segunda-feira, 6 de abril de 2026

Analisando Discografias - Organized Konfusion

                 

Organized Konfusion – Organized Konfusion





















NOTA: 9,8/10


Em 1991, foi lançado o álbum de estreia autointitulado do duo Organized Konfusion. Formado em 1987 no Queens, em Nova York, por Prince Po e Pharoahe Monch, eles começaram com o nome Simply II Positive MCs e depois mudaram, após uma pressão do Russell Simmons, da Def Jam; eles quase assinaram com a gravadora, mas a pessoa que iria levá-los para lá, Paul C, foi assassinado, e com isso acabaram indo parar na Hollywood BASIC. A produção, feita por eles junto com Snap & the Foolish Mortals e Kid Nyce & So Unique, é bem crua, experimental e profundamente enraizada no Boom Bap e no Jazz Rap do início dos anos 90; os beats são secos, com baterias marcadas e pouco polidos, reforçando o caráter underground do projeto, além de contar com samples fragmentados, com texturas densas que desafiam os flows inacreditáveis dos dois. O repertório é sensacional, e as canções são bem imersivas. No fim, é um baita disco de estreia e certamente um clássico. 

Melhores Faixas: Fudge Pudge, The Rough Side Of Town, Walk Into The Sun, Prisoners Of War, Who Stole My Last Piece Of Chicken?, Audience Pleasers 
Vale a Pena Ouvir: Open Your Eyes, Roosevelt Franklin, Organized Konfusion

Stress: The Extinction Agenda – Organized Konfusion





















NOTA: 10/10


Três anos se passaram, e foi lançado o 2º álbum de estúdio do duo, o atemporal Stress: The Extinction Agenda. Após o álbum de estreia, que os colocava como MCs de elite, aqui Pharoahe Monch e Prince Po consolidam de vez suas posições como dois dos letristas mais avançados da história do Rap. O contexto também é importante: 1994 foi um ano muito importante para a Costa Leste, e esse trabalho surge como um projeto muito mais denso, introspectivo e, em muitos momentos, até claustrofóbico. A produção, feita por eles junto com Buckwild e Rockwilder, é mais refinada e direcionada a construir uma atmosfera opressiva e imersiva. Os beats continuam baseados no Boom Bap e no Jazz Rap, mas agora são mais densos, com graves mais pesados, samples hipnóticos e texturas mais sombrias, além dos flows variados de cada um. O repertório é maravilhoso, parecendo até uma coletânea. No fim, é um baita disco e certamente uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Stress, Bring It On, Why, The Extinction Agenda, Stray Bullet, Thirteen, Let's Organize (baita feat do Q-Tip) 
Vale a Pena Ouvir: Maintain, Black Sunday, Keep It Koming

The Equinox – Organized Konfusion





















NOTA: 8,5/10


Então, em 1997, o Organized Konfusion lançava seu 3º e último álbum, o The Equinox. Após o clássico Stress: The Extinction Agenda, o Rap já passava por mudanças significativas: a comercialização do gênero estava em alta, a estética da Costa Oeste havia dominado parte do mainstream e a cena da Costa Leste buscava novas direções após o auge de 1994–95; nesse cenário, o álbum surge como uma tentativa de equilibrar, como o próprio título sugere, dois polos: o lirismo extremamente técnico e experimental da dupla e uma sonoridade potencialmente mais acessível. A produção contou com os mesmos nomes, ainda enraizada no Boom Bap, porém agora há uma presença maior de elementos mais polidos, grooves mais definidos e estruturas mais convencionais, além de os flows de cada um serem mais cadenciados, apesar de haver certa repetição; o repertório é legalzinho, com canções divertidas e outras mais fracas. No final, é um álbum bom que encerrou a trajetória deles. 

Melhores Faixas: Questions, Chuck Cheese, Numbers, Soundman, Hate 
Piores Faixas: Invetro, Somehow, Someway, Move, Sin

  

Analisando Discografias - Ronnie Von: Parte 2

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