Inferno – Motörhead
NOTA: 9,8/10
No ano de 2004, o Motörhead lançava seu 17º álbum de estúdio, intitulado Inferno. Após o Hammered, a banda já não precisava provar sua importância histórica e também não precisava acompanhar as tendências do Metal dos anos 2000. A proposta era simplesmente fazer um disco pesado, agressivo e concentrado, mas com uma produção capaz de dar ao trio uma força renovada. Lemmy, Campbell e Dee parecem completamente confortáveis dentro de seus papéis. A produção, feita por Cameron Webb, traz uma sonoridade muito mais pesada, encorpada e moderna, mantendo aquele tradicional Heavy Metal e Hard Rock da banda. O baixo do Lemmy continua distorcido e agressivo, mas possui uma definição excelente. As guitarras do Phil possuem timbres grossos e bastante agressivos, enquanto a bateria do Dee é bastante impactante e precisa. O repertório é sensacional, e as canções são todas muito divertidas. Enfim, é um baita disco, bastante variado e cheio de energia.
Melhores Faixas: Terminal Show, In The Name Of Tragedy, Whorehouse Blues, Killers, Suicide, Smiling Like A Killer
Vale a Pena Ouvir: Fight, In The Year Of The Wolf, Life's A Bitch
Kiss Of Death – Motörhead
NOTA: 8,3/10
Melhores Faixas: God Was Never On Your Side, Sucker, Trigger, Kingdom Of The Worm, Living In The Past
Vale a Pena Ouvir: Devil I Know, Under The Gun, Sword Of Glory
Motörizer – Motörhead
NOTA: 8/10
Mais dois anos se passaram, e foi lançado o 19º álbum deles, o decente Motörizer. Após o Kiss of Death, a formação já estava completamente estabelecida e funcionava como uma unidade muito bem entrosada. Em 2008, Lemmy já tinha mais de 60 anos e o grupo estava há décadas na estrada. Mesmo assim, não existe no álbum uma tentativa de diminuir a intensidade para acompanhar a idade dos músicos. A produção foi aquela de sempre, um equilíbrio preciso entre agressividade e clareza, juntando os universos do Heavy Metal e do Hard Rock com alguns elementos de Speed Metal e daquilo que Lemmy chamava de Rock ‘n’ Roll. O baixo permanece enorme e distorcido, a guitarra do Phil tem bastante espaço para os riffs e solos, enquanto a bateria do Mikkey Dee apresenta impacto e precisão sem parecer artificialmente comprimida. O repertório é legalzinho, tendo canções divertidas e outras mais cadenciadas. No geral, é um ótimo disco que entrega o básico.
Melhores Faixas: The Thousand Names Of God, Teach You How To Sing The Blues, Rock Out
Vale a Pena Ouvir: One Short Life, Back On The Chain, Buried Alive
The Wörld Is Yours – Motörhead
NOTA: 8/10
No ano de 2010, foi lançado mais um álbum da banda, o The Wörld Is Yours, que foi mais caótico. Após o Motörizer, eles não precisavam recuperar prestígio nem provar que ainda conseguiam fazer música pesada. O objetivo era manter o nível. O Motörhead já havia encontrado uma fórmula bastante confortável nos anos 2000: produção pesada, riffs diretos, mistura de Heavy Metal e Hard Rock, além da personalidade inconfundível de Lemmy. A produção seguiu um caminho mais definido, mas ainda deixando aquele peso característico. A bateria do Mikkey Dee possui bastante impacto, especialmente no bumbo e na caixa, e a execução permanece extremamente precisa. As guitarras possuem um timbre grosso, agressivo e relativamente seco, e o baixo do Lemmy permanece distorcido e muito presente. O repertório é muito bom, e as canções são bem energéticas e mais carregadas de urgência. Enfim, é um ótimo disco que cumpre sua proposta.
Melhores Faixas: I Know How To Die, Brotherhood Of Man, Devils In My Head
Vale a Pena Ouvir: Rock 'N' Roll Music, Born To Loose, Get Back In Line





