Thin Lizzy – Thin Lizzy
NOTA: 7,8/10
Voltando ao ano de 1971, o Thin Lizzy lançava seu álbum de estreia autointitulado. Formado em 1969, na capital irlandesa, Dublin, pelo baixista e vocalista Phil Lynott e pelo baterista Brian Downey, que se conheceram no período de escola. Após participarem de algumas bandas locais, montaram a própria banda, que foi complementada pelo guitarrista Eric Bell. Após vários corres, eles assinaram com a Decca Records e decidiram gravar um álbum quando ainda estavam procurando sua identidade. A produção, feita por Scott English e Nick Tauber, colocou uma sonoridade relativamente simples e orgânica, que juntava elementos de Hard Rock, Folk e Blues Rock. As guitarras têm bastante espaço, enquanto a cozinha rítmica é bastante sustentável, com os vocais do Phil sendo bem mais variados. O repertório é legal, tem canções divertidas e outras mais cadenciadas. Enfim, é um disco de estreia legal, mas ainda mostrava que eles precisavam amadurecer.
Melhores Faixas: Look What The Wind Blew In, Diddy Levine
Vale a Pena Ouvir: Clifton Grange Hotel, Ray-Gun, Remembering
Shades Of A Blue Orphanage – Thin Lizzy
NOTA: 5/10
Melhores Faixas: Sarah, Baby Face, Buffalo Gal
Piores Faixas: Brought Down, Shades Of A Blue Orphanage, I Don't Want To Forget How To Jive
Vagabonds Of The Western World – Thin Lizzy
NOTA: 9/10
Mais um ano se passa, e o Thin Lizzy acaba mostrando uma evolução com Vagabonds of the Western World. Após o Shades of a Blue Orphanage, a banda havia enfim encontrado uma identidade própria. Phil Lynott começava a desenvolver aquela combinação particular de narrativa, melancolia, romantismo e personagens que posteriormente se tornaria uma das grandes características de suas letras. Produção, conduzida por Nick Tauber junto com o próprio Lynott, foi para um som mais cru e agressivo, agora juntando elementos de Hard Rock e Blues Rock. A guitarra do Eric Bell recebe bastante espaço para explorar tanto riffs quanto solos, enquanto o baixo serve muitas vezes como parte fundamental da construção melódica. A bateria é bastante variada e os vocais do Phil estão mais seguros. O repertório é incrível, e as canções são pesadas e cadenciadas. No fim, é um baita disco e já mostrava que algo mais viria ser explorado.
Melhores Faixas: The Rocker, Mama Nature Said, Little Girl In Bloom, The Hero And The Madman
Vale a Pena Ouvir: Vagabond Of The Western World, A Song For While I'm Away
Night Life – Thin Lizzy
NOTA: 8,7/10
Outro ano se passou, e eles voltam lançando seu 4º álbum, intitulado Nightlife, que foi para algo mais amplo. Após o Vagabonds of the Western World, o guitarrista Eric Bell acabou saindo e, com isso, houve uma substituição ambiciosa com a entrada de Scott Gorham e Brian Robertson (e olha que eles tinham Gary Moore à disposição). Com isso, eles decidiram fazer um projeto que reorganizasse a casa após essa mudança. A produção, feita agora por Ron Nevison junto com o próprio Phil Lynott, seguiu uma abordagem mais refinada e que podia chegar às rádios, com eles ainda seguindo o Hard Rock, mas com muita presença do Blues Rock. O baixo do Lynott permanece bastante importante, enquanto a bateria do Brian Downey possui uma presença mais encorpada. Já as guitarras conseguem explorar texturas e abordagens distintas. O repertório é muito bom, e as canções ficaram bem mais intimistas. Enfim, é um ótimo disco que foi mais uma adaptação.
Melhores Faixas: Still In Love With You, She Knows, Sha-La-La, Showdown
Vale a Pena Ouvir: Night Life, Philomena, Dear Heart
Fighting – Thin Lizzy
NOTA: 9,8/10
Em 1975, o Thin Lizzy volta com mais um álbum novo, o Fighting, que foi para um caminho mais explosivo. Após o Nightlife, a banda começava, enfim, a construir a base do seu som clássico e com total confiança da sua então gravadora, a Vertigo. Phil Lynott estava amadurecendo rapidamente como compositor. Suas letras continuavam passando por temas pessoais, romances, conflitos, personagens e histórias, mas agora existia uma confiança maior na maneira de transformar essas ideias em canções de Rock. A produção, feita pelo próprio Phil Lynott, deixou um som cru e direto. As guitarras do Scott Gorham e Brian Robertson criam diferentes camadas e estabelecem uma interação que se tornaria uma das marcas registradas da banda, o baixo é bastante melódico e conduz determinadas passagens, e a bateria é muito precisa. O repertório é incrível, e as canções são todas bem energéticas e épicas. No fim, é um baita disco que é praticamente um clássico.
Melhores Faixas: Rosalie, Suicide, Freedom Song, For Those Who Love To Live, Silver DollarVale a Pena Ouvir: Ballad Of The Hard Man, Wild One
Jailbreak – Thin Lizzy
NOTA: 10/10
Aí chega o movimentado ano de 1976, quando eles lançam seu clássico e atemporal Jailbreak. Após o Fighting, o Thin Lizzy queria transformar todas suas influências em um Hard Rock muito mais melódico, pesado e imediatamente reconhecível. Phil Lynott também estava em um momento particularmente forte como compositor. Ele conseguia escrever tanto músicas de grande impacto quanto histórias cheias de personagens e imagens. A produção, feita por John Alcock, colocou um som encorpado e agressivo. As guitarras possuem bastante presença, alternando riffs, preenchimentos, harmonias e solos; o baixo do Phil é audível, e a bateria do Downey tem peso suficiente para sustentar os momentos mais intensos. Além dos vocais do próprio Phil, que têm uma mistura de autoridade e vulnerabilidade. O repertório é simplesmente sensacional, parecendo quase uma coletânea. No fim, é um baita disco e um dos melhores de todos os tempos.
Melhores Faixas: The Boys Are Back In Town, Jailbreak, Romeo And The Lonely Girl, Cowboy Song, Emerald Vale a Pena Ouvir: Running Black, Warriors
Por hoje é só, então flw!!!





