terça-feira, 25 de agosto de 2026

Analisando Discografias - Dfideliz

                  

Sou Rock N’ Roll – Dfideliz





















NOTA: 8,7/10


Em 2019, o Dfideliz lançava seu 1º álbum solo, intitulado Sou Rock N’ Roll, que trouxe algo bem interessante. Após o lançamento do Calzone Tapes, Vol. 2, o rapper, que tinha lançado pouco material solo fora da Recayd, decidiu preparar um álbum que sugere uma postura de atitude, rebeldia e liberdade, mas também passa por temas como morte, dinheiro, relacionamentos, identidade negra, drogas, ascensão social e vida na rua. A produção foi diversificada, contando com Nagalli, Pedro Lotto, DJ Felipe Rosa e outros, que colocaram beats pesados, carregados de 808s distorcidos, hi-hats discretos e pads atmosféricos, que conseguem dialogar tanto com o Trap e o Cloud Rap quanto com alguns momentos do R&B alternativo e Boom Bap. Os flows do Dfideliz alternam entre momentos cadenciados e mais melódicos. O repertório é muito bom, e as canções são bem imersivas e melódicas. No fim, é um ótimo álbum que envelheceu muito bem. 

Melhores Faixas: Fideliz Cê é Preto Carai, Axé (BK e Djonga amassaram), Essa Noite Eu Bebi, Interlúdio (Jé ficou só no refrão), Transei Com a Morte 
Vale a Pena Ouvir: Sou Rock N' Roll, Oração, Hoje Eu Tô Bem
  

Essa Minha Vida Bandida – Dfideliz





















NOTA: 3/10


No ano de 2023, o Dfideliz retornou lançando seu 2º e último álbum solo até então, o Essa Minha Vida Bandida. Após o Sou Rock N’ Roll, com o hiato da Recayd Mob, o rapper acabou assinando com a Mainstreet Records e já começava a preparar um projeto que gira principalmente em torno da ascensão social de um jovem negro, passando por dinheiro, criminalidade, relacionamentos, saudade, responsabilidade e gratidão. A produção contou com Nagalli, Galdino, RUNX e vários outros, que colocaram uma abordagem um pouco mais limpa, com beats amplos, carregados de 808s fortes, hi-hats constantes e pads atmosféricos, fazendo algo mais puxado para o Trap tradicional, mas com elementos do Jersey e do Trapfunk. Mas é aquilo: tudo soa muito sem graça e sem imersão, e os flows do Dfideliz não conseguem empolgar. O repertório é ruim, tendo canções genéricas e poucas interessantes. Enfim, é um trabalho fraco e esquecível. 

Melhores Faixas: Casaco de Grife (Leviano levou o som para ele), Sinto Mó Saudade, Preto Rico 2 
Piores Faixas: Intriga, Faço Dinheiro, Vudu, Meia Noite

Que A Vida Seja Jazz – Dfideliz





















NOTA: 3/10


Então chegamos a 2024, quando foi lançado o mais recente projeto dele, o EP Que A Vida Seja Jazz. Após o Essa Minha Vida Bandida, o Dfideliz acabou preparando um trabalho mais puxado para liberdade, família, perdas, amizade, espiritualidade, ambição e a experiência de ser um homem negro vindo da periferia. Além disso, esse projeto acabou sendo o último com a Mainstreet, já que ele já estava insatisfeito com os rumos da gravadora do Orochi. A produção contou com Lucas Spike, Baby, C4rlinhxs, Celo1st e Miguelisaneko, que colocaram uma abordagem mais refinada e melódica, com beats mais limpos, graves fortes, hi-hats discretos e baterias secas, que seguem uma abordagem do Trap, mas com elementos do Jazz Rap e R&B. O problema é que tudo é recheado de clichês previsíveis e com alguns flows cansativos. O repertório é fraco: tem canções legais e outras genéricas. Em suma, é um EP ruim e que não tem muito impacto. 

Melhores Faixas: Que A Vida Seja Jazz, Pra Que Eu Vou Chorar?, Desde 2016 
Piores Faixas: Jeito Livre de Ser, Deus É Insano, Faça Sua Própria Grana, Jeito Livre de Ser


                                                                                    Então é só e flw!!!     

Analisando Discografias - Nails

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