segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Analisando Discografias - Jé

                 

Re: Ciclo, Lado A – Jé Santiago





















NOTA: 8/10


Em 2017, Jé Santiago lançava sua mixtape Re: Ciclo, Lado A, que trazia uma abordagem bem diferente. Após o lançamento do Calzone Tapes, Vol. 1 com a Recayd, o rapper já estava iniciando seus trabalhos solos, só que, nessa época, ele não estava totalmente orientado para o Trap, já que fazia uma parada que era muito orientada para um lado mais puxado para love songs. Com isso, ele fez uma obra que reciclava momentos e sentimentos. A produção contou com Aren, The Boy, Rocca Beat, entre outros, que colocaram beats limpos orientados para o R&B alternativo, Trap e alguns elementos de Afrobeats. Aqui, os flows do Jé são bem mais cadenciados, além de ter momentos mais orientados para vocais melódicos e sentimentais. O repertório é legalzinho, e as canções são bem envolventes e, ao mesmo tempo, suaves. No fim, é um ótimo projeto e que é bastante subestimado. 

Melhores Faixas: Netflix, Jovem $anti Season 2.0 
Vale a Pena Ouvir: O Que Ela Quer, Vícios, Tão Distantes

O Bagulho É Trap – Jé





















NOTA: 9/10


No ano de 2020, foi lançado o 1º álbum solo do Jé, o sensacional O Bagulho É Trap. Após Re: Ciclo, Lado A, o rapper se consolidou na Recayd Mob, tornando-se também um dos principais nomes da cena do Trap nacional, já que sabia fazer canções ágeis e cheias de vibe. Ao mesmo tempo, ele já não precisava provar que conseguia transitar entre estilos: a questão agora era descobrir até onde poderia levar sua identidade dentro do Trap propriamente dito. A produção foi feita inteiramente pelo Nagalli, que colocou beats orgânicos contando com 808s pesados, hi-hats constantes, pads e ambiências sutis que funcionam como plano de fundo e podem dialogar tanto com Trap quanto com Cloud Rap em alguns momentos. Os flows do Jé são bem precisos e, às vezes, cadenciados. O repertório é incrível, e as canções são bem energéticas e, ao mesmo tempo, atmosféricas. No final de tudo, é um belo álbum, muito consistente. 

Melhores Faixas: Diñero, Intro (Traphouse), Studio (Derek mandou bem) 
Vale a Pena Ouvir: Champagne, Stripper

O Bagulho É Trap II – Jé





















NOTA: 9,2/10


No ano de 2023, Jé voltou com o maravilhoso O Bagulho É Trap II, que foi bem mais fluido. Após o álbum anterior, o rapper tinha recém-criado seu próprio selo, assim como Derek, a TrapHits (que está viva até hoje), além de também ter aparecido, nesse meio-tempo, em alguns outros projetos. Para esse trabalho, ele decidiu fazer algo que fosse mais estético, explorando um caminho mais ousado. A produção contou com Nagalli, Lucas Spike, Celo1st, Neckklace, entre outros, que colocaram beats mais pesados, com 808s bem marcados, hi-hats rápidos, synths melódicos e pads atmosféricos que funcionam tanto para o Trap quanto para o Cloud Rap. Os flows do Jé ficaram mais técnicos, conseguindo surfar na wave, seja em momentos melódicos ou mais densos. O repertório é incrível, e as canções são bem divertidas e, ao mesmo tempo, atmosféricas. No geral, é um baita álbum que conseguiu superar o anterior em todos os sentidos. 

Melhores Faixas: Rick Ross, Bola Outro (Brocasito amassou), Camuflado de BAPE, Porsche "Ye Yo", Nos Tempos de Motorola, Racks On Racks 
Vale a Pena Ouvir: Megatron, Guap

Nova Ordem Mixtape – Jé





















NOTA: 8/10


Em 2024, foi lançado o trabalho mais recente do Jé, que foi Nova Ordem Mixtape. Após O Bagulho É Trap II, ele decidiu fazer um projeto que não só reafirmava sua posição na cena, mas também dava uma chance para o pessoal da sua gravadora aparecer nessa mixtape. O rapper afirmou que se inspirou em trabalhos de Jay-Z, Emicida e Kanye West para poder fazer isso aqui. A produção foi diversificada, contando com Rare Kidd, Isaac, Tuti, entre outros, que colocaram beats amplos que transitam entre o Trap tradicional, Plugg, Detroit e o Trap Soul. Contando, assim, com 808s fortes, hi-hats discretos, sintetizadores melódicos e, às vezes, alguns pads atmosféricos. Os flows do Jé continuam bem técnicos e precisos, conseguindo fluir entre os outros participantes. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas e até mais leves. Em suma, é um ótimo projeto que cumpre seu papel. 

Melhores Faixas: Eu Sou O Mano, Odeio Ficar Sóbrio, Eu Tenho Isso 
Vale a Pena Ouvir: Anjos & Demônios, Abençoado pt. 2, Arrogante


                                                                             É isso, um abraço e flw!!!                      

Analisando Discografias - Jé

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