sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Little Dragon: Parte 1

                 

Little Dragon – Little Dragon





















NOTA: 9/10


No ano de 2007, o Little Dragon lançava seu álbum de estreia autointitulado, que trazia uma temática interessante. Formado em 1996 na cidade de Gotemburgo, na Suécia, por Yukimi Nagano nos vocais, Erik Bodin na bateria, Fredrik Källgren Wallin no baixo e Håkan Wirenstrand nos teclados, o grupo vinha de uma trajetória bastante ligada à exploração da Soul music e da música eletrônica, com eles assinando com a gravadora Peacefrog. A produção foi feita pelo próprio grupo, que buscou uma sonoridade limpa e minimalista, com a bateria e o baixo criando uma pulsação constante, enquanto os teclados adicionam camadas que podem ser atmosféricas ou diretamente dançantes. Os sintetizadores são bem utilizados, e os vocais do Yukimi conseguem deixar um aspecto noturno e misterioso, juntando assim elementos do Art Pop, Neo-Soul e Downtempo. O repertório é incrível, e as canções são bem cadenciadas. No fim, é um belo disco de estreia e muito coeso. 

Melhores Faixas: Twice, No Love, After The Rain, Recommendation, Stormy Weather, Scribbled Paper 
Vale a Pena Ouvir: Constant Surprises, Test

Machine Dreams – Little Dragon





















NOTA: 9/10


Dois anos se passaram, e o Little Dragon lançou seu 2º álbum, o Machine Dreams. Após o Little Dragon, aqui o grupo demonstra uma direção muito mais definida. A ideia não é simplesmente repetir a fórmula da estreia com músicas novas, mas transformar aquela mistura em algo mais eletrônico, dançante e futurista. Passa a explorar uma relação mais intensa entre o humano e o tecnológico, criando uma música que soa simultaneamente orgânica e artificial. A produção, feita mais uma vez pelo grupo, seguiu uma abordagem sofisticada e até um pouco mais psicodélica, deixando os sintetizadores ocuparem um espaço muito maior. Os teclados são responsáveis por criar ambientes, a bateria mantém um caráter físico e o baixo acrescenta um peso, além, claro, dos vocais melódicos da Yukimi, tendo assim uma junção do Electropop, Indietronica e um pouco do Synth-pop. O repertório é muito bom, e as canções são bem envolventes. Enfim, é um disco bacana e que trouxe uma evolução. 

Melhores Faixas: Feather, Never Never, Fortune, Looking Glass, Blinking Pigs, A New 
Vale a Pena Ouvir: Runabout, My Step, Come Home

Ritual Union – Little Dragon





















NOTA: 8,7/10


Indo para 2011, foi lançado o 3º álbum do Little Dragon, o Ritual Union, que foi um pouco mais modernizado. Após o Machine Dreams, eles passaram a circular por um ambiente musical mais amplo e tiveram contato com artistas de diferentes áreas da música eletrônica, do Rap, Soul e do nascente Alt-Pop. Com esse trabalho novo sendo uma junção das fases anteriores, só que em uma proposta mais atmosférica. A produção foi para um caminho mais estruturado e limpo, juntando os elementos do Electropop com Art Pop e traços da Indietronica. A bateria passou a ter uma maior presença física, o baixo cria linhas melódicas e os sintetizadores criam determinadas cores e atmosferas, que são complementadas pelos vocais suaves e sensuais de Yukimi. Isso faz com que o disco tenha uma sonoridade eletrônica sem parecer excessivamente polido. O repertório é muito bom, e as canções são bem imersivas e divertidas. Enfim, é um ótimo disco e muito variado. 

Melhores Faixas: Brush The Heat, Ritual Union, Shuffle A Dream, Seconds, Precious 
Vale a Pena Ouvir: Nightlight, Crystalfilm, Little Man

Nabuma Rubberband – Little Dragon





















NOTA: 8,3/10


Três anos se passaram, e o grupo retorna com um novo álbum, o Nabuma Rubberband. Após o Ritual Union, o Little Dragon decide olhar mais diretamente para o R&B dos anos 80 e para o universo das chamadas slow jams, especialmente a vertente mais sensual e atmosférica desse estilo. Com eles decidindo pegar a melancolia, os sintetizadores e os grooves dos trabalhos anteriores e colocá-los em um ambiente mais íntimo. A produção foi para um som extremamente polido, que junta elementos do Synth-pop e do R&B alternativo. Os sintetizadores agora são utilizados para criar uma sensação mais quente e sedutora. A bateria geralmente possui ritmos lentos e econômicos, com bastante espaço entre os golpes. O baixo traz linhas bem mais sustentáveis, e os vocais da Yukimi ficaram mais intimistas e aconchegantes. O repertório é muito bom, e as canções são bem etéreas e suaves. No geral, é um ótimo disco e que envelheceu bem. 

Melhores Faixas: Klapp Klapp, Cat Rider, Killing Me, Pretty Girls 
Vale a Pena Ouvir: Paris, Nabuma Rubberband, Mirror


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