segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Analisando Discografias - John McLaughlin: Parte 2

                  

Black Light – John McLaughlin





















NOTA: 8,2/10


E aí, em 2015, foi lançado o último álbum, pelo que se sabe, desse projeto, o Black Light. Após o Now Here This, John McLaughlin declarou que o álbum poderia ser um dos seus últimos e que procurou refletir, de maneira íntima, sobre suas influências e relações humanas por meio da música, tanto composicionalmente quanto na interação com seus companheiros de banda, que teve apenas uma troca, com a entrada de Ranjit Barot na bateria. A produção, como sempre, foi feita por ele próprio. Decidiu buscar uma sonoridade orgânica, com guitarra elétrica e acústica, sintetizadores, grooves modernos e técnicas rítmicas indianas, incluindo o uso de konnakol (vocalização percussiva por Barot), juntamente com momentos melódicos e líricos que ampliam o espectro emocional da obra. O repertório é bem legal, e as canções têm um lado mais atmosférico e, de certo modo, contagiante. No fim, é um ótimo disco e que mostrou um lado diferenciado. 

Melhores Faixas: Being You Being Me, Gaza City, Panditji 
Vale a Pena Ouvir: Clap Your Hand, 360 Flip

Liberation Time – John McLaughlin





















NOTA: 7,9/10


Então chegamos a 2021, quando foi lançado o último álbum até então do John McLaughlin, o Liberation Time. Após o Black Light, o guitarrista acabou focando mais em seus shows e em algumas participações em outros projetos, mas, com a chegada da pandemia, decidiu fazer um disco no qual descreveu a música como uma resposta meditativa, reflexiva e, acima de tudo, positiva às circunstâncias difíceis daquele momento. A produção foi bem mais distinta, já que cada músico envolvido gravou sua parte e enviou para McLaughlin finalizar o trabalho, sem sacrificar o espírito de espontaneidade e improvisação, algo essencial ao Jazz e à sua carreira. Com isso, tivemos um trabalho que segue o estilo característico do Jazz Fusion, mesmo que se percebam algumas ideias que já haviam sido apresentadas antes, mas que ainda assim conseguem funcionar. O repertório contém 7 faixas muito boas e bastante vibrantes. Enfim, é um trabalho interessante, apesar das limitações. 

Melhores Faixas: Right Here, Right Now, Right On, Lockdown Blues 
Vale a Pena Ouvir: Liberation Time, As the Spirit Sings
  

Analisando Discografias - Grouplove: Parte 1

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