segunda-feira, 1 de junho de 2026

Analisando Discografias - Boards Of Canada: Parte 2

                  

Tomorrow's Harvest – Boards Of Canada





















NOTA: 8,5/10


Indo para 2013, o Boards of Canada retorna com mais um disco, o Tomorrow's Harvest. Após o The Campfire Headphase, a dupla praticamente desapareceu da esfera pública. O anúncio do álbum foi feito por meio de campanhas enigmáticas, códigos escondidos e mensagens fragmentadas espalhadas pela internet e por transmissões televisivas, algo que reforçou imediatamente o clima conspiratório do projeto. A produção foi bem cinematográfica, evocando as trilhas sonoras de filmes dos anos 70 e 80. Os sintetizadores analógicos seguem degradados, mas os timbres são muito mais secos e áridos. As baterias ficaram mais mecânicas e lentas, e as batidas parecem funcionar como pulsações distantes dentro de paisagens abandonadas, dialogando muito com a música ambiente e o Prog eletrônico. O repertório é legal, tem boas canções e algumas que parecem meio soltas. Enfim, é um ótimo álbum, que é bastante sombrio, mas que tem algumas falhas. 

Melhores Faixas: Reach For The Dead, Jacquard Causeway, Nothing Is Real, Come To Dust, Cold Earth, White Cyclosa, New Seeds 
Piores Faixas: Transmisiones Ferox, Split Your Infinities

Inferno – Boards Of Canada





















NOTA: 9,9/10


Foi apenas 13 anos depois que o Boards of Canada retornou com um novo disco, o Inferno. Após o Tomorrow's Harvest, o anúncio desse novo álbum veio acompanhado por uma campanha extremamente enigmática, envolvendo fitas VHS misteriosas enviadas para fãs, pôsteres espalhados por cidades ao redor do mundo e códigos escondidos em sites antigos ligados à dupla. E aqui eles decidiram aprofundar ainda mais os elementos esotéricos, religiosos e existenciais que já apareciam discretamente em obras anteriores. A produção foi bem cinematográfica e detalhada, com sintetizadores analógicos degradados carregados de melancolia, além da presença de manipulação de fita, guitarras processadas, drones densos, batidas hipnóticas e samples misteriosos, fundindo IDM, Downtempo, Hauntologia, Prog eletrônico e Synthwave. O repertório é sensacional, e as canções são bastante profundas e espirituais. No fim, é um baita disco e um dos melhores do ano. 

Melhores Faixas: Naraka, Deep Time, You Retreat In Time And Space, Blood In The Labyrinth, Prophecy At 1420 MHz, The Word Becomes Flesh, Into The Magic Land, Father And Son, Age Of Capricorn 
Vale a Pena Ouvir: Arena Americanada, All Reason Departs, Memory Death, The Process

   

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