sexta-feira, 5 de junho de 2026

Analisando Discografias - Juicy J: Parte 2

                  

Mental Trillness 2 – Juicy J





















NOTA: 6/10


No ano de 2024, ele retorna lançando Mental Trillness 2, que não trouxe tantas mudanças. Após o Mental Trillness, Juicy J parece ainda mais reflexivo e autoconsciente do que no primeiro volume. Em vez de retornar à fórmula de festas e excessos que dominou grande parte de sua carreira, ele continua explorando as consequências emocionais da fama, dos vícios, do envelhecimento e dos relacionamentos pessoais. A produção foi feita pelo rapper junto com Tizzle, TrashBaggBeats, entre outros, misturando elementos clássicos do Memphis Rap com abordagens mais modernas. Alguns instrumentais incorporam samples ou releituras de músicas antigas, criando uma sensação constante de diálogo com o passado. Há também elementos de Trap e Jazz Rap, embora os mesmos erros do trabalho anterior se repitam. O repertório é irregular, com canções divertidas e outras bastante sem graça. No fim, são dois trabalhos medianos que deixam a desejar. 

Melhores Faixas: Bury My Problems, Money Flippa, My Hood, Cut Back 
Piores Faixas: Desperate Measures, All It Takes, Switched Up, 4 Life

Ravenite Social Club – Juicy J





















NOTA: 8,5/10


Meses depois, foi lançado o mais recente álbum deo Juicy J até então, o Ravenite Social Club. Após as mixtapes Mental Trillness, o rapper decidiu fazer uma mudança radical de direção artística. O álbum foi apresentado como um trabalho fortemente influenciado por Jazz Rap e Boom Bap, algo que poucos imaginavam ouvir de um dos criadores da estética da Three 6 Mafia. O título faz referência ao famoso Ravenite Social Club, um clube localizado em Little Italy, Nova York, que ficou conhecido por suas ligações históricas com figuras da máfia ítalo-americana. A produção é bem mais diferenciada, apostando em pianos de Jazz, baterias orgânicas, linhas de baixo suaves, arranjos Soul e uma instrumentação muito mais refinada. Com isso, Juicy utiliza seu flow simples e direto, mas agora o coloca sobre instrumentais muito mais sofisticados. O repertório é muito bom, e as canções são profundas e cheias de mensagem. Enfim, é um ótimo disco e muito reflexivo. 

Melhores Faixas: Suicide Doors, To You, Don't Go Out, Deserve It, One In A Million 
Vale a Pena Ouvir: Sometimes, Everything All Good, Things Changed


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