Born Sinner – J. Cole
NOTA: 8,4/10
Em 2013, o J. Cole lançava seu 2º álbum de estúdio, intitulado Born Sinner, que apresentou mais acertos. Após o Cole World, o rapper decidiu construir um álbum muito mais ambicioso, introspectivo e menos preocupado com a possibilidade de produzir grandes sucessos radiofônicos. O próprio conceito gira em torno das contradições humanas. Em vez de apresentar uma figura perfeita ou moralmente superior, Cole reconhece seus defeitos, desejos, erros, inseguranças e conflitos internos. A produção, feita por ele mesmo junto com Christian Rich, Jake One e Syience, segue uma abordagem mais ampla. Os beats são bem variados, com presença de pianos, baixos encorpados, sintetizadores atmosféricos e baterias marcadas que remetem ao Boom Bap, Jazz Rap e ao Neo-Soul, enquanto os flows do Cole são mais cadenciados. O repertório é muito bom, e as canções são profundas e introspectivas. Enfim, é um ótimo disco, e olha que ainda não era o ápice.
Melhores Faixas: Powertrip, She Knows, Forbidden Fruit (baita feat do Kendrick), Runaway, Let Nas Down, Rich Niggaz
Vale a Pena Ouvir: Villuminati, Chaining Day, Crooked Smile
2014 Forest Hills Drive – J. Cole
NOTA: 10/10
Melhores Faixas: No Role Modelz, 03' Adolescence, Wet Dreamz, Love Yourz, January 28th, G.O.M.D.
Vale a Pena Ouvir: Fire Squad, St. Tropez
4 Your Eyez Only – J. Cole
NOTA: 10/10
Dois anos depois, J. Cole lança o também sensacional 4 Your Eyez Only, que é um projeto conceitual. Após o 2014 Forest Hills Drive, o rapper decidiu fazer um álbum conceitual, silencioso, íntimo e narrativo. Essa ideia surgiu a partir da história de um amigo de infância do Cole que acabou sendo vítima da violência. Em vez de contar essa história de maneira direta desde o início, o rapper constrói uma narrativa em que sua própria perspectiva e a do personagem principal se misturam deliberadamente. A produção é mais diversificada, contando com Boi-1da, Vinylz, Elite, entre outros, que adotam uma abordagem mais emocional, com beats imersivos, presença de pianos suaves, cordas delicadas, baterias econômicas e elementos do Boom Bap, Jazz Rap e Neo-Soul, com os flows do Cole sendo precisos e variados. O repertório é incrível e também parece uma coletânea de canções muito profundas. No geral, é um baita disco e certamente outro clássico.
Melhores Faixas: 4 Your Eyez Only, Change, Neighbors, Immortal
Vale a Pena Ouvir: For Whom The Bell Tolls, Deja Vu
KOD – J. Cole
NOTA: 6/10
Mais um intervalo de dois anos se passou, e foi lançado mais um álbum do J. Cole, o KOD. Após o 4 Your Eyez Only, o rapper já estava consolidado e também mais ativo em seu selo Dreamville. Nesse projeto, ele decidiu criar um álbum conceitual cujo título representa vários significados: “Kids on Drugs” (crianças nas drogas), “King Overdosed” (rei da overdose) e “Kill Our Demons” (mate nossos demônios). Cada uma dessas interpretações corresponde a uma camada diferente da narrativa. A produção foi feita junto com BLVK, Mark Pelli, iRon Gilmore e T-Minus, com uma abordagem variada, em que os beats são mais amplos, com baterias de graves fortes, hi-hats acelerados e sintetizadores suaves, dialogando com Trap e Jazz Rap, mas muita coisa soa deslocada e faltando dinâmica. O repertório é irregular, com canções boas e outras mais medianas. No fim, é um álbum mediano, com conceito mal executado, sendo uma decepção.
Melhores Faixas: Kevin's Heart, 1985 (Intro To "The Fall Off"), ATM
Piores Faixas: Friends, Photograph, Motiv8





