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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Analisando Discografias - Redman

                 

Whut? Thee Album – Redman





















NOTA: 9,9/10


Em 1992, Redman lançava seu clássico álbum de estreia, o Whut? Thee Album. O rapper, vindo de Newark, Nova Jersey, começou sua trajetória dois anos antes, já que fazia rimas desde a adolescência, até ser descoberto por Erick Sermon, que o chamou para fazer parte do coletivo Hit Squad. Em seu 1º álbum, ele apresenta aquilo que se tornaria uma de suas principais características: transformar qualquer assunto em entretenimento por meio de um carisma absurdo, misturando violência cartunesca e muita técnica. A produção foi feita pelo rapper junto com Erick Sermon, que construíram uma sonoridade crua sobre batidas pesadas, contando com linhas de baixo marcantes, baterias secas e samples de Parliament-Funkadelic, James Brown e outros artistas do Funk dos anos 70, reunindo tudo isso dentro da estética do Boom Bap. O repertório é incrível, e as canções são muito divertidas e carregadas de imersão. No fim, é um baita disco e era apenas o começo. 

Melhores Faixas: Tonight's Da Night, Time 4 Sum Aksion, Blow Your Mind, How To Roll A Blunt, Da Funk, Rated "R" 
Vale a Pena Ouvir: So Ruff, I'm A Bad, Jam 4 You

Dare Iz A Darkside – Redman





















NOTA: 10/10


Dois anos depois, Redman lançou seu sensacional 2º álbum, o Dare Iz a Darkside. Após o Whut? Thee Album, o rapper decidiu explorar um lado muito mais sombrio, psicodélico e desorientador. O próprio Redman já comentou diversas vezes que esse foi um período turbulento de sua vida, marcado pelo abuso de drogas e por um estado mental instável, algo que acabou influenciando diretamente a criação do disco. A produção foi feita mais uma vez em parceria com Erick Sermon e Rockwilder, que trouxeram batidas mais orgânicas, com forte presença de baterias pesadas. Os elementos do Funk aparecem de forma muito mais distorcida, pesada e psicodélica. Os graves são enormes, e os loops parecem soterrados na mixagem. Os flows do Redman são bem variados, criando personagens com uma naturalidade impressionante. O repertório é sensacional, parecendo uma verdadeira coletânea. No geral, é um baita disco e uma obra-prima. 

Melhores Faixas: Can't Wait, Basically, Bobyahed2dis, Da Journee, Winicumuhround, Rockafella, A Million And 1 Buddah Spots, Sooperman Luva II 
Vale a Pena Ouvir: Green Island, We Run N.Y., Cosmic Slop

Muddy Waters – Redman





















NOTA: 10/10


Em 1996, Redman lançava seu 3º álbum, o clássico e atemporal Muddy Waters. Após o Dare Iz a Darkside, o rapper já era um dos nomes mais respeitados da Costa Leste. Aqui, ele decidiu fazer um trabalho que equilibrasse os elementos de cada um de seus dois primeiros álbuns, preservando sua identidade caótica, mas apresentando uma estrutura mais consistente e uma seleção de músicas mais forte. A produção agora contou com nomes como Pras, Te-Bass e outros, que, no geral, seguiram por um caminho mais cru e orgânico, com batidas mais amplas, contando com baixos encorpados, guitarras com wah-wah, teclados vintage e baterias secas, criando uma identidade sonora extremamente consistente. Além dos já característicos samples de Funk, que entram dentro da estética do Boom Bap, os flows do rapper ficaram bem mais técnicos. O repertório é maravilhoso, parecendo uma coletânea. Em suma, é um baita disco e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Do What Ya Feel (Method Man amassando), Rock Da Spot, Iz He 4 Real, Da Bump, On Fire, Creepin', Whateva Man, Rollin' 
Vale a Pena Ouvir: Smoke Buddah, What U Lookin' 4, Yesh Yesh Ya'll

Doc's Da Name 2000 – Redman





















NOTA: 8/10


Se passaram dois anos, e Redman lançou mais um álbum, o Doc's da Name 2000. Após o Muddy Waters, ele já era visto como um dos rappers mais carismáticos e tecnicamente consistentes da Costa Leste. Além disso, sua parceria com Method Man começava a ganhar enorme repercussão, aumentando ainda mais sua exposição dentro da Def Jam. Com isso, decidiu preparar um projeto mais comercial, mas sem abandonar sua forma de fazer Rap. A produção foi feita em parceria com Erick Sermon, Rockwilder, Roni Size e Gov Mattic, que seguiram por uma abordagem mais acessível, com batidas mais limpas, baterias fortes, graves definidos, sintetizadores discretos, linhas de baixo mais encorpadas e loops simples, mas ainda dentro da estética do Boom Bap. Os flows do Redman continuam muito variados e técnicos. O repertório é muito bom, e as canções são até mais cadenciadas. Enfim, é um projeto bacana e muito injustiçado. 

Melhores Faixas: I'll Bee Dat!, Well All Rite Cha (Method Man indo bem), Let Da Monkey Out, Da Da Dahhh 
Vale a Pena Ouvir: Brick City Mashin'!, D.O.G.S., Cloze Ya Doors, Get It Live, Soopaman Lova IV

Malpractice – Redman





















NOTA: 4/10


Em 2001, Redman voltou lançando seu 5º álbum, o Malpractice, e aqui as coisas começaram a dar errado. Após o Doc's da Name 2000 e Blackout!, ao lado de Method Man, esse projeto foi concebido para ser mais acessível. O humor continua sendo uma das principais características de Redman, mas agora acompanhado por produções mais limpas e uma abordagem voltada para ampliar seu alcance comercial. A produção contou com DJ Twinz, Erick Sermon e vários outros, que adotaram uma abordagem mais polida para dialogar com o Rap mainstream, ou seja, batidas limpas, com baterias fortes, graves definidos e uma presença maior de sintetizadores, mesmo permanecendo dentro da estética do Boom Bap. Só que tudo soa extremamente reciclado e inchado, e os flows do Redman chegam a parecer bastante repetitivos. O repertório é ruim, embora tenha algumas canções legais, mas o resto é genérico. No final, é um álbum terrível e tedioso. 

Melhores Faixas: Enjoy Da Ride, Let's Get Dirty (I Can't Get In Da Club), J.U.M.P. (boa feat do George Clinton), Whut I'ma Do Now, Bricks Two 
Piores Faixas: Lick A Shot, Doggz II (DMX decepcionando), Da Bulls**t (Scarface não fez nada), Muh-F***a, Soopaman Luva 5 (Part 1), Real N****z, Uh-Huh

Red Gone Wild: Thee Album – Redman





















NOTA: 3/10


Seis anos depois, Redman voltou com mais um disco, o Red Gone Wild: Thee Album. Após o fraquíssimo Malpractice, ele ganhou ainda mais notoriedade pela comédia How High e por diversas turnês e participações especiais. Embora continuasse ativo, muitos fãs aguardavam um novo trabalho solo que mostrasse se Redman ainda conseguiria manter o mesmo nível criativo de seus discos dos anos 90. A produção contou com Timbaland, Pete Rock, E3, Da Mascot e vários outros, que trouxeram uma sonoridade polida, com batidas variadas, baterias marcantes, sintetizadores modernos, graves fortes e muitos samples de Funk, tudo isso dentro da sonoridade moderna do Rap mainstream da segunda metade dos anos 2000. Só que tudo é extremamente previsível, e os flows do rapper acabam sendo bastante repetitivos. O repertório é muito ruim, com canções chatas e poucas realmente interessantes. No geral, é um trabalho péssimo que apenas demonstrava a queda do Redman. 

Melhores Faixas: Gimmie One, Walk In Gutta (tem até feat do Biz Markie), Suicide 
Piores Faixas: Sumtn 4 Urrbody, Rite Now, Merry Jane (Snoop e Nate Dogg entregaram nada), Bak Inda Buildin, Get 'Em, Blow Teez, Pimp Nutz (Method Man decepcionou), Hold Dis Blaow!

Reggie – Redman





















NOTA: 2/10


Em 2010, Redman lançava outro álbum, dessa vez o terrível Reggie, que foi feito mais para vazar da gravadora. Após o Red Gone Wild: Thee Album, muitos achavam que finalmente ele faria um projeto que lembrasse suas origens, mas não. Em seu lugar, surgem reflexões sobre sua carreira, momentos mais pessoais e uma sonoridade claramente influenciada pelo Rap do final dos anos 2000. Além disso, o disco também foi feito para que ele pudesse sair de vez da Def Jam, já que faltava apenas um álbum para rescindir seu contrato. A produção foi diversificada, contando com DJ Khalil, Rich Kidd, Ty Fyffe e outros, que trouxeram uma estética moderna, com batidas limpas, sintetizadores constantes e uma maior presença de elementos melódicos. Só que o resultado não consegue se encaixar, tornando este mais um trabalho feito para agradar às tendências. O repertório é péssimo, contando com apenas uma faixa boa. Enfim, é um álbum horroroso, e a Lili cantou. 

Melhor Faixa: Lemme Get 2 
Piores Faixas: Lift It Up, Def Jammable, Whn The Lights Go Off, Full Nelson, Cheerz

Muddy Waters Too – Redman





















NOTA: 8,5/10


Em 2024, Redman lançou seu nono álbum e último até então, o Muddy Waters Too. Após o Reggie, essa continuação foi prometida durante mais de uma década, sendo anunciada diversas vezes e constantemente adiada. Essa longa espera fez com que o álbum adquirisse um status quase lendário entre os fãs. Nele, Redman preserva praticamente toda a sua identidade artística: humor absurdo, referências à maconha, storytelling, personagens e trocadilhos. A produção foi feita pelo próprio rapper em parceria com Erick Sermon, Theory Hazit, Rockwilder, Rick Rock e vários outros, que seguiram uma abordagem clássica do Boom Bap noventista, com batidas cruas e diretas. Há uma forte presença de baterias secas, baixos muito fortes, teclados vintage, guitarras de funk e scratches discretos. Além disso, o flow do Redman está muito técnico e preciso. O repertório, apesar de contar com 32 faixas, é muito bom e divertido. Em suma, é um disco bacana e muito bem amarrado. 

Melhores Faixas: Don't U Miss, Lalala (Method Man amassou), Don't Wanna C Me Rich, Soopaman Luva 7 
Vale a Pena Ouvir: Aye, Jersey, Looka Here (ótima feat do KRS-One), I'm On Dat Bullshit, Whut's Hot, Lite it Up, Goofy


                                                                                 Então um abraço e flw!!!                     

Analisando Discografias - Method Man & Redman

                  

Blackout! – Method Man & Redman





















NOTA: 10/10


Em 1999, foi lançado o 1º álbum colaborativo do Method Man & Redman, o Blackout!. Após o lançamento do Tical 2000: Judgement Day, o rapper decidiu fazer um trabalho em parceria com Redman, que havia recém-entrado para a Def Jam e era um dos nomes que mais haviam se destacado na cena nos últimos anos. Originalmente, esse álbum se chamaria Amerikaz Most Blunted, mas o título precisou ser alterado para o nome que conhecemos hoje, a fim de torná-lo mais comercial. A produção contou com Erick Sermon, DJ Scratch, RZA e vários outros, que criaram uma sonoridade bem orgânica, seguindo o padrão que Sermon costumava adotar: batidas cruas, baixos pesados, baterias secas e samples discretos, dentro da estética do Boom Bap. Os flows do Meth mantêm aquela vibe relaxada, enquanto Redman parte para um estilo mais energético. O repertório é sensacional, parecendo uma coletânea. No fim, é um disco maravilhoso e um clássico absoluto. 

Melhores Faixas: Da Rockwilder, Blackout, Run 4 Cover (simplesmente Ghostface Killah), Cheka, 4 Seasons (LL Cool J e JA Rule mandaram bem), Cereal Killer, Fire Ina Hole, Tear It Off 
Vale a Pena Ouvir: The ?, Y.O.U., 1, 2, 1, 2

Blackout! 2 – Method Man & Redman





















NOTA: 5/10


Aí, dez anos se passaram, e foi lançado Blackout! 2, que foi o último álbum do duo até então. Após o Blackout!, cada um seguiu seu próprio caminho e, quando voltaram, decidiram não seguir completamente as tendências da época. Embora algumas músicas apresentem uma produção mais moderna, o disco permanece fortemente ligado ao Boom Bap e ao Rap tradicional da Costa Leste. A produção contou novamente com Erick Sermon, Rockwilder e alguns nomes novos, como Ty Fyffe, que trouxeram uma sonoridade mais moderna, com beats variadas, contando com sintetizadores, graves reforçados e baterias digitalizadas. Method Man adota um flow mais técnico, enquanto Redman vai para algo mais descontraído, mas o problema é que essa abordagem não se encaixa tão bem, já que as beats têm uma vibe mais voltada para festas. O repertório começa muito bem, mas depois decai com canções muito genéricas. No geral, é um álbum irregular que fugiu da proposta original. 

Melhores Faixas: Mrs. International, I'm Dope Ni**a, Dis Iz 4 All My Smokers, Dangerus Mcees 
Piores Faixas: City Lights (Bun B decepcionou), Hey Zulu, I Know Sumptn, Neva Herd Dis B 4

 

Analisando Discografias - Redman

                  Whut? Thee Album – Redman NOTA: 9,9/10 Em 1992, Redman lançava seu clássico álbum de estreia, o Whut? Thee Album. O rapper...