terça-feira, 7 de julho de 2026

Analisando Discografias - Big L

                  

Lifestylez Ov Da Poor & Dangerous – Big L





















NOTA: 10/10


Em 1995, o Big L lançava seu álbum de estreia, o sensacional Lifestylez Ov Da Poor & Dangerous. O rapper novaiorquino começou sua trajetória por volta de 1992 e já havia conquistado enorme respeito no circuito underground graças às suas batalhas de freestyle. Desde muito jovem, chamava atenção pela facilidade em construir rimas internas extremamente complexas, jogos de palavras inteligentes e punchlines devastadoras, o que despertou o interesse da gravadora Columbia, que o contratou. A produção, feita por Buckwild, Lord Finesse, Showbiz e Craig Boogie, traz beats pesadas, baterias secas, caixas marcantes, linhas de baixo profundas e samples de Soul, Jazz e Funk precisos, que se encaixam perfeitamente com os flows improvisados e técnicos do L, resultando em um trabalho que transita pelo Boom Bap e, em alguns momentos, pelo Horrorcore. O repertório é sensacional, parecendo até uma coletânea. No fim, é um baita disco e uma verdadeira obra-prima. 

Melhores Faixas: Put It On, MVP, Street Struck, All Black, No Endz, No Skinz
Vale a Pena Ouvir: Fed Up Wit The Bullshit, Da Graveyard (olhos no jovem Jay-Z), Danger Zone

The Big Picture – Big L





















NOTA: 9/10


Cinco anos depois, o Big L lançava seu 2º álbum que se tornou um lançamento póstumo, o The Big Picture. Após o Lifestylez Ov Da Poor & Dangerous, L estava trabalhando intensamente em um novo disco que representaria uma evolução artística significativa, tanto em termos de produção quanto de projeção comercial. Só que infelizmente no dia 15 de fevereiro de 1999, o rapper foi assassinado onde na época foi falado que seu amigo de infância Gerard Woodley tinha o baleado, mas ele foi liberado por falta de provas. E até hoje ninguém sabe autor do crime. Produção contou com DJ Premier, Lord Finesse, Pete Rock e entre outros, que ainda seguiram a temática do Boom Bap, só que as beats são mais variadas e cinematográficos. As baterias continuam secas e pesadas e se percebe uma evolução nos flows do Big L. O repertório é muito bom, e as canções são bem profundas e energéticas. No geral, é um ótimo disco e que é muito variado. 

Melhores Faixas: The Enemy (Fat Joe amassou), '98 Freestyle, Flamboyant, Deadly Combination, Platinum Plus (ótima feat do Big Daddy Kane), Ebonics, The Heist Revisited
Vale a Pena Ouvir: Holdin' It Down, Size 'Em Up, The Triboro
  

Harlem's Finest: Return Of The King – Big L





















NOTA: 8/10


Em 2025, foi lançado, certamente, o último lançamento póstumo do Big L, o Harlem's Finest: Return Of The King. Após o The Big Picture, esse projeto faz parte da série "Legend Has It...", idealizada pela Mass Appeal para celebrar artistas fundamentais da história do Rap por meio de novos lançamentos baseados em arquivos inéditos, gravações raras e material restaurado. Não existe um projeto original concebido pelo rapper com esse nome. Em vez disso, o disco reúne gravações realizadas entre 1992 e 1999, incluindo freestyles, demos e músicas inacabadas. A produção contou com G Koop, Malay, Lord Finesse, Beat Butcha e outros, que seguiram a estética do Boom Bap, com baterias secas, linhas de baixo marcantes, samples de Soul e Jazz e scratches precisos, criando um equilíbrio entre o moderno e o clássico. O repertório é muito bom, com canções interessantes, embora algumas pareçam muito soltas. Enfim, é um álbum legal que respeita o legado do rapper. 

Melhores Faixas: 7 Minute Freestyle (Jay-Z lá de 95), Forever (Mac Miller de 2010), RHN (Real Harlem Niggas), Fred Samuel Playground (ótima feat do Method Man), How Will I Make It (Park West High School Mix), u aint gotta chance (Nas mandou bem) 
Piores Faixas: Doo Wop Freestyle ('99), Put The Mic Down

    

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