King's Disease II – Nas
NOTA: 8,9/10
No ano seguinte, Nas lançou o King's Disease II, que seguiu por um caminho ainda mais variado. Após o King's Disease, o rapper encontrava-se em uma posição rara: mais de vinte e cinco anos após sua estreia com Illmatic, ele vivia um dos períodos mais elogiados de sua trajetória artística, estando completamente confortável em seu papel de veterano respeitado e utilizando décadas de experiência para refletir sobre riqueza, legado, sobrevivência, família e crescimento pessoal. A produção do Hit-Boy foi mais expansiva e ambiciosa, com samples bastante variados, indo do Soul, Funk, R&B e Gospel. Tudo isso transita entre Boom Bap, Jazz Rap e alguns momentos de trap, fazendo com que Nas explore um flow mais variado, algo que funciona muito bem. O repertório é ótimo, e as canções são profundas e bem construídas. No fim, é um ótimo disco, bastante elegante e reflexivo.
Melhores Faixas: Moments (Lauryn Hill amassou), Death Row East, Moments, Store Run, The Pressure, Rare, Nas Is Good
Vale a Pena Ouvir: 40 Side, Count Me In, My Bible
Magic – Nas
NOTA: 9,8/10
Melhor Faixa: Windowlicker
Vale a Pena Ouvir: Nannou, Equation (Formula)
King's Disease III – Nas
NOTA: 10/10
E aí, no fim do ano de 2022, ele enfim retornou com o tão aguardado King's Disease III. Após O Magic, a expectativa para essa continuação era enorme. Muitos fãs se perguntavam se ainda existiam novos caminhos a serem explorados dentro do conceito iniciado em 2020. Em vez de simplesmente repetir fórmulas anteriores, Nas utilizou o álbum como uma oportunidade para fazer um balanço abrangente de sua vida, sua carreira e seu legado. A produção de Hit-Boy foi para um lado mais diversificado, com beats bem orgânicos; pianos elegantes, cordas discretas, baixos profundos e baterias cuidadosamente programadas aparecem constantemente. Os elementos dO Boom Bap, Jazz Rap, Trap e Chipmunk Soul são combinados de forma riquíssima, enquanto os flows do Nas atingem um nível técnico impressionante. O repertório é sensacional, sendo praticamente uma coletânea, só tendo música incrível. Enfim, é um álbum sensacional e uma obra-prima.
Melhores Faixas: Legit, Thun, Reminisce, Michael & Quincy, Once A Man, Twice A Child, First Time, I'm On Fire, Beef
Vale a Pena Ouvir: Get Light, Ghetto Reporter, Don't Shoot
Magic 2 – Nas
NOTA: 8,8/10
Mais um ano se passou, e Nas lançou Magic 2, que seguiu um caminho diferente. Após o fim da trilogia King's Disease, foi decidido voltar para essa outra trilogia, focada em álbuns menos conceituais e mais centrados na química entre Nas e Hit-Boy, na excelência técnica e na capacidade de criar músicas envolventes. O álbum apresenta o rapper confortável com sua posição histórica, mas ainda curioso, criativo e disposto a explorar diferentes atmosferas musicais. A produção seguiu por um aspecto mais diversificado, com beats mais variados, transitando entre Jazz Rap, Boom Bap e Trap. Os samples são mais puxados para Soul, Funk e até Reggae, mostrando que Hit-Boy ampliou seu leque musical. Com isso, temos texturas sonoras variadas e arranjos que mantêm a audição dinâmica. O repertório é muito bom, e as canções são divertidas, além de bastante profundas. Enfim, é um ótimo disco que consegue ser muito agradável.
Melhores Faixas: Motion, Office Hours (50 Cent mandou bem), What This All Really Means, One Mic, One Gun (ótima feat do 21 Savage)
Vale a Pena Ouvir: Bokeem Woodbine, Earvin Magic Johnson, Slow It Down





