segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Analisando Discografias - Sui Generis

                  

Vida – Sui Generis





















NOTA: 9,7/10


Voltando para o ano de 1973, o Sui Generis lançava seu álbum de estreia, o sensacional Vida. Formado em 1969, na capital argentina de Buenos Aires, por Charly García e Nito Mestre, que já tinham passado por diferentes experiências musicais, o duo apresentava uma proposta muito mais acústica e centrada na composição. Com esse álbum de estreia, o grupo fazia um contraponto à maioria dos outros nomes mais pesados do Rock argentino, assinando com a Talent/Microfón. A produção, feita por Jorge Álvarez, seguiu uma abordagem limpa e contou com uma instrumentação mais ampla, que dialogava tanto com o Folk Rock quanto com o Folk Pop. Charly assumia as guitarras e os pianos, enquanto Nito utilizava flautas e guitarras. Além deles, havia a presença de músicos como Claudio Gabis na guitarra, Alejandro Medina no baixo, Francisco Pratti na bateria e Jorge Pinchevsky no violino. O repertório é incrível, e as canções são bem profundas. No fim, é um baita disco de estreia e um clássico. 

Melhores Faixas: Canción Para Mi Muerte, Quizás, Porque, Cuando Comenzamos A Nacer, Estación, Amigo Vuelve A Casa Pronto, Dime Quien Me Lo Robó, Natalio Ruiz
Vale a Pena Ouvir: Mariel Y El Capital, Necesito
  

Confesiones De Invierno – Sui Generis





















NOTA: 10/10


Em questão de cinco meses, foi lançado o 2º álbum do Sui Generis, o Confesiones De Invierno. Após o Vida, Charly García e Nito Mestre já tinham conquistado um público muito maior e começavam a ser reconhecidos como uma das duplas mais importantes do Rock argentino. Com esse novo trabalho, apresentando uma visão mais amarga e consciente sobre relacionamentos, solidão, envelhecimento, frustrações e dificuldades da vida cotidiana. A produção seguiu um caminho mais seguro e definido, mantendo a importância do violão, do piano e das vozes, mas apresentando uma instrumentação mais encorpada e melhor organizada. A presença de guitarra elétrica, baixo, bateria e outros instrumentos amplia bastante as possibilidades sonoras. Além disso, os vocais da dupla conseguem ser bem sinceros e melódicos. O repertório é sensacional, parecendo uma verdadeira coletânea. No final, é um disco excepcional e uma completa obra-prima. 

Melhores Faixas: Rasguña Las Piedras, Confesiones De Invierno, Cuando Ya Me Empiece A Quedar Solo, Tribulaciones, Lamentos Y Ocaso De Un Tonto Rey Imaginario, O No, Bienvenidos Al Tren 
Vale a Pena Ouvir: Aprendizaje, Lunes Otra Vez

Pequeñas Anécdotas Sobre Las Instituciones – Sui Generis





















NOTA: 10/10


Em 1974, o Sui Generis lançava seu 3º álbum, o Pequeñas Anécdotas Sobre las Instituciones. Após o Confesiones de Invierno, Charly estava cada vez mais interessado em experimentar com teclados, sintetizadores, guitarras elétricas e estruturas menos convencionais, enquanto Nito continuava funcionando como o contraponto vocal mais suave da dupla. Com eles decidindo fazer um álbum conceitual que aborda temas como crítica social e política às “instituições” básicas da sociedade conservadora. A produção, feita como sempre por Jorge Álvarez, deixou um som claro, só que agora implementando uma quantidade muito maior de instrumentos elétricos e eletrônicos, que, junto com as guitarras, a bateria e o baixo, ocupam um espaço muito mais importante, criando uma sonoridade que se aproxima do Rock progressivo e do Folk progressivo. O repertório é maravilhoso, parecendo uma verdadeira coletânea. No geral, é um disco fenomenal e um dos melhores de todos os tempos. 

Melhores Faixas: Instituciones, Las Increíbles Aventuras Del Señor Tijeras, Pequeñas Delicias De La Vida Conyugal, Tango En Segunda, Música De Fondo Para Cualquier Fiesta Animada
Vale a Pena Ouvir: Para Quien Canto Yo Entonces, El Tuerto Y Los Ciegos

Sinfonías Para Adolescentes – Sui Generis





















NOTA: 3/10


No começo dos anos 2000, o Sui Generis retornou com seu 4º e último álbum, o Sinfonías Para Adolescentes. Após o Pequeñas Anécdotas Sobre las Instituciones, Charly García e Nito Mestre haviam seguido caminhos diferentes desde o fim da dupla nos anos 1970, onde se afastaram bastante da sonoridade que tinham desenvolvido juntos. Para esse álbum, eles decidiram juntar composições novas com alguns covers. A produção, feita pelo próprio Charly García, colocou um som moderno e encorpado, com eles dialogando muito com o Rock alternativo e com alguns elementos sinfônicos. O problema é que tudo se torna uma bagunça, já que há arranjos grandiosos, outros mais acústicos e momentos em que os instrumentos são usados para criar uma atmosfera quase teatral, fazendo um trabalho que não tem nada a ver com eles. O repertório é fraquíssimo, com canções boas e outras esquecíveis. Enfim, é um álbum ruim e que não funcionou. 

Melhores Faixas: El Día Que Apagaron La Luz, Cuando Te Vayas, Take Me For A Little While (Úsame Un Poquito Más), Espejos 
Piores Faixas: Her Town Too (Tu Pueblo También), Me Tiré Por Vos, Set You Free This Time (Aguante La Amistad), Monoblock, Mercy, Mercy (Ten Pena), Digo De Vos

 

Analisando Discografias - Luis Alberto Spinetta: Parte 1

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