quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Phil Lynott

                  

Solo in Soho – Philip Lynott





















NOTA: 8/10


Entrando nos anos 80, Phil Lynott decidiu mergulhar em sua carreira solo com Solo in Soho. Após o Chinatown, com o Thin Lizzy, ele decidiu desenvolver esse trabalho enquanto ainda fazia parte da banda, e o disco funciona muito mais como um espaço para explorar ideias que talvez não coubessem tão naturalmente dentro da estrutura do Lizzy. Percebendo que a nova década trazia uma maior exploração de novas tecnologias, ele decidiu experimentar essa nova abordagem. A produção feita pelo cantor, junto com Kit Woolven, que buscaram uma sonoridade limpa. As guitarras não dominam tudo, e Lynott recebe espaço para explorar sua voz, seu baixo e suas ideias melódicas. Os sintetizadores e os instrumentos de cordas sintetizadas criam toda aquela ambientação, enquanto metais, percussão e arranjos orquestrais dão variedade, dialogando com o Pop Rock daquele período. O repertório é muito bom, e as canções são bem divertidas. Enfim, é um disco bem bacaninha. 

Melhores Faixas: King's Call, Yellow Pearl 
Vale a Pena Ouvir: Tattoo (Giving It All Up For Love), Dear Miss Lonely Hearts, Ode To A Black Man

The Philip Lynott Album – Philip Lynott





















NOTA: 4/10


Dois anos se passaram, e Phil Lynott lançou seu 2º e último álbum solo, intitulado The Philip Lynott Album. Após o Solo in Soho, o vocalista do Thin Lizzy queria explorar um lado mais pessoal e melódico. Só que, desta vez, existe uma sensação um pouco mais melancólica no material. Ele escreve sobre crescimento, relacionamentos, identidade, solidão, política e memória, enquanto a música se afasta cada vez mais do Hard Rock tradicional. A produção foi praticamente a mesma, seguindo um lado mais detalhado e espaçoso, inclusive com Lynott tocando a maioria dos instrumentos e as guitarras sendo utilizadas com mais economia. Em compensação, os teclados e os sintetizadores ocupam um espaço maior, dando ao álbum uma atmosfera bastante característica da época, mas, assim, ele fica bem datado. O repertório é fraquinho, tem canções legais e outras bastante genéricas. Enfim, é um disco ruim e, como sabemos, infelizmente ele viria a falecer em 1986. 

Melhores Faixas: Old Town, Growing Up, Ode To Liberty (The Protest Song), Gino 
Piores Faixas: Fatalistic Attitude Police, Together, Yellow Pearl (não precisava regravá-la), Don't Talk About Me Baby


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