sexta-feira, 19 de junho de 2026

Analisando Discografias - Lil Uzi Vert

                 

Luv Is Rage – Lil Uzi Vert





















NOTA: 8,5/10


No ano de 2015, Lil Uzi Vert lançava o que é, de fato, sua 1ª mixtape, o Luv Is Rage. O rapper, vindo da Filadélfia, começou sua trajetória por volta de 2010. Nesse meio-tempo, ele havia lançado alguns singles na cena local, o que despertou o interesse da ASAP Mob e, com a relevância que adquiria, assinou contrato com a Atlantic Records. Esse projeto apresentaria toda a proposta pela qual ele ficaria conhecido: misturar melodias emotivas, influências do rock alternativo e letras voltadas para relacionamentos e experiências pessoais. A produção foi diversificada, contando com Don Cannon, TM88, Wheezy, entre outros, que utilizaram 808s pesados, hi-hats precisos, sintetizadores atmosféricos e linhas melódicas simples, porém eficazes, dialogando com o Trap e o Cloud Rap. Os flows do Lil Uzi são bem cadenciados e deixam tudo muito fluido. O repertório é muito bom, e as canções são bastante divertidas e melódicas. Enfim, é uma ótima mixtape que mostrava algo promissor. 

Melhores Faixas: Top, Paradise, 7AM, Wit My Crew x 1987, Enemies 
Vale a Pena Ouvir: All My Chains, Banned From TV, Yamborghini Dream (Young Thug mandando bem), Nuyork Nights At 2, Ballin' To The End

Lil Uzi Vert Vs. The World – Lil Uzi Vert





















NOTA: 9,5/10


No ano seguinte, foi lançada sua sensacional 2ª mixtape, o Lil Uzi Vert vs. the World. Após o Luv Is Rage, Lil Uzi acabou se tornando um dos nomes mais comentados da nova geração do Rap, e esse projeto o demonstrava muito mais confiante em sua identidade. O título sugere uma narrativa de enfrentamento: Uzi contra o mundo. É uma ideia que permeia todo o projeto, seja através de letras sobre superação, independência, relacionamentos fracassados ou a sensação de estar isolado enquanto sua fama cresce. A produção contou com Don Cannon, Maaly Raw, Metro Boomin, entre outros, que utilizaram beats orgânicos com sintetizadores brilhantes, atmosferas espaciais, 808s limpos e hi-hats precisos. Aqui, os flows de Lil Uzi ficaram mais melódicos, alternando muito mais com o canto e dialogando tanto com o Trap quanto com o nascente Emo Rap. O repertório é incrível, e as canções são bastante imersivas e suaves. No fim, é uma baita mixtape e bastante divertida. 

Melhores Faixas: Money Longer, You Was Right, Canadian Goose, Ps & Qs, Hi Roller 
Vale a Pena Ouvir: Baby Are You Home, Grab The Wheel

The Perfect LUV Tape – Lil Uzi Vert





















NOTA: 9/10


Na metade daquele mesmo ano, Lil Uzi Vert lançou sua 3ª mixtape, intitulada The Perfect LUV Tape. Após o Lil Uzi Vert vs. the World, o rapper ganhava cada vez mais notoriedade, principalmente por ser um dos nomes daquela geração do SoundCloud que começava a receber uma certa atenção do público e da grande mídia. Com isso, ele explorava com mais confiança suas melodias, seu carisma e sua capacidade de transformar experiências pessoais em músicas extremamente acessíveis. A produção contou com os mesmos nomes, que seguiram por um caminho mais refinado, com beats mais limpos, sintetizadores brilhantes, melodias extremamente pegajosas e 808s marcantes. Aqui, os flows do Lil Uzi conseguem ser bastante versáteis e profundos, com seus vocais sendo tratados como um instrumento melódico. O repertório é maravilhoso, e as canções são muito divertidas e imersivas. No fim, é um belo trabalho que consegue te prender. 

Melhores Faixas: Do What I Want, Erase Your Social, Original Uzi (4 Of Us), Of Course We Ghetto Flowers (Playboi Carti mandou bem) 
Vale a Pena Ouvir: You're Lost, Seven Million (ótima feat do Future)

Luv Is Rage 2 – Lil Uzi Vert





















NOTA: 9,6/10


Indo para 2017, Lil Uzi Vert lançou seu tão aguardado álbum de estreia, o Luv Is Rage 2. Após o The Perfect LUV Tape, o rapper havia ganhado ainda mais hype por conta de sua participação na XXL Freshman Class de 2016 e também lançou um EP colaborativo com a lenda Gucci Mane. Esse novo projeto foi criado durante um período particularmente turbulento de sua vida. Sua fama crescia rapidamente, sua rotina mudava completamente e seus relacionamentos pessoais se tornavam mais complicados. A produção contou com DJ Plugg, Maaly Ray, entre outros, que apostaram em um som grandioso e amplo, com beats variados, marcados pela presença constante de 808s, hi-hats discretos, sintetizadores atmosféricos e melodias espaciais. Além disso, Lil Uzi utiliza flows precisos e vocais emocionais, unindo elementos de Trap, Emo Rap e R&B alternativo. O repertório é sensacional, e as canções são bastante variadas e envolventes. Enfim, é um baita álbum de estreia e muito dinâmico. 

Melhores Faixas: XO Tour Llif3, 444+222, Neon Guts (Pharrell Williams mandou bem), Dark Queen, Sauce It Up, For Real, X, Early 20 Rager, Malfunction 
Vale a Pena Ouvir: The Way Life Goes, Unfazed (ótima feat do The Weeknd), Feelings Mutual

Eternal Atake – Lil Uzi Vert





















NOTA: 8,7/10


Três anos se passaram, e Lil Uzi Vert lançava seu 2º álbum, intitulado Eternal Atake. Após o Luv Is Rage 2, esse trabalho foi cercado por rumores que circulavam constantemente nas redes sociais, e os fãs criaram uma expectativa gigantesca em torno do projeto. Além disso, sua relação com as gravadoras passou por conflitos públicos. Uzi chegou a afirmar que queria abandonar a música, mas isso não aconteceu, e ele decidiu lançar um projeto que juntasse elementos de ficção científica, viagens espaciais e abduções alienígenas. A produção foi diversificada, contando com Brandon Finessin, Oogie Mane, Chief Keef e afins, que criaram beats temáticos com sintetizadores espaciais, linhas melódicas brilhantes e texturas que fazem parecer uma trilha sonora. O repertório é muito bom, e as canções são bem estruturadas, com a persona Baby Pluto mais agressiva, Renji mais melódica e, por fim, seu estilo clássico. No geral, é um disco bacana e bastante subestimado.

Melhores Faixas: Baby Pluto, Futsal Shuffle 2020, Silly Watch, Homecoming, Lo Mein 
Vale a Pena Ouvir: Prices, Venetia, Chrome Heart Tags, P2, POP

Pink Tape – Lil Uzi Vert





















NOTA: 5/10


Depois de três anos, Lil Uzi Vert lançou mais um álbum, o ambicioso Pink Tape. Após o Eternal Atake e a mixtape colaborativa com Future, o rapper passou por uma fase marcada por constantes prévias, trechos vazados e mudanças de direção criativa. Com isso, decidiu fazer o projeto mais caótico e experimental de sua discografia, buscando influências de artistas do Rock, especialmente daqueles ligados à cultura alternativa dos anos 90 e 2000, pelos quais tinha grande admiração. A produção foi muito diversificada, contando com Don Cannon, BNYX, Rick Rubin e até mesmo Serj Tankian, que seguiram uma proposta variada, transitando entre o Rage, o Trap tradicional e elementos do Metal alternativo e do Rap Rock. As baterias são pesadas e as guitarras distorcidas marcam presença, porém o problema é que tudo soa excessivo e cansativo. O repertório é irregular, tendo canções divertidas e outras mais fracas. Enfim, é um álbum mediano e com muitas falhas. 

Melhores Faixas: Just Wanna Rock, Suicide Doors, Flooded The Face, Nakamura, Pluto To Mars, Patience (ótima feat do Don Toliver), Died And Came Back 
Piores Faixas: Amped, Werewolf (o que Bring Me The Horizon tá fazendo aqui?), Crush Em, Endless Fashion (Nicki Minaj cagando na música), The End (BABYMETAL é triste né), CS (cover horroroso de Chop Suey)

Eternal Atake 2 – Lil Uzi Vert





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2024, quando Lil Uzi lançou seu mais recente álbum, o Eternal Atake 2. Após o Pink Tape, essa continuação de Eternal Atake veio acompanhada de uma atmosfera nostálgica e da proposta de um retorno às suas raízes. Além de manter os elementos de ficção científica, espaço, dimensões alternativas e imagens cósmicas, o álbum também apresenta um Lil Uzi mais emocional em determinados momentos. A produção ficou por conta de nomes como Cashmere Cat, Lil 88, Brandon Finessin, entre outros, que utilizaram beats pesados, sintetizadores futuristas, 808s constantes e uma forte influência do Rage, sem abandonar o Trap característico do artista. Só que nada disso funciona: os beats são completamente previsíveis, a dinâmica é praticamente inexistente e os flows do Lil Uzi soam terríveis e constrangedores. O repertório é horroroso, e as canções são execráveis. Em suma, é um álbum terrível e que certamente parece ter sido feito às pressas. 

Melhores Faixas: (.............................................) 
Piores Faixas: Space High, The Rush, Meteor Man, Chips And Dip, Goddard Song, PerkySex, Paars In The Mars


                                                                               Por hoje é só, então flw!!!     

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