Diamond Life – Sade
NOTA: 10/10
No ano de 1984, a Sade lançava seu clássico álbum de estreia, o Diamond Life. A banda da cantora nigeriana, que anteriormente estudava moda e chegou a trabalhar como modelo, começou a ganhar destaque quando ela foi backing vocal da banda Pride. Foi dali que ela se juntou a Stuart Matthewman (guitarras e saxofone), Andrew Hale (teclados) e Paul Spencer Denman (baixo). O som deles era um resgate ao Soul clássico com elementos do Jazz de forma sofisticada, o que despertou o interesse da Epic Records. A produção de Robin Millar segue um caminho bastante sofisticado e com foco no espaço. O baixo do Paul, com linhas melódicas, funciona como uma segunda voz; Matthewman alterna entre guitarras limpas e saxofones extremamente elegantes; Hale utiliza pianos e sintetizadores de maneira muito discreta; e os vocais da Sade são bastante limpos. O repertório é sensacional, parecendo até uma coletânea. No geral, é um belíssimo disco e uma obra-prima.
Melhores Faixas: Smooth Operator, Your Love Is King, Cherry Pie, Hang On To Your Love
Vale a Pena Ouvir: Frankie's First Affair, When Am I Going To Make A Living
Promise – Sade
NOTA: 10/10
Melhores Faixas: The Sweetest Taboo, Is It A Crime, War Of The Hearts, Tar Baby, Never As Good As The First Time
Vale a Pena Ouvir: Jezebel, Maureen
Stronger Than Pride – Sade
NOTA: 9,5/10
Três anos se passaram, e a Sade lançou mais um álbum novo, o Stronger Than Pride. Após o Promise, a banda passou um período maior compondo e experimentando novas ideias, trabalhando em diferentes locais e permitindo que as músicas amadurecessem antes da gravação. Esse processo mais relaxado reflete diretamente no resultado final, que demonstra maior interesse em criar uma atmosfera contínua. A produção, feita pela banda, segue uma abordagem mais orgânica e espaçosa, com arranjos extremamente econômicos. O baixo do Paul Spencer permanece extremamente melódico, mas agora adota linhas ainda mais suaves e circulares; as guitarras limpas têm mais destaque; os teclados são bem atmosféricos; e os vocais da Sade continuam bastante naturais. Além disso, a sonoridade incorpora elementos do Reggae, música latina e ritmos africanos. O repertório é ótimo, e as canções são bem suaves e sentimentais. Enfim, é um álbum incrível e um muito ousado.
Melhores Faixas: Paradise, Love Is Stronger Than Pride, Keep Looking, Clean Heart, I Never Thought I'd See The Day
Vale a Pena Ouvir: Turn My Back On You, Siempre Hay Esperanza
Love Deluxe – Sade
NOTA: 10/10
Entrando em 1992, a Sade lançou o atemporal e fantástico 4º álbum, o Love Deluxe. Após o Stronger Than Pride, eles decidiram permanecer fiéis à própria identidade no começo dos anos 90, período que estava recheado de novas tendências, mas incorporando discretamente algumas texturas modernas que não descaracterizassem sua essência. Com isso, decidiram fazer um projeto bem mais íntimo. A produção foi bem mais profunda e cinematográfica. Os arranjos são mais minimalistas; as linhas de baixo do Paul Denman são mais suaves; Andrew Hale utiliza pads, pianos elétricos e sintetizadores ambientes que ampliam a profundidade sonora; Stuart Matthewman deixa as guitarras limpas mais presentes; e os vocais da Sade são bem próximos. Já a bateria une elementos do Downtempo, Smooth Soul e Pop sofisticado. O repertório é simplesmente espetacular, parecendo uma coletânea. No fim, é um disco fantástico e um dos melhores de todos os tempos.
Melhores Faixas: Kiss Of Life, No Ordinary Love, Like A Tattoo, Cherish The Day, Feel No Pain
Vale a Pena Ouvir: Pearls, Bullet Proof Soul
Lovers Rock – Sade
NOTA: 9,8/10
Oito anos se passaram e, na virada do século, a Sade lança seu 5º álbum, o Lovers Rock. Após o Love Deluxe, Sade Adu viveu mudanças importantes em sua vida, incluindo a maternidade, e isso influenciou profundamente o conteúdo das letras. O resultado foi um trabalho que apresenta uma visão muito mais ampla do amor. O álbum fala sobre relacionamentos afetivos, maternidade, amizade, imigração, sofrimento humano, escravidão, perdão e superação. A produção, feita em conjunto com Mike Pela, adota uma abordagem bem mais minimalista, entrando de cabeça no Neo Soul com elementos de Smooth Soul e Trip Hop. O baixo do Paul Spencer é quase protagonista em determinados momentos; Andrew Hale faz uso de pads suaves e pianos discretos; as guitarras são mais presentes; e a bateria traz uma vibe jamaicana e os vocais da Sade são mais íntimos. O repertório é incrível, e as canções são bem profundas e calmas. Enfim, é um álbum maravilhoso e um clássico.
Melhores Faixas: By Your Side, Fly, Every Word, King Of Sorrow, Immigrant, Slave Song, All About Our Love Vale a Pena Ouvir: Lovers Rock, Somebody Already Broke My Heart
Soldier Of Love – Sade
NOTA: 8,7/10
Então chegamos a 2010, quando foi lançado o último álbum da banda até então, o Soldier Of Love. Após o Lovers Rock, os integrantes continuaram suas vidas pessoais. A banda nunca trabalhou sob cronogramas rígidos, preferindo esperar até que houvesse inspiração suficiente para produzir um novo álbum. Aqui, os temas envolvendo o amor surgem como resistência, sobrevivência, reconstrução emocional e força diante das dificuldades da vida. A produção segue aquela abordagem minimalista, com os arranjos permanecendo econômicos, mas agora apresentando uma sonoridade mais pesada. As linhas de baixo são bem elegantes, a bateria possui mais impacto, os sintetizadores são bem atmosféricos, as guitarras têm riffs marcantes e os vocais de Sade soam mais contidos. O repertório é legalzinho, com belas canções, embora algumas pareçam meio deslocadas. No final de tudo, é um álbum bacana, mesmo que tenha certas falhas.
Melhores Faixas: Soldier Of Love, In Another Time, Skin, Bring Me Home Piores Faixas: Babyfather, The Safest Place
É isso, um abraço e flw!!!





