bom, a produção, que contou com Abel, 40, T-Minus e outros produtores, mergulhou em uma abordagem atmosférica. Com as batidas sendo variadas, contando com a presença de graves profundos, sintetizadores etéreos, baterias discretas, pianos delicados e enormes camadas de reverberação, fazendo um cruzamento preciso entre Rap e R&B. O repertório é incrível, e as canções são bem profundas. No fim, é um baita disco e certamente o melhor de sua carreira. 

Melhores Faixas: Headlines, Crew Love (baita música do The Weeknd, né kkk), Marvins Room / Buried Alive (Interlude) (feats que envelheceram mal: Kendrick discursionou), Lord Knows (baita feat do Rick Ross num Boom Bap), Take Care (Rihanna mandou bem), Over My Dead Body 
Vale a Pena Ouvir: Crew Love, Look What You've Done, Shot For Me

Nothing Was The Same – Drake





















NOTA: 9/10


Dois anos depois, o Drake lançou seu 3º álbum de estúdio, o Nothing Was the Same. Após o Take Care, que redefiniu a forma como o Rap e o R&B podiam coexistir em um mesmo projeto, esse novo momento naturalmente alterou sua escrita. Surgia alguém muito mais consciente de sua importância, embora ainda carregasse conflitos internos. Outro aspecto importante foi o crescimento da própria OVO como marca. Drake já possuía uma equipe criativa sólida, novos artistas próximos de seu círculo e maior liberdade para tomar decisões sem tantas interferências comerciais. Produção contou com 40, Boi-1da, Mike Zombie e entre outros, que deixaram uma abordagem limpa e elegante. Com a presença de sintetizadores ambientes, graves profundos e baterias minimalistas, que remetem ao R&B alternativo e a momentos urbanos, além de flows puxados para o Rap. O repertório é ótimo, e as canções são bem diversificadas. Enfim, é um belo disco e muito consistente. 

Melhores Faixas: Hold On, We're Going Home, Furthest Thing, Pound Cake / Paris Morton Music 2 (Jay-Z marcou presença), Tuscan Leather, Too Much, From Time 
Vale a Pena Ouvir: The Language (olha a indireta), Started From The Bottom

If You're Reading This It's Too Late – Drake





















NOTA: 8,7/10


Dois anos depois, o Drake lançou uma nova mixtape, o If You’re Reading This It’s Too Late. Após o Nothing Was the Same, ele estava praticamente no topo, sendo um dos artistas mais populares. Só que, naquele período, já tinha começado de vez a rivalidade dele com Kendrick (mesmo que ainda fosse leve) e também que sua relação com a Cash Money Records não era das melhores, além de a relação com Birdman e Lil Wayne estar desgastada. E assim, praticamente do nada, ele lançou essa mixtape sem avisar. A produção contou com aqueles mesmos nomes, e aqui seguiram para uma abordagem mais minimalista e agressiva. Os beats são bem orgânicos, com presença de sintetizadores frios e graves pesados, que dialogam muito com o Trap, com elementos do Cloud Rap e R&B alternativo. Com isso, os flows do Drake são bem variados e agressivos. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas e imersivas. No geral, é uma ótima tape e que funcionou bem.

Melhores Faixas: Energy, Know Yourself, Legend, 6PM In New York (Boom Bap do puro, Seu Aubrey), Used To (Lil Wayne mandou bem), Star67, 10 Bands 
Vale a Pena Ouvir: Jungle, Preach (PARTYNEXTDOOR marcando sua presença), Now & Forever, Madonna

Views – Drake





















NOTA: 6/10


Indo para 2016, o cantor lançou seu 4º álbum, o Views, que é aclamado por alguns. Após o If You’re Reading This It’s Too Late e também a outra mixtape, desta vez colaborativa com Future, este projeto seria profundamente inspirado por sua cidade natal, Toronto, explorando não apenas sua trajetória pessoal, mas também a identidade cultural do lugar onde cresceu. Pela primeira vez em sua carreira, havia uma sensação de que Drake não precisava mais provar absolutamente nada para a indústria, e talvez esse tenha sido o problema. Produzido por 40, Boi-1da, Nineteen85 e até mesmo Kanye West, tem um caminho atmosférico e mais amplo. Com as batidas sendo diversificadas, contando com sintetizadores expressivos, baterias mínimas e linhas de baixo extremamente profundas, dialogando com R&B, Trap e Dancehall, mas tudo soa arrastado e cansativo. O repertório é irregular, com canções boas e outras descartáveis. No final, é um álbum mediano e marca uma queda de qualidade. 

Melhores Faixas: One Dance, Hotline Bling, Weston Road Flows, Keep The Family Close, 9, Views 
Piores Faixas: Pop Style, U With Me?, Still Here, Faithful (Pimp C no R&B não, Drake), Redemption, With You (PARTYNEXTDOOR mal demais)

More Life: A Playlist By October Firm – Drake





















NOTA: 4/10


No ano seguinte, o Drake lançou outra mixtape, o More Life: A Playlist by October Firm. Após o Views, que foi um imenso sucesso e ajudou a consolidar ainda mais sua aproximação com ritmos caribenhos e africanos, ele decidiu fazer algo oposto, lançando uma mixtape. Só que ele fazia questão de afirmar que o projeto era uma "playlist", uma coleção de músicas inspirada pela maneira como as pessoas consumiam música na era do streaming (aí ele pediu também para ser zoado). A produção contou com aqueles mesmos nomes, e basicamente eles seguiram aquela abordagem polida e variada. Com batidas variadas, contando com sintetizadores discretos, graves precisos e baterias secas, o Drake transita entre o Rap, R&B, Dancehall e até House music, mas tudo soa bastante cansativo e sem qualquer coesão. O repertório é muito ruim, com canções genéricas e poucas que se salvam. No fim, é uma mixtape fraca e completamente esquecível. 

Melhores Faixas: Passionfruit, Free Smoke, Do Not Disturb, Gyalchester, Skepta Interlude (ótima essa música que não é do Drake kkkk) 
Piores Faixas: Ice Melts, Sacrifices (Young Thug que decepção), 4422, KMT, Since Way Back (PARTYNEXTDOOR mal de novo)

Scorpion – Drake





















NOTA: 3/10


Mais um ano se passou, e ele voltou lançando um álbum duplo, o Scorpion, e aqui a coisa desandou. Após o More Life, o Drake, mesmo se mantendo no topo, envolveu-se em um conflito público com Pusha T. O rapper lançou a diss track "The Story of Adidon", revelando que Drake tinha um filho com uma ex-produtora de conteúdo adulto, algo que ninguém sabia. E assim, ele preparava esse projeto duplo, que seria dividido em uma parte mais puxada para o Rap e a segunda mais voltada para o Pop. A produção foi feita por nomes como DJ Paul, T-Minus, Murda Beatz, 40 e vários outros, que deixaram uma estética polida e altamente comercial. Com batidas que vão do minimalismo ao suave, além da presença de sintetizadores etéreos e baterias delicadas, o problema é que tudo soa bastante maçante e, muitas vezes, o que estraga são os vocais fracos e imprecisos do Drake. O repertório é péssimo, e as canções são genéricas, com poucas interessantes. Em suma, é um álbum terrível e tedioso. 

Melhores Faixas: God's Plan, Sandra’s Rose, Nice For What, I'm Upset, That's How You Feel
Piores Faixas: Don't Matter to Me (nem a feat forjada do Michael Jackson é interessante), Mob Ties, Can't Take A Joke, Is There More, Summer Games, In My Feelings, Final Fantasy, Peak, Ratchet Happy Birthday


                                                                                 Então um abraço e flw!!!                    

Analisando Discografias - Drake: Parte 1

                  Thank Me Later – Drake NOTA: 8/10 Em 2010, o Drake lançava seu álbum de estreia, intitulado Thank Me Later, mostrando algo...