sexta-feira, 12 de junho de 2026

Analisando Discografias - Kraftwerk: Parte 2

                  

The Mix – Kraftwerk





















NOTA: 8,5/10


Em 1991, eles retornaram com um álbum inteiramente de remixes, intitulado The Mix. Após Electric Café, a banda entrou em um período de relativa ausência de novos lançamentos. Enquanto isso, o mundo da música eletrônica passava por uma transformação radical. O Techno de Detroit, o House de Chicago, o Acid House britânico e inúmeras outras vertentes eletrônicas estavam conquistando relevância internacional. Com isso, a banda decidiu juntar o antigo e modernizá-lo com as novas tecnologias. A produção foi para uma sonoridade mais pesada e dançante. Eles utilizaram sintetizadores digitais e baterias eletrônicas que apresentam uma maior variedade de timbres. Basicamente, aqui você tem uma junção, em sua maioria, do Synth-pop e do Techno, com as programações rítmicas tendo mais impacto físico e os graves apresentando maior presença. O repertório ficou muito bom, e as canções ficaram mais envolventes. No fim, é um ótimo disco e bastante divertido. 

Melhores Faixas: Die Roboter, Radioaktivität, Autobahn, Metall Auf Metall 
Vale a Pena Ouvir: Computer Love, Trans Europa Express

Tour De France Soundtracks – Kraftwerk





















NOTA: 8,7/10


Então chegamos a 2003, quando foi lançado o que é praticamente o último álbum do Kraftwerk, o Tour de France Soundtracks. Após o The Mix, Karl Bartos praticamente saiu da banda. Florian e Ralf queriam manter um quarteto até encontrarem Henning Schmitz, que conseguiu se consolidar, assim como Fritz Hilpert havia feito ao substituir Wolfgang Flür. Esse trabalho também coincidiu com o centenário da competição Tour de France, e vale lembrar que Ralf Hütter é um grande entusiasta pelo ciclismo. A produção é bem limpa, e os sintetizadores apresentam uma definição impressionante. A programação rítmica desempenha um papel fundamental, já que traz aquela sensação de pedaladas, batimentos cardíacos, respiração e movimento contínuo, fazendo o álbum dialogar com um Techno minimalista. O repertório é ótimo, e as canções são bastante imersivas. No fim, é um excelente disco e, após isso, eles seguiram realizando turnês, mesmo com a saída e posterior morte do Florian. 

Melhores Faixas: Tour De France, Tour De France Étape 2, Elektro Kardiogramm, Vitamin, La Forme 
Vale a Pena Ouvir: Aéro Dynamik, Tour De France Étape 3


Review: Dragon’s Breath do Inspectah Deck

                   Dragon’s Breath – Inspectah Deck NOTA: 5/10 Recentemente, o Inspectah Deck retornou com um álbum novo, o Dragon’s Breath....