domingo, 30 de agosto de 2026

Analisando Discografias - Invisible

                  

Invisble – Invisible





















NOTA: 9,7/10


Era 1974, e surgiu mais um álbum de estreia de outra banda argentina chamada Invisible. Após o fim do Pescado Rabioso, Spinetta estava cada vez mais interessado em abandonar as estruturas convencionais do Rock e explorar uma linguagem mais pessoal, poética e aberta. Com isso, ele formou um trio com o baixista Carlos Alberto “Machi” Rufino e o baterista Héctor “Pomo” Lorenzo. A proposta era fazer um álbum que soasse simultaneamente pesado, delicado, psicodélico e progressivo. A produção seguiu um caminho ambicioso, contendo uma junção do Rock Progressivo com elementos do Jazz-Rock, Folk e Hard Rock. As guitarras são mais limpas e bem executadas, o baixo é bastante presente e a bateria possui seu peso, enquanto os vocais de Spinetta são carregados de energia e expressão. O repertório é maravilhoso, e as canções são bem cadenciadas e cheias de complexidade. No fim, é um baita disco de estreia e era só o começo. 

Melhores Faixas: Azafata Del Tren Fastasma, El Diluvio Y La Pasajera, Lo Que Nos Ocupa Es Esa Abuela. La Conciencia Que Regula El Mundo, Jugo De Lúcuma 
Vale a Pena Ouvir: Irregular, Suspensión
  

Durazno Sangrando – Invisible





















NOTA: 10/10


No ano seguinte, foi lançado o 2º álbum do Invisible, o maravilhoso Durazno Sangrando. Após o álbum de estreia, eles foram para uma direção mais conceitual, introspectiva e espiritual, sem abandonar a complexidade instrumental. Spinetta estava cada vez mais interessado em transformar suas composições em experiências que ultrapassassem o formato tradicional. Sua escrita passava a trabalhar com imagens de natureza, consciência, corpo, sonho e espiritualidade, enquanto a música acompanhava esse universo com estruturas mais fluidas. A produção foi bem mais refinada e atmosférica, contendo uma preocupação maior em criar espaços, contrastes e texturas. As guitarras variam entre momentos delicados e timbres limpos, o baixo de Machi fornece linhas sustentáveis e a bateria de Pomo é bastante tensa. O repertório é curtinho, contendo 5 faixas que são todas sensacionais. Enfim, é um disco incrível e uma verdadeira obra-prima. 

Melhores Faixas: Durazno Sangrando, Encadenado Al Ánima, En Una Lejana Playa Del Ánimus 
Vale a Pena Ouvir: Pleamar De Águilas, Dios De Adolescencia

El Jardín De Los Presentes – Invisible





















NOTA: 10/10


Então chegamos a 1976, quando o Invisible lançava seu 3º e último álbum, o atemporal El Jardín de los Presentes. Após o Durazno Sangrando, esse trabalho representa uma mudança importante porque, embora o trio continue sendo o núcleo da banda, o som se torna mais amplo. Spinetta passa a trabalhar com outros músicos e acrescenta novas cores aos arranjos. A entrada de músicos como Tomás Gubitsch na guitarra permite que as composições ganhem uma dimensão instrumental muito maior. A produção foi muito bem detalhada, trazendo um som orgânico e juntando Rock Progressivo e Art Rock com elementos do Jazz-Rock, psicodelia e Tango. As guitarras ficaram bem texturizadas e harmônicas, o baixo possui linhas bem melódicas e a bateria é cheia de variações e acentos, enquanto os vocais do Spinetta são muito seguros. O repertório é incrível e parece uma coletânea. No fim, é um disco excepcional e também um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Los Libros De La Buena Memoria, El Anillo Del Capitán Beto, Ruido de Magia 
Vale a Pena Ouvir: Las Golondrinas De Plaza De Mayo, Doscientos Años


                                                                                        É isso, então flw!!!          

Analisando Discografias - Invisible

                   Invisble – Invisible NOTA: 9,7/10 Era 1974, e surgiu mais um álbum de estreia de outra banda argentina chamada Invisible....