segunda-feira, 13 de julho de 2026

Analisando Discografias - Prodigy

                 

H.N.I.C. – Prodigy





















NOTA: 9,4/10


No começo dos anos 2000, o Prodigy lançava seu 1º álbum solo, o H.N.I.C. (Head Nigga in Charge). Após o Murda Muzik, com o Mobb Deep, o rapper surgiu com esse projeto em um momento em que muitos integrantes de grupos clássicos do rap estavam se aventurando em carreiras individuais. Para Prodigy, entretanto, o objetivo não era se distanciar do Mobb Deep, mas provar que sua personalidade artística era forte o suficiente para sustentar um disco inteiro sozinho. A produção, feita por ele junto com The Alchemist, Havoc, EZ Elpee, entre outros, seguiu por beats orgânicos, baseados em baterias secas, linhas de baixo pesadas, pianos melancólicos e samples discretos, dialogando tanto com o Boom Bap quanto, às vezes, com o Jazz Rap, enquanto os flows do Prodigy se mostram bem técnicos e agressivos. O repertório é incrível, e as canções são bem profundas e cheias de vivências e lutas. No fim, é um belo disco, que mostrou um lado mais particular do rapper. 

Melhores Faixas: Keep It Thoro, Genesis, You Can Never Feel My Pain, Veteran's Memorial, Three, Trials Of Love, Diamond, Can't Complain 
Vale a Pena Ouvir: What U Rep, Y.B.E., Gun Play

Return Of The Mac – Prodigy





















NOTA: 8/10


Sete anos se passaram, e o Prodigy lança seu 2º álbum solo, o Return of the Mac. Após o H.N.I.C., o rapper enfrentava problemas pessoais e legais. Sua saúde continuava sendo um desafio devido à anemia falciforme, e os problemas com a justiça se intensificavam, culminando em sua prisão pouco depois do lançamento do álbum. Havia também uma percepção, por parte do público, de que ele e o Mobb Deep precisavam reafirmar sua identidade artística depois de um período de experimentações e tentativas de adaptação ao mercado. A produção, feita inteiramente por The Alchemist, apresenta beats cruas e diretas, com baterias secas, baixos discretos e loops que parecem ter sido retirados de trilhas sonoras antigas e de discos de Soul esquecidos. Os flows do Prodigy conseguem ser bem técnicos e frios. O repertório é muito bom, e as canções são bem reflexivas e urbanas. Enfim, é um trabalho bacana e bastante consistente. 

Melhores Faixas: Stuck On You, Take It To The Top, Nickel And A Nail 
Vale a Pena Ouvir: 7th Heaven, The Rotten Apple, Stop Fronting

H.N.I.C. Pt. 2 – Prodigy





















NOTA: 3,3/10


No ano seguinte, o Prodigy lançava mais um álbum, o H.N.I.C. 2, em um momento conturbado. Após o Return of the Mac, o rapper foi condenado à prisão por posse ilegal de arma de fogo, ficando encarcerado entre 2007 e 2011. Embora esse álbum tenha sido lançado alguns meses antes de sua prisão, o disco acabou adquirindo uma importância ainda maior posteriormente, pois passou a representar o encerramento de uma fase de sua carreira e o último registro de liberdade antes de um longo período de afastamento. A produção, feita por The Alchemist, Apex, Havoc e Sid Roams, é carregada de beats variadas, com baterias secas, linhas de baixo discretas e loops minimalistas. Só que o problema é que tudo soa bastante bagunçado, parecendo que o único que fez algo interessante foi Uncle Al, enquanto os flows do Prodigy parecem repetitivos. O repertório é fraquíssimo, tendo canções boas e outras medíocres. Enfim, é um álbum ruim e sem coesão. 

Melhores Faixas: Veterans Memorial Part 2, The Life, Young Veterans, Illuminati 
Piores Faixas: Real Power Is People, It's Nothing, Click Clack, New Yitty, 3 Stacks

Albert Einstein – Prodigy & The Alchemist





















NOTA: 8,7/10


No ano de 2013, foi lançado o último álbum de estúdio do Prodigy fora do Mobb Deep, o Albert Einstein. Após o H.N.I.C. 2, o rapper já havia saído da prisão e se encontrava em uma fase mais madura de sua carreira. Ele decidiu se unir a The Alchemist para fazer um álbum mais cinematográfico, que, já no título, contrapõe duas figuras aparentemente opostas: Albert Einstein, símbolo da genialidade científica, e o universo sombrio e criminoso retratado por Prodigy. A produção segue por um som denso, com beats pesadas, marcadas pela presença de samples obscuros, baterias secas, pianos melancólicos, linhas de baixo discretas e texturas que remetem ao cinema policial e aos filmes de suspense dos anos 70, dialogando tanto com o Boom Bap quanto com o Drumless. Os flows do Prodigy são bem cadenciados e conseguem ser bastante técnicos. O repertório é muito bom, e as canções são bem profundas e abstratas. No geral, é um ótimo álbum e consegue ser muito imersivo. 

Melhores Faixas: Raw Forever, R.I.P. (baita feat do Raekwon e do Havoc), Give Em Hell, Bible Paper, Curb Ya Dog, Breeze 
Vale a Pena Ouvir: Confessions, Stay Dope, The One


                                                                            Por hoje é só, então flw!!!          

Analisando Discografias - Prodigy

                  H.N.I.C. – Prodigy NOTA: 9,4/10 No começo dos anos 2000, o Prodigy lançava seu 1º álbum solo, o H.N.I.C. (Head Nigga in Ch...