segunda-feira, 6 de abril de 2026

Analisando Discografias - Prince Po

                  

The Slickness – Prince Po





















NOTA: 7/10


Em 2004, Prince Po lançava seu 1º álbum solo, intitulado The Slickness, que seguia uma abordagem diferente. Após o fim do Organized Konfusion, o rapper queria reafirmar sua relevância. Esse período era particularmente complexo para artistas da velha guarda do underground nova-iorquino, já que o início dos anos 2000 foi marcado por uma forte transição sonora, com o crescimento do Rap comercial, do sul dos EUA e de uma estética mais polida, o que deixava menos espaço para aquele lirismo denso. A produção é mais diversificada, contando com nomes como Madlib, Danger Mouse e afins, que trouxeram beats mais crus e minimalistas, com drums secos, loops de Jazz e Soul e uma atmosfera mais introspectiva, só que mais modernizada para dialogar com o rap daquele período; com isso, há muita coisa previsível em vários momentos. O repertório é até legalzinho, com canções boas e outras genéricas; no fim, é um bom álbum, mas que apresenta algumas inconsistências. 

Melhores Faixas: Social Distortion (ótima feat do MF DOOM), The Slickness, Love Thang, Bump Bump (Raekwon amassou), Be Easy, Fall Back, Hello 
Piores Faixas: Hold Dat, Grown Ass Man, Meet Me At Tha Bar, It's Goin' Down, Hold Dat (Club Remix)

Animal Serum – Prince Po & Oh No





















NOTA: 8/10


E aí foi só em 2014 que ele ressurge com um trabalho novo, intitulado Animal Serum. Após o The Slickness, Prince Po encontra aqui uma parceria que finalmente oferece a coesão que faltava em trabalhos anteriores. Ao unir forças com Oh No, irmão do Madlib, conhecido por seu estilo cru, psicodélico e profundamente enraizado no sample, o projeto já nasce com uma identidade mais definida. A produção, feita inteiramente por Oh No, segue uma abordagem densa, suja e muitas vezes desconfortável, no melhor sentido possível; os beats são carregados de distorção, loops pouco convencionais e uma sensação constante de desorientação. Os samples utilizados são obscuros e frequentemente manipulados de forma a perder sua origem reconhecível, o que combina com o lirismo fragmentado do Po. O repertório é muito bom, e as canções são cheias de críticas e com muita profundidade. Enfim, é um ótimo álbum e muito coeso. 

Melhores Faixas: Smash (participação do Pharoahe Monch; relembrando os velhos tempos), U 
Vale a Pena Ouvir: Toxic, Where U Eat, Keep Reachin, Wavy

 

Analisando Discografias - Pharoahe Monch

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