quarta-feira, 17 de junho de 2026

Analisando Discografias - Som Nosso De Cada Dia

                  

Snegs – Som Nosso De Cada Dia



















NOTA: 10/10


No ano de 1974, foi lançado o álbum de estreia do Som Nosso De Cada Dia, o sensacional Snegs. Formado em 1971, na cidade de São Paulo, por Manito (teclados, saxofone e flauta), Pedro Baldanza, o "Pedrão" (baixo, guitarra e vocais), e Pedrinho Batera (bateria e vocais), o grupo já havia conquistado certa reputação nos palcos paulistas e em festivais. Com isso, foi visto por olheiros da gravadora GEL (no caso, a Continental), que assinou com a banda. A produção, feita pelo jovem Pena Schmidt, não foi tão bem gravada, mas conseguiu preservar um som orgânico. O disco apresenta uma sonoridade do Rock progressivo com influências de Jazz-Rock, na qual as guitarras são mais discretas, enquanto o baixo assume o papel de maior protagonista melódico. Os sintetizadores e o órgão Hammond têm bastante presença, e a bateria consegue ser bastante versátil. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea. No geral, é um álbum maravilhoso e de uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Sinal Da Paranoia, O Som Nosso De Cada Dia, A Outra Face 
Vale a Pena Ouvir: Direccion De Aquarius, Bicho Do Mato

Som Nosso – Som Nosso De Cada Dia





















NOTA: 8,7/10


Três anos se passaram, e a banda voltou toda reformulada com seu 2º álbum, o Som Nosso. Após o clássico Snegs, eles acabaram não tendo tanta exposição, pois a Continental não ficou satisfeita com o material. O grupo já estava preparando seu próximo disco e, quando ele ficou pronto, o projeto acabou sendo descartado pela gravadora. Com isso, Manito acabou saindo, e novos membros entraram na banda: Dino Vicente e Paulinho Esteves nos teclados, além de Rangel na percussão. Depois assinaram com a CBS. A produção, feita por Tony Bizarro, seguiu um caminho mais acessível e variado, tendo uma fusão do Funk e Soul com alguns elementos do Rock progressivo. As guitarras são bem limpas e presentes, o baixo possui aquele groove característico, os teclados dão sustentação melódica, e a bateria apresenta levadas bastante funkeadas. O repertório é muito legal, e as canções são envolventes e profundas. Enfim, é um ótimo disco e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Pra Swingar, Estação Da Luz, Montanhas, Vida De Artista, Neblina 
Vale a Pena Ouvir: Levante A Cabeça, Rara Confluência
  

Mais Um Dia – Som Nosso





















NOTA: 2,5/10


Foi apenas em 2019 que eles retornaram com seu mais recente disco, o Mais Um Dia. Após o Som Nosso, a banda acabou se desfazendo, e foi apenas nos anos 90 que retornou aos palcos com shows da formação original. Entre pausas e retornos, o grupo continuou suas atividades mesmo após as mortes do Manito e Pedrinho Batera. Agora, ao lado do Pedrão, a banda contava com Marcello Schevano (guitarra e vocais), Fernando Cardoso (teclados), Edson Ghilardi (bateria) e Pedro Calasso (percussão). A produção, feita pelo próprio Pedro Calasso, é mais limpa e detalhada. As guitarras têm certo peso, o baixo fica mais no centro da mixagem, a bateria é swingada, e os metais e sopros aparecem de forma estratégica, reunindo elementos do Funk Rock e do Prog Rock. Porém, boa parte do material soa arrastada e monótona. O repertório é fraco, com algumas canções legais e outras sem graça. No fim, é um álbum ruim e, infelizmente, após seu lançamento, Pedrão acabou falecendo. 

Melhores Faixas: Black Rio, Homem Víbora 
Piores Faixas: Tempos Difíceis, Mais Um Dia, Firmeza Total


Analisando Discografias - Suki Waterhouse

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