Life Enigma – Jean-Luc Ponty
NOTA: 5/10
Então chegamos a 2001, quando foi lançado o último álbum até então do Jean-Luc Ponty, o Life Enigma. Após o The Gift of Time, ele passou por um período nos anos 90 em que se afastou progressivamente do modelo clássico do Jazz Fusion baseado em banda “tocando junta” e passou a explorar cada vez mais a produção individual, a tecnologia digital, MIDI e programação. Ponty entra nos anos 2000 como um artista completamente independente, tanto estética quanto logisticamente. A produção, feita por ele mesmo, é bem centralizada: o violino elétrico continua sendo o eixo central, mas agora ele é frequentemente tratado como fonte de textura. Com isso, ele insiste em um lado mais hipnótico, algo que não tinha explorado em todo esse tempo, só que fica bem arrastado e carece de mais preenchimento. O repertório até começa bem, mas depois decai drasticamente. No fim, é um disco irregular, ao qual faltou algo a mais.
Melhores Faixas: Signals From Planet Earth, Love at Last Sight, Two Thousand-One Years Ago
Piores Faixas: And Life Goes On, The Infinite Human Caravan, Pizzy Cat
