sexta-feira, 31 de julho de 2026

Analisando Discografias - Method Man: Parte 2

                  

Tical 0: The Prequel – Method Man





















NOTA: 4/10


Em 2004, o Method Man retornou com mais um álbum, intitulado Tical 0: The Prequel. Após o Tical 2000: Judgement Day, o rapper estava fazendo inúmeras participações especiais e construindo uma carreira crescente como ator em filmes e séries. Nesse período, sua popularidade ultrapassou o universo do Hip-Hop/Rap, tornando-se um dos rostos mais conhecidos da cena americana. Esse novo projeto até seria conceitual, só que a Def Jam estava pressionando o rapper a fazer algo mais comercial. A produção contou com RZA, DJ Scratch, E3, Puff Daddy e vários outros, que trouxeram uma sonoridade polida e extremamente radiofônica. As batidas ficaram limpas, com maior presença de baterias suaves, linhas de baixo marcantes, sintetizadores modernos, pianos digitais e influências do Gangsta Rap e do R&B daquele período, só que totalmente genérico. O repertório é ruim, com canções bem medíocres e poucas realmente interessantes. Enfim, é um trabalho fraco e muito esquecível. 

Melhores Faixas: Afterparty (Ghostface Killah amassou), What's Happenin' (baita feat do Busta Rhymes), Say What (ótima feat da Missy Elliot), Baby Come On, The Turn (Raekwon mandou bem), The Prequel 
Piores Faixas: The Motto, We Some Dogs (Redman e Snoop Dogg decepcionaram), Act Right, Never Hold Back, Tease, Crooked Letter I, Who Ya Rollin Wit

4:21... The Day After – Method Man





















NOTA: 6/10


Dois anos se passaram, e foi lançado o que é, até então, realmente o último álbum do Method Man, o 4:21... The Day After. Após o Tical 0: The Prequel, o rapper decidiu apostar novamente em rimas técnicas e uma atmosfera muito mais próxima do chamado Hardcore Rap. Embora não seja um retorno completo ao minimalismo do Tical, o álbum procura equilibrar a sonoridade clássica do Wu-Tang com a evolução da produção do Rap dos anos 2000. A produção contou com RZA, Eric Sermon, Mathematics, Scott Storch e outros, que adotaram uma abordagem mais orgânica, com batidas mais pesadas, baterias fortes, pianos melancólicos e linhas de baixo marcantes, dialogando tanto com o Boom Bap quanto com o Chipmunk Soul. Mas, fica tudo muito bagunçado, com o flow do Method Man não se encaixando bem nos instrumentais. O repertório começa bem, mas depois decai com canções fracas. Enfim, é um álbum mediano ao qual faltou algo mais. 

Melhores Faixas: Got To Have It, Dirty Mef (ODB amassando), Is It Me, Problem, Presidential MC (Raekwon e RZA mandaram bem) 
Piores Faixas: Somebody Done F**ked Up, Ya'Meen (Fat Joe não entregou nada), 4:20, 4 Ever

 

Review: ALFA do Major RD

                   ALFA – Major RD NOTA: 5/10 Recentemente foi lançado o mais novo álbum do Major RD, o ALFA, que quis ser conceitual. Após ...