quarta-feira, 27 de maio de 2026

Analisando Discografias - Vulgo FK

                 

Perdas & Ganhos – Vulgo FK





















NOTA: 9/10


Em 2023, o Vulgo FK lançava seu álbum de estreia intitulado Perdas & Ganhos. A trajetória do rapper paulista começou por volta de 2017, quando lançou o single Meu Bem, além de fazer vídeos de covers nas redes sociais, até que foi descoberto pelo saudoso MC Kevin, que o apadrinhou. Com o tempo, ele foi lançando singles até assinar com a Som Livre. Esse trabalho carrega um conceito que gira em torno da dualidade entre ascensão financeira e desgaste emocional. A produção foi diversificada, contando com Nagalli, Wall Hein, Bvga Beatz, Pedro Lotto, entre outros, que trouxeram uma abordagem polida, com beats melódicos, reverbs amplos, linhas de teclado atmosféricas e baterias secas, criando uma sensação constante de solidão, mesmo nas músicas mais luxuosas, fazendo um equilíbrio interessante entre Trap e R&B. O repertório é incrível, e as canções são todas bem envolventes. No fim, é um belo álbum de estreia, além de ser um trabalho bastante coeso. 

Melhores Faixas: Ballena (Veigh e MC PH combinaram demais), Voltar No Tempo, Perdas (Introdução), 2023 (MC Ryan SP até mandou bem), Bad, Amanda, Jacaré No Peito (Borges e KayBlack mandando bem) 
Vale a Pena Ouvir: Meu Neném, Celine (KayBlack amassando), Porsche Hortelã

O Último Romântico Online – Xamã & Vulgo FK





















NOTA: 2,5/10


Ainda naquele ano, o Xamã e Vulgo FK lançavam um EP colaborativo, O Último Romântico Online. Antes de lançar Perdas & Ganhos, o FK foi convidado pelo Xamã para fazer um trabalho bem mais orientado a love songs e que também unisse dois universos: o romantismo boêmio e poético do Xamã misturado à sensualidade noturna e emocional do FK. A produção, feita por Pedro Lotto, Galdino, entre outros, foi extremamente polida e orientada para o streaming, com beats extremamente melódicos, atmosféricos e focados em melodias pegajosas. Mas o grande problema é que o principal nome do projeto é completamente ofuscado pelas feats e pelo Vulgo FK, que basicamente tenta carregar esse projeto nas costas, enquanto o Xamã só aparece na metade das músicas, além de fazer um flow repetitivo e usar mal o auto-tune. O repertório é péssimo, e as canções são bem genéricas, com poucas que se salvam. No fim, é um EP horrível e esquecível. 

Melhores Faixas: O Último Romântico Online (Chefin sendo melhor que o Xamã), Conteúdo Exclusivo (Orochi indo bem) 
Piores Faixas: Dona Encrenca, Meia Noite, Se Acaba (Don Juan e Ryan SP mal demais)

F**K SONGS – Vulgo FK





















NOTA: 2,5/10


No ano seguinte, o Vulgo FK retornava com seu 2º álbum, o F**K Songs (capa feia eu sei). Após Perdas & Ganhos, o rapper decidiu fazer um trabalho que priorizasse a sensualidade e as relações amorosas, em vez da dualidade existencial de antes. Além disso, o título funciona como um trocadilho entre “FK” e “fuck songs”, deixando claro o foco temático do projeto: sexo, desejo e noites urbanas. A produção foi bastante diversificada, contando com Murillo e LT no Beat, Honaiser e afins, que tentaram trazer uma abordagem mais comercial, com um maior foco no Trap Soul, com elementos do R&B alternativo e música Pop. As beats são mais sofisticadas, com sintetizadores suaves, baixos profundos, mas discretos, e baterias minimalistas. Porém, o maior problema é que tudo fica muito arrastado e beira o repetitivo. O repertório é fraquíssimo, com love songs bem sem graça e poucas realmente boas. No geral, é um álbum péssimo e que acabou sendo um tropeço. 

Melhores Faixas: OI (Ryu carregou), FORA DE COGITAÇÃO, PAUSA (Yunk Vino mandou bem) 
Piores Faixas: FOGO E GASOLINA, USEM CAMISINHA, LEONINO (Caio Luccas dessa época é triste), CALVIN KLEIN (coitado do Veigh), CABE NA MINHA MÃO, IPHONE 15

FKAY – Vulgo FK & Kayblack





















NOTA: 2/10


Então chegamos a 2025, quando Vulgo FK e KayBlack lançaram o álbum colaborativo FKAY. Após o péssimo F**K Songs, o FK, que já tinha uma certa parceria com o KayBlack, decidiu se reunir com ele em um projeto que, advinha, seria focado em love songs, já que ambos sempre abordaram temas ligados a romance, vulnerabilidade, noites urbanas e ascensão social. A produção contou com os mesmos nomes, além de alguns novos, como Fepache e D Santana, que seguiram uma abordagem altamente comercial, colocando aqueles mesmos beats melódicos, synths etéreos, reverbs profundos, baterias discretas e baixos suaves que dominam praticamente todas as faixas, misturando Trap, R&B alternativo e Trapfunk (em 2025, putz). E assim, novamente, tudo soa repetitivo e feito para hitar no TikTok. O repertório é péssimo, e as canções são todas bem genéricas, com poucas realmente interessantes. No fim, é um álbum terrível e que não funcionou. 

Melhores Faixas: ERREI DNV 🔄, TEMPO PASSA ⏳ 
Piores Faixas: TENTAR SER BREVE 🤷🏾‍♀️, INTERFERIR 🚫, FOTO BOMBA 💣, RELAÇÃO 👩‍❤️‍👨

  

Review: MALINO do Leviano

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