sábado, 29 de agosto de 2026

Analisando Discografias - Hermitude: Parte 2

                  

Dark Night Sweet Light – Hermitude





















NOTA: 4/10


Em 2015, o Hermitude lança um novo álbum intitulado Dark Night Sweet Light, que mostrava eles de cabeça no EDM. Após o HyperParadise, a dupla procurou simplificar a abordagem e trabalhar com uma sonoridade mais direta e menos carregada. O próprio conceito do álbum gira em torno desse contraste entre noite e luz. A ideia era criar um disco com clima noturno, urbano e iluminado pelas luzes da cidade, mas que também carregasse momentos de melancolia. A produção foi para um caminho bem polido, só que colocando uma abordagem cinematográfica, onde mantém sua obsessão por graves, samples, sintetizadores, baterias eletrônicas e manipulação vocal. Com eles juntando os mundos do Wonky com Future Bass e alguns elementos do Trap (EDM), mas é aquilo: tudo soa muito sem imersão, fazendo um trabalho extremamente confuso. O repertório é muito ruim, tem canções legais e outras que são fraquíssimas. Enfim, é um álbum ruim e muito sem graça. 

Melhores Faixas: Bermuda Bay, Ukiyo, Metropolis, The Buzz 
Piores Faixas: Midnight Terrain, Shift, Through The Roof, Hijinx, Searchlight Reprise
  

Pollyanarchy – Hermitude





















NOTA: 2/10


Quatro anos depois, o Hermitude retornaria com um novo álbum, o Pollyanarchy. Após o Dark Night Sweet Light, eles conseguiram conquistar um espaço importante dentro da música eletrônica internacional. Com a dupla decidindo ampliar ainda mais a presença dos vocais e das estruturas de música Pop, aproximando-os de uma sonoridade mais moderna e voltada para diferentes tipos de público. A produção foi bastante moderna e limpa, com eles entrando de cabeça no Future Bass daquele período. Os graves continuam sendo muito importantes, porém agora dividem espaço com sintetizadores mais brilhantes, baterias eletrônicas mais precisas, samples vocais e arranjos que deixam tudo muito plastificado e feito para entrar em alguma playlist, sendo assim um completo produto de sua época. O repertório é terrível, e as canções são bastante genéricas, com apenas uma que se salva. Enfim, é um trabalho péssimo e que mostrou uma queda irreversível. 

Melhor Faixa: Northern Lights 
Piores Faixas: Every Day, Swerve, Phew, OneFourThree, Balafono

Mirror Mountain – Hermitude





















NOTA: 3/10


No ano de 2022, o Hermitude lançava mais um trabalho novo, o Mirror Mountain. Após o Pollyanarchy, eles voltaram para Blue Mountains, região onde cresceram e onde a história deles começou, e transformaram essa volta para casa no ponto central do novo trabalho. Esse álbum acabou funcionando como uma espécie de reencontro com as origens, mas sem ignorar tudo que os dois haviam aprendido durante os anos de carreira. A produção teve grandes mudanças, já que reduz a quantidade de elementos utilizados e trabalha com um conjunto muito menor de ferramentas. A abordagem gira principalmente em torno de sintetizadores, laptop e Moog Matriarch, além de instrumentos, gravações de campo e sons capturados no próprio ambiente. Com influências claras de Breaks progressivo, 2-Step, Breakbeat e House, só que tudo soa totalmente sem cor. O repertório é muito fraco, tendo canções confusas, com poucas interessantes. No geral, é um álbum ruim e cheio de erros. 

Melhores Faixas: Flush With Love, Promises, Golden Hour 
Piores Faixas: Sixth Sense, Tides Of Time, Life Me Up, When You Feel Like This

EIGHT – Hermitude





















NOTA: 5/10


Então chegamos em 2026, quando o Hermitude voltou lançando seu mais recente álbum, o EIGHT. Após o Mirror Mountain, eles criaram o selo Heavy Weather para assumir esse novo capítulo de forma independente. Ao mesmo tempo, a experiência de tocar nos Estados Unidos depois da pandemia ajudou a perceber que havia uma demanda muito forte por músicas mais físicas e dançantes. A produção foi para um caminho bem mais moderno, colocando o foco muito mais claramente no UK Garage, Stutter House e em estruturas quatro-por-quatro, seguindo muito a vibe recente do Fred again.... Mas o problema é que tudo fica bem reciclado, com algumas ideias que conseguem funcionar, como o uso certeiro de graves e sintetizadores que criam um ambiente variado, só que fica apenas nisso. O repertório é irregular, tem canções boas e outras que são apenas genéricas. No geral, é um álbum mediano, ao qual faltou pouco para ser bom. 

Melhores Faixas: Light Up, OKAY, For The Night 
Piores Faixas: I Want Ya, Movement, All That


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