Ladyhawke – Ladyhawke
NOTA: 9,8/10
Em 2008, a Ladyhawke lançava seu álbum de estreia autointitulado, trazendo uma proposta interessante. A cantora nascida em Masterton, na Nova Zelândia, começou sua trajetória por volta de 2001, quando tocou com bandas locais por sete anos. Depois disso, partiu para uma carreira solo, definindo um som próprio que era vinculado à música pop dos anos 80, com uma tensão interessante entre vulnerabilidade pessoal e estética dançante. A produção contou com Michael Di Francesco, Pascal Gabriel, Greg Kurstin, entre outros, e é marcada por uma estética limpa. Há um uso muito evidente de sintetizadores analógicos e digitais combinados, criando uma sensação de brilho constante, quase como um neon sonoro, com os vocais delicados e expressivos dela complementando. Fazendo uma junção dos elementos do Synth-pop com Wew Wave, Electropop e Post-Punk. O repertório é incrível, e as canções são bem divertidas e melódicas. No fim, é um baita disco de estreia e muito ousado.
Melhores Faixas: Magic, My Delirium, Back Of The Van, Paris Is Burning, Dusk Till Dawn, Another Runaway
Vale a Pena Ouvir: Manipulating Woman, Crazy World, Better Than Sunday
Anxiety – Ladyhawke
NOTA: 8,1/10
Melhores Faixas: Anxiety, Vaccine
Vale a Pena Ouvir: The Quick & The Dead, Cellophane, Sunday Drive
Wild Things – Ladyhawke
NOTA: 8/10
Então se passaram mais quatro anos, e ela voltou lançando mais um disco, o Wild Things. Após o Anxiety, a Ladyhawke acabou saindo da Modular Recordings e passou a lançar seus trabalhos de forma independente. Esse álbum nasce de uma vontade clara de recuperação estética e emocional, em que tenta reconstruir leveza, identidade e prazer musical sem perder totalmente a bagagem emocional acumulada. A produção, conduzida por Tommy English e Scott Hoffman, traz uma estética mais colorida e vibrante, só que bem mais encaixada. As batidas são mais dançantes e com forte presença de groove e estruturas pensadas para fluidez. Os sintetizadores têm uma textura mais polida e combinam com os vocais limpos da cantora, fazendo assim um cruzamento do Synth-pop e Electropop. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas e ficam mais imersivas. Enfim, é um ótimo disco e bem coeso.
Melhores Faixas: The River, Sweet Fascination, A Love Song
Vale a Pena Ouvir: Wild Things, Money to Burn
Time Flies – Ladyhawke
NOTA: 3,7/10
Então chegamos em 2021, quando foi lançado o 4º e último álbum até então da Ladyhawke, o Time Flies. Após o Wild Things, a cantora casou com a atriz Madeleine Sami e deu à luz a única filha do casal, mas depois disso sofreu de depressão pós-parto e, posteriormente, foi diagnosticada com melanoma. Mesmo assim, conseguiu se recuperar e gravar esse projeto, que seria bem mais pessoal, além de, claro, tentar fazer algo moderno. A produção do Tommy English, agora ao lado do Josh Fountain, segue por um lado bastante polido. Os sintetizadores são mais discretos, muitas vezes funcionando como camadas atmosféricas em vez de protagonistas. As batidas às vezes alternam entre fluidez emocional e momentos voltados para as pistas de dança, dialogando mais com Dance-Pop e Alt-Pop, mas é aquilo: muita coisa soa simples demais e previsível. O repertório é ruinzinho, com canções genéricas e algumas interessantes. No fim, é um trabalho fraco e que foi um tropeço.
Melhores Faixas: Walk Away, Time Flies, Guilty Love, Take It Easy Mama
Piores Faixas: Loner, Reactor, Mixed Emotions, My Love, Adam
É isso, um abraço e flw!!!



