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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Analisando Discografias - Nails

                 

Obscene Humanity – Nails





















NOTA: 8/10


Em 2009, o Nails lançava seu primeiro trabalho no formato EP, intitulado Obscene Humanity. Formado em 2007 na cidade de Oxnard, na Califórnia, por Todd Jones (vocais e guitarra), John Gianelli (baixo) e Tom Hogan (bateria), o grupo trazia uma proposta extremamente agressiva e direta. O objetivo parecia ser justamente trabalhar com intensidade, velocidade e brutalidade, recuperando aquela sensação de urgência do hardcore mais extremo. A produção feita por Alex Estrada, que colocou um som extremamente cru e pesado, unindo elementos do Grindcore com o Metalcore. Com isso, temos guitarras agressivas, enquanto a bateria transmite uma sensação quase caótica, e o baixo ajuda a engrossar a massa sonora. Os vocais dp Todd são extremamente ásperos e funcionam quase como uma extensão dos instrumentos. O repertório é muito bom, e as canções são bastante pesadas e claustrofóbicas. Enfim, é um belo EP e era apenas uma amostra. 

Melhores Faixas: Disorder, Alienate You I, White Walls 
Vale a Pena Ouvir: Lies, Alienate You II

Unsilent Death – Nails





















NOTA: 10/10


Em 2010, o Nails lançava seu álbum de estreia, o clássico e sensacional Unsilent Death. Após o EP Obscene Humanity, a banda passou por algumas mudanças, com o baterista Tom Hogan saindo e Taylor Young entrando em seu lugar. A proposta estava muito mais definida: músicas extremamente curtas, velocidade elevada, riffs simples e violentos e uma atmosfera constantemente hostil. A produção ficou a cargo de Kurt Ballou, do Converge, que deixou o som ainda cru e extremamente agressivo, contando agora com ainda mais elementos de Crust Punk, além, é claro, do Metalcore e do Grindcore. As guitarras possuem bastante peso, o baixo engrossa ainda mais essa sonoridade, a bateria tem bastante presença e os vocais continuam ásperos, sem qualquer tentativa de suavizar a performance. O repertório é maravilhoso, sendo praticamente uma coletânea de canções avassaladoras. No geral, é um baita disco e certamente uma obra-prima do Metal. 

Melhores Faixas: Unslient Death, Depths, Suffering Soul, Scum Will Rise, No Servant 
Vale a Pena Ouvir: Conform, Your God

Abandon All Life – Nails





















NOTA: 9,8/10


Em 2013, o Nails retornava com seu 2º álbum, o Abandon All Life, que trouxe um reforço em seu peso. Após o Unsilent Death, esse novo trabalho representa um avanço porque a banda chega aqui com uma identidade muito mais consolidada e uma ambição maior dentro de uma proposta que continua sendo extremamente curta e agressiva. A diferença mais importante é que eles passam a explorar melhor o contraste entre velocidade e peso. A produção do Kurt Ballou, que colocou um som extremamente pesado e comprimido, mas sem transformar a banda em uma massa completamente indistinguível. As guitarras estão muito mais encorpadas e possuem uma quantidade enorme de distorção. O baixo ajuda a aumentar o peso, a bateria ganha bastante força, com os ataques sendo verdadeiras metralhadoras, e os vocais ásperos e urgentes de Todd Jones reforçam tudo. O repertório é incrível, e as canções são ainda mais caóticas. Enfim, é outro belo disco e bastante equilibrado. 

Melhores Faixas: Wide Open Wound, Suum Cuique, In Exodus, God's Cold Hands 
Vale a Pena Ouvir: Tyrant, Pariah, No Surrender, Absolute Control

You Will Never Be One Of Us – Nails





















NOTA: 9/10


Três anos se passaram, e o Nails lançava um trabalho novo, o You Will Never Be One of Us. Após o Abandon All Life, a banda chega a um ponto de maior maturidade sem abandonar aquilo que sempre foi essencial para ela: músicas curtas, agressivas, riffs esmagadores e uma postura extremamente confrontadora. A banda deixa sua sonoridade ainda mais pesada e trabalha melhor os contrastes entre velocidade, groove e momentos mais arrastados, aproveitando agora o fato de estar em uma das maiores gravadoras de Metal, a Nuclear Blast. A produção ficou extremamente seca e agressiva, mas que tem muita definição. As guitarras possuem uma distorção muito densa, enquanto a bateria e o baixo são extremamente presentes, e os vocais do Todd Jones continuam ásperos. Com isso, a banda consegue juntar todas as suas influências em um único álbum. O repertório é incrível, e as canções são esmagadoras e sufocantes. No geral, é outro álbum espetacular e preciso. 

Melhores Faixas: You Will Never Be One Of Us, Violence Is Forever, Life Is A Death Sentence, They Come Crawling Back 
Vale a Pena Ouvir: Friend To All, Into Quietus, In Pain

Every Bridge Burning – Nails





















NOTA: 8,7/10


No ano de 2024, foi lançado o 4º e mais recente álbum da banda, o Every Bridge Burning. Após o You Will Never Be One of Us, o Nails enfrentou uma grande baixa: durante a pandemia, o baixista John Gianelli e o baterista Taylor Young acabaram saindo, e, no lugar deles, entraram Andrew Solis e Carlos Cruz. Além disso, houve a entrada de um guitarrista adicional, Shelby Lermo. Com isso, a banda toda repaginada, volta com uma abordagem mais metálica e guitarras mais trabalhadas. A produção seguiu por um caminho pesado e ainda mais denso, juntando Grindcore, Metalcore e Powerviolence. As guitarras possuem bastante corpo e distorção, a bateria apresenta ataques rápidos e grooves impactantes, o baixo consegue ser bem cortante, e os vocais do Todd continuam ásperos e carregados de uma ferocidade infernal. O repertório é muito bom, e as canções são bem pesadas e carregam temas de desconforto. No fim, é um ótimo disco, mesmo que seja o mais fraco deles. 

Melhores Faixas: Give Me The Painkiller, No More River To Cross, Every Bridge Burning, Lacking The Ability To Process Empathy 
Vale a Pena Ouvir: Dehumanized, Punishment Map, Imposing Will


                                                                                              Bom é isso e flw!!!          

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