Organized Konfusion – Organized Konfusion
NOTA: 9,8/10
Em 1991, foi lançado o álbum de estreia autointitulado do duo Organized Konfusion. Formado em 1987 no Queens, em Nova York, por Prince Po e Pharoahe Monch, eles começaram com o nome Simply II Positive MCs e depois mudaram, após uma pressão do Russell Simmons, da Def Jam; eles quase assinaram com a gravadora, mas a pessoa que iria levá-los para lá, Paul C, foi assassinado, e com isso acabaram indo parar na Hollywood BASIC. A produção, feita por eles junto com Snap & the Foolish Mortals e Kid Nyce & So Unique, é bem crua, experimental e profundamente enraizada no Boom Bap e no Jazz Rap do início dos anos 90; os beats são secos, com baterias marcadas e pouco polidos, reforçando o caráter underground do projeto, além de contar com samples fragmentados, com texturas densas que desafiam os flows inacreditáveis dos dois. O repertório é sensacional, e as canções são bem imersivas. No fim, é um baita disco de estreia e certamente um clássico.
Melhores Faixas: Fudge Pudge, The Rough Side Of Town, Walk Into The Sun, Prisoners Of War, Who Stole My Last Piece Of Chicken?, Audience Pleasers
Vale a Pena Ouvir: Open Your Eyes, Roosevelt Franklin, Organized Konfusion
Stress: The Extinction Agenda – Organized Konfusion
NOTA: 10/10
Melhores Faixas: Stress, Bring It On, Why, The Extinction Agenda, Stray Bullet, Thirteen, Let's Organize (baita feat do Q-Tip)
Vale a Pena Ouvir: Maintain, Black Sunday, Keep It Koming
The Equinox – Organized Konfusion
NOTA: 8,5/10
Então, em 1997, o Organized Konfusion lançava seu 3º e último álbum, o The Equinox. Após o clássico Stress: The Extinction Agenda, o Rap já passava por mudanças significativas: a comercialização do gênero estava em alta, a estética da Costa Oeste havia dominado parte do mainstream e a cena da Costa Leste buscava novas direções após o auge de 1994–95; nesse cenário, o álbum surge como uma tentativa de equilibrar, como o próprio título sugere, dois polos: o lirismo extremamente técnico e experimental da dupla e uma sonoridade potencialmente mais acessível. A produção contou com os mesmos nomes, ainda enraizada no Boom Bap, porém agora há uma presença maior de elementos mais polidos, grooves mais definidos e estruturas mais convencionais, além de os flows de cada um serem mais cadenciados, apesar de haver certa repetição; o repertório é legalzinho, com canções divertidas e outras mais fracas. No final, é um álbum bom que encerrou a trajetória deles.
Melhores Faixas: Questions, Chuck Cheese, Numbers, Soundman, Hate
Piores Faixas: Invetro, Somehow, Someway, Move, Sin


