quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Analisando Discografias - Sleep Token

                  

One – Sleep Token





















NOTA: 8/10


Em 2016, o Sleep Token lançou seu 1º EP, intitulado One, que serviu como uma espécie de prólogo. A banda, formada naquele ano por duas pessoas cuja verdadeira identidade não conhecemos, vindo lá de Londres, tinha uma proposta que misturava Metal moderno com elementos de atmosferas ambientes, piano e toques do R&B. O que acontece é o seguinte: o vocalista Vessel acabou recebendo a presença de uma entidade ancestral chamada Sleep em seus sonhos e, com isso, passou a adorá-lo, enquanto o baterista II é praticamente um receptáculo secundário. A produção, feita por George Lever, colocou um som bem detalhado, deixando espaço entre os instrumentos e permitindo que o piano, os sintetizadores e a voz tenham uma presença muito forte antes que as guitarras e a bateria apareçam para aumentar a dimensão das músicas. O repertório contém 3 faixas muito boas, que servem como o começo dessa história. No geral, é um ótimo EP e era só o comecinho. 

Melhores Faixas: Fields Of Elation, Thread The Needle 
Vale a Pena Ouvir: When The Bough Breaks

Two – Sleep Token





















NOTA: 8/10


No ano seguinte, eles retornam com seu 2º EP e aqui as coisas começam a ficar mais sérias. Após o One, que ainda soava como um projeto experimentando diferentes possibilidades, aqui existe uma sensação maior de direção. As músicas continuam longas e atmosféricas, mas as transições parecem mais naturais e a composição consegue equilibrar melhor melodia, ambientação e peso. Já na lore, aqui começa uma série de atritos entre essa adoração exagerada do Vessel por Sleep. A produção foi a mesma, só que seguiu por um caminho mais elaborado, juntando elementos do metal alternativo com o metal progressivo e um pouco do R&B alternativo. O piano e as texturas ambientais continuam tendo um papel importante, enquanto as guitarras e a bateria aparecem principalmente para ampliar os momentos de tensão, deixando os vocais do Vessel mais próximos. O repertório novamente contém 3 faixas muito boas. Enfim, é um ótimo EP e ainda mais imersivo. 

Melhores Faixas: Jericho, Calcutta 
Vale a Pena Ouvir: Nazareth

Sundowning – Sleep Token





















NOTA: 9/10


Em 2019, o Sleep Token lançou seu então aguardado álbum de estreia, o Sundowning. Após os EPs One e Two, a banda assinou com a Spinefarm e, aqui, decidiu fazer um trabalho que mostra todo o conceito da lore deles, que parece funcionar como uma jornada emocional, com temas relacionados a desejo, dependência, intimidade, sofrimento, obsessão e todo esse relacionamento complicado do Vessel com a divindade Sleep, que só olha para ele como mais um receptáculo. A produção, feita por George Lever, deixou um som bem dinâmico, transitando entre Metal alternativo, Djent, Art Pop e Pop alternativo. Com isso, temos guitarras bem texturizadas; o baixo sustenta o movimento, enquanto a bateria consegue definir cada proposta das músicas, deixando os vocais do Vessel transmitirem emoção e uma certa intensidade. O repertório é incrível, e as canções são belíssimas e imersivas. Em suma, é um baita disco de estreia e bem estruturado. 

Melhores Faixas: The Offering, Gods, The Night Does Not Belong To God, Sugar, Blood Sport, Say That You Will 
Vale a Pena Ouvir: Higher, Levitat, Dark Signs

This Place Will Become Your Tomb – Sleep Token





















NOTA: 9,2/10


Dois anos se passaram, e o Sleep Token lançou seu 2º álbum, o This Place Will Become Your Tomb. Após o Sundowning, esse novo trabalho apresenta uma abordagem mais sombria, introspectiva e emocionalmente pesada. Em vez de depender tanto do contraste entre delicadeza e explosões do metal, o disco passa boa parte do tempo trabalhando em regiões intermediárias, criando uma atmosfera mais uniforme. Aqui, Vessel passa a ser dominado ainda mais pela dependência emocional que tem por Sleep. A produção, feita mais uma vez por George Lever, apresenta uma sonoridade extremamente atmosférica, com sintetizadores e piano dialogando com as guitarras, que são pesadas, mas servem como camadas. Os baixos, a bateria e as diferentes camadas eletrônicas conseguem sustentar aquele groove mais Pop, fora, claro, os vocais do Vessel, que ficaram mais vulneráveis. O repertório é sensacional, e as canções são bem profundas. No fim, é um belo disco e muito consistente. 

Melhores Faixas: Hypnosis, Alkaline, Mine, Atlantic, High Water, Like That 
Vale a Pena Ouvir: The Love You Want, Descending, Missing Limbs

Take Me Back To Eden – Sleep Token





















NOTA: 8,7/10


Mais dois anos se passam, e o Sleep Token fecha essa trilogia com Take Me Back To Eden. Após o This Place Will Become Your Tomb, esse trabalho mostra um conceito envolvendo Sleep, Vessel e a ideia de Eden, que continua servindo como pano de fundo, mas o disco funciona mesmo para quem não acompanha toda a mitologia da banda. Sendo, no geral, o momento em que Vessel percebe a rejeição da entidade e acaba se libertando desse controle. A produção, feita por Carl Bown junto com a pessoa por trás do Vessel, colocou um som muito mais definido, aumentando consideravelmente a quantidade de camadas, texturas e contrastes. Há sintetizadores, piano, guitarras extremamente graves, bateria pesada, elementos eletrônicos, vocais processados e momentos que praticamente entram no território do Pop. O repertório é muito bom, e as canções são bem melódicas e densas. No fim, é um ótimo disco, com eles chegando ao topo. 

Melhores Faixas: The Summoning, Vore, Take Me Back To Eden, Chokehold 
Vale a Pena Ouvir: Rain, Are You Really Okay?, Granite

Even In Arcadia – Sleep Token





















NOTA: 8,2/10


Então chegamos a 2025, quando o Sleep Token lançou seu 4º álbum, o odiado Even In Arcadia. Após o Take Me Back To Eden, a banda tinha assinado com a RCA e decidiu pegar algumas características que já apareciam anteriormente, principalmente o pop e o uso de ritmos derivados do hip-hop, enquanto deixa o metal em uma posição menos dominante. Mas isso tem a ver com os temas que exploram, quebrando a quarta parede, já que eles chegaram ao topo, como a entidade Sleep os prometeu, só que agora eles têm que enfrentar as consequências. A produção, feita por Carl Bown, colocou um som polido e extremamente controlado, que junta elementos do Alt-Pop com Trap, R&B alternativo, Djent e Metal alternativo. Com as guitarras dividindo espaço com elementos eletrônicos, além de corais e cordas que deixam os vocais do Vessel bem variados. O repertório é muito bom, e as canções são bem melancólicas. No fim, é um ótimo disco e criminosamente execrado. 

Melhores Faixas: Dangerous, Emergence, Infinite Baths 
Vale a Pena Ouvir: Caramel, Look To Windward, Damocles

                                                                                  Por hoje é só, então flw!!!          

Analisando Discografias - ULOx

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