Passagem De Ida – Manitu
NOTA: 8/10
Em 2003, o Manitu lançava seu álbum de estreia, intitulado Passagem de Ida, em um momento interessante. Formado em 2001, na capital mineira, Belo Horizonte, por Alexandre Maia (vocais), Fabão (baixo), Daniel Couto (guitarra) e Emerson Neiva (bateria), eles surgem num período em que o reggae nacional estava no seu ápice comercial, tornando-se uma banda realmente orientada para o gênero, já que a coisa mais parecida que havia na época era o Skank. A produção, feita por BRFerretti e pela própria banda, seguiu um som limpo e dinâmico. As guitarras skankeadas são bastante definidas, o baixo possui linhas melódicas e a bateria é bem sustentável. Os vocais do Xande são bem melódicos e descontraídos, dialogando, assim, com o Pop Reggae e um pouco do Pop Rock. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas, trazendo uma atmosfera bastante leve. No fim, é um ótimo disco de estreia e bastante coeso.
Melhores Faixas: Fico a te esperar, Menina do mar, Ócio Criativo
Vale a Pena Ouvir: Tô na estrada, Estória, Fuchiqueira, Dez Segundos
Manitu – Manitu
NOTA: 8,4/10
No ano de 2006, o Manitu lançava seu 2º disco autointitulado, que trouxe algumas pequenas mudanças. Após o Passagem de Ida, eles tinham conseguido consolidar um público na cena underground e lançaram alguns EPs nesse meio-tempo. Com isso, decidiram fazer um trabalho que fosse bem mais amplo e que mostrasse um amadurecimento em seus temas, abordando acontecimentos cotidianos, relacionamentos e frustrações. A produção, feita pela banda junto com Eduardo Toledo, caminhou para um som mais acessível, mas que manteve aquela essência deles, puxada para o Pop Reggae, com Rock e alguns elementos do Ska. As guitarras ficaram mais expressivas e com riffs influenciados pelo Skank, o baixo possui linhas melódicas e a bateria consegue ser bem variada, enquanto os vocais do Xande ficaram mais seguros. O repertório é ótimo, com algumas canções mais melódicas e outras mais cadenciadas. Enfim, é um disco bacana que mostrou uma evolução.
Melhores Faixas: E Agora, Fico a te esperar, Tanta Ideia
Vale a Pena Ouvir: Ócio Criativo, Bizarre Love Triangle, Estrela Perfeita
De tempos em tempos – Manitu
NOTA: 3/10
Três anos se passaram, e o Manitu lança seu último álbum até então, o De tempos em tempos. Após o álbum de 2006, a banda tinha começado a aparecer em grandes festivais, inclusive chegando a abrir o show do New Order. Para esse novo álbum, eles queriam demonstrar que sua identidade não dependia de ficar presa a um único gênero. Os temas giram em torno dessa ideia de amadurecimento sem abandonar as raízes: a banda queria evoluir musicalmente, mas continuar reconhecível. Produção, conduzida por Clemente Magalhães, colocou um som bem mais polido e radiofônico, com as guitarras ficando bem mais definidas, o baixo tendo um maior protagonismo com linhas expressivas e a bateria trazendo um pouco mais daquela influência jamaicana. Só que isso acaba virando uma bagunça, já que, uma hora, é Pop Reggae; depois, Ska ou Surf music. O repertório é muito fraco, com várias canções ruins e poucas que se salvam. No fim, é um disco ruim e muito confuso.
Melhores Faixas: Lembrar de Amar, Foi Você, A cada Olhar
Piores Faixas: Amigos, Linda, Sonho, Surreal, De Tempos em Tempos