segunda-feira, 13 de julho de 2026

Analisando Discografias - Havoc

                  

The Kush – Havoc





















NOTA: 8/10


Em 2007, o Havoc lançava seu primeiro trabalho solo, intitulado The Kush, que trazia algo até que interessante. Após o lançamento do Blood Money com o Mobb Deep, o rapper era frequentemente visto como o arquiteto sonoro da dupla, enquanto Prodigy era encarado como a principal voz e letrista do grupo. Então, ele preferiu preservar a essência do som de Queensbridge, apresentando um disco que funciona quase como uma extensão dos álbuns da dupla. A produção, feita inteiramente por ele próprio, seguiu uma linha de beats frios, sombrios e minimalistas, sustentados por baterias secas e linhas de baixo pesadas. Além disso, ele adiciona sintetizadores mais limpos e programações de bateria que se aproximam do Rap daquele período, e os flows do Havoc conseguem ser bem precisos, indo para um lado mais cadenciado. O repertório é bem legal, e as canções são bastante imersivas e densas. Enfim, é um ótimo disco e que vale a pena ouvir. 

Melhores Faixas: Be There, Balling Out 
Vale a Pena Ouvir: Class By Myself, Set Me Free (boa feat do Prodigy), I'm The Boss
  

13 – Havoc





















NOTA: 6/10


Indo para 2013, ele volta com um novo álbum, intitulado apenas 13 (referência ao Galo, certamente kk). Após o The Kush, o Rap da Costa Leste tentava recuperar parte de sua relevância. Enquanto o Trap ganhava cada vez mais espaço, diversos veteranos procuravam atualizar suas sonoridades sem abandonar suas raízes. Havoc seguiu esse caminho, mas de maneira bastante cuidadosa. A produção é bem mais moderna, principalmente nas beats que possuem maior presença de sintetizadores, linhas de baixo mais pesadas e baterias mais limpas. Havoc também dialoga bastante com o Cloud Rap, trazendo um flow mais simplista e direto. Só que, assim, o disco acaba ficando repetitivo e soa como uma tentativa de se adaptar ao novo, mas de maneira imprecisa. O repertório é bastante irregular: começa bem, mas acaba decaindo. No fim, é um trabalho mediano e que envelheceu mal. 

Melhores Faixas: Tell Me To My Face, Gettin' Mines, Gone 
Piores Faixas: Hear Dat, Eyes Open, Life We Chose

The Silent Partner – Havoc & The Alchemist





















NOTA: 8,4/10


Em 2016, o Havoc lançou seu último trabalho relevante em parceria com The Alchemist, o The Silent Partner. Após o 13, os dois tinham construído suas carreiras dentro do Hardcore Hip Hop, compartilhando uma preferência por instrumentais sombrios, atmosferas cinematográficas e narrativas de rua. Além disso, Uncle Al já havia produzido algumas músicas do Mobb Deep, então esse projeto não foi algo simplesmente inédito. A produção, feita pelos dois, apresenta beats cinematográficos baseados em samples obscuros, baterias secas, linhas de baixo discretas e uma enorme atenção aos detalhes, dialogando com o Drumless e o Boom Bap. Os flows diretos e agressivos de Havoc conseguem combinar com toda essa temática, remetendo aos projetos clássicos de sua carreira. O repertório é muito bom, e as canções são bem profundas e carregadas de mensagem. No geral, é um ótimo álbum, que extrai a melhor versão do rapper. 

Melhores Faixas: Buck 50's & Bullet Wounds (Method Man amassou), Out The Frame, Just Being Me, Smooth Ride Music 
Vale a Pena Ouvir: The Gun Holds A Drum (Prodigy mandou bem), Hear Me Now, Maintain (Fu** How You Feel)


Analisando Discografias - Prodigy

                  H.N.I.C. – Prodigy NOTA: 9,4/10 No começo dos anos 2000, o Prodigy lançava seu 1º álbum solo, o H.N.I.C. (Head Nigga in Ch...