segunda-feira, 15 de junho de 2026

Analisando Discografias - NERO

                  

Welcome Reality – NERO





















NOTA: 8,8/10


Em 2011, o trio NERO lançava seu álbum de estreia, o Welcome Reality, que trazia uma temática interessante. Formado em 2003, em Londres, por Dan Stephens, Joe Ray e pela vocalista Alana Watson, o grupo já vinha construindo uma reputação desde o final dos anos 2000 com singles que chamaram atenção pela maneira como misturavam Dubstep, Drum and Bass, Electro House, Synthpop e trilhas cinematográficas de ficção científica. Isso fez com que eles assinassem com a Mercury Records, em parceria com o selo MTA. A produção, feita pelo próprio trio, foi extremamente detalhado, combinando os graves pesados do Brostep com camadas de sintetizadores monumentais. Os sintetizadores remetem frequentemente ao universo cyberpunk e ao Electro dos anos 1980. Além disso, somados aos vocais centrais da Alana, conferem um aspecto cinematográfico. O repertório é muito bom, e as canções são bastante divertidas. Enfim, é um ótimo disco e mostrou algo promissor. 

Melhores Faixas: Promises, Doomsday, Me And You, Must Be The Feeling, Innocence 
Vale a Pena Ouvir: My Eyes, Crush On You, Departure

Between II Worlds – NERO





















NOTA: 8/10


Quatro anos depois, o NERO retornou com seu 2º álbum de estúdio, o Between II Worlds. Após o Welcome Reality, eles conseguiram se consolidar no cenário da música eletrônica britânica. Porém, o cenário musical estava mudando, já que o Dubstep começou a ser deixado de lado. Então, o trio passou vários anos trabalhando em novas ideias, buscando uma evolução natural de sua sonoridade sem abandonar os elementos que haviam definido sua personalidade musical. A produção teve um refinamento maior e, aqui, eles dialogam muito mais com o Dubstep melódico e o Electropop, com os sintetizadores sendo o principal elemento da sonoridade, mas agora aparecendo de maneira mais sofisticada. Os graves são bem mais seletivos, e os vocais da Alana ficaram mais vulneráveis. Além disso, muitos dos arranjos têm certa influência do Synth-pop. O repertório é legalzinho, e as canções são bem mais etéreas. No geral, é um disco bacana e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Satisfy, Two Minds, Into The Night 
Vale a Pena Ouvir: Between II Worlds, Circles, Tonight
  

Into The Unknown – NERO





















NOTA: 8,2/10


Então chegamos a 2024, quando o NERO retornou com seu álbum mais recente, o Into The Unknown. Após o Between II Worlds, eles passaram por um longo período de silêncio em relação a trabalhos completos do trio, embora Dan Stephens, Joe Ray e Alana Watson continuassem ativos por meio de remixes, apresentações ao vivo e lançamentos esporádicos. A expectativa em torno do álbum era enorme, e o grupo decidiu fazer um projeto que, de certa forma, reunisse o passado, o presente e o futuro de sua trajetória. A produção foi bem mais variada, incorporando a maioria das vertentes da EDM, como Drum and Bass, House music, Synthwave, French Electro, entre outras. Os sintetizadores evocam paisagens espaciais, cidades futuristas e atmosferas inspiradas na ficção científica. Os vocais da Alana são bastante variados e carregados de emoção. O repertório é ótimo, e as canções são explosivas e envolventes. No fim, é um disco bacana, que é bastante ousado. 

Melhores Faixas: Gravity, Draw Energy, Solar 
Vale a Pena Ouvir: Nowhere To Hide, Running From Reality, Talking To God


Analisando Discografias - Vance Joy

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