quarta-feira, 8 de julho de 2026

Analisando Discografias - Duquesa

                  

Taurus – Duquesa





















NOTA: 1/10


Em 2023, a Duquesa lançava sua mixtape intitulada Taurus, que trazia algo até que interessante. A rapper, vinda de Feira de Santana, na Bahia, começou sua trajetória por volta de 2015, quando participou de alguns trabalhos locais, mas foi apenas em 2019 que ela começou a lançar singles de forma frequente, tanto que chegou a assinar com a Boogie Naipe, onde lançou o EP Sinto Muito, em 2022. Neste projeto, apresenta uma personagem muito mais segura, agressiva e consciente do próprio valor, inspirada naquele conceito do Days Before Rodeo. A produção, feita por Go Dassisti e THS, traz beats pesados, graves marcantes, sintetizadores modernos e uma mistura equilibrada entre melodias suaves e transições eficientes que transitam entre Trap e R&B, mas o problema é que tudo soa repetitivo e os flows dela são simplistas. O repertório é fraco, principalmente porque as canções têm uma lírica previsível. Enfim, é um projeto sem graça e cansativo. 

Melhores Faixas: (.........................................) 
Piores Faixas: Taurus, Glória, 99 Problemas, Única

Taurus, Vol. 2 – Duquesa





















NOTA: 1,4/10


No ano seguinte, a Duquesa lançou seu álbum de estreia, o Taurus, Vol. 2, que foi um trabalho mais extenso. Após o lançamento da mixtape, a rapper se tornou um dos principais nomes do rap feminino desta geração e, para esse álbum, decidiu apresentar algo mais maduro, ambicioso e disposto a experimentar novos caminhos sonoros. A produção, feita por Go Dassisti, Iuri Rio Branco, THS, 20prettyhusky, AmandesNoBeat e Bymd.wav, aposta em beats mais orgânicos e variados, com graves fortes, sintetizadores limpos e uma mixagem equilibrada. Aqui, há uma junção do Trap, Drill, R&B contemporâneo e até um pouco do Grime, mas os flows soam bastante repetitivos, dando a sensação de que tudo é praticamente igual. O repertório, novamente, é péssimo, e as canções são bastante genéricas e soam como uma colcha de retalhos de palavras de empoderamento. Enfim, é um álbum ruim e bastante esquecível. 

Melhores Faixas: (...........................................) 
Piores Faixas: Milionário e José Rico (Jovem Dex tava perdido), Só um Flerte, Disk P@#$%&! (Tasha & Tracie fazendo nada de especial), Primeiro de Maio (Gostosas Inteligentes), Banco do Carona (Baco do Fetiche é difícil de tolerar)
  

Six. – Duquesa





















NOTA: 1/10


Então chegamos a 2025, quando a Duquesa lança um EP intitulado SIX., que serviu como um experimento de ideias. Após o Taurus, Vol. 2, a rapper decidiu lançar um EP cujo objetivo era explorar a pluralidade da música preta e experimentar novas batidas e linguagens, sem ficar presa a uma única direção estética. A produção, feita mais uma vez por Go Dassisti e THS, agora com a presença do IORIGUN, aposta em beats mais orgânicos, mas, claro, seguindo uma abordagem limpa, com a presença de graves constantes, hi-hats precisos e sintetizadores discretos, transitando entre o Trap e influências de Hyphy, Ratchet e até Indie Rock. Mesmo assim, tudo soa bastante repetitivo e com uma lírica que parece ter sido gerada pelo ChatGPT. O repertório é curto, mas as canções são bem sem graça e não têm nada de especial. No fim, é um trabalho que, apesar de interessante, soa apressado. 

Melhores Faixas: (..............................) 
Piores Faixas: Quantas coisas cabem na minha bag?, Fuso e Fuso (Remix) (tanto a versão original quanto essa versão com TZ são bem chatinhas)

     

Analisando Discografias: Frankie Knuckles

                   Ultimate Production – Frankie Knuckles NOTA: 8/10 No ano de 1987, o lendário Frankie Knuckles lançava o esquecido EP Ulti...