sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Analisando Discografias - Saxon: Parte 2

                 

The Inner Sanctum – Saxon





















NOTA: 8/10


No ano de 2007, o Saxon lançava mais um trabalho novo intitulado The Inner Sanctum. Após o Lionheart, que chegou a dialogar até com Power Metal, o baterista Nigel Glockler acabou voltando depois de oito anos sem gravar algum álbum da banda. E para esse álbum eles decidiram reunir peso, velocidade e impacto. O álbum tem uma atmosfera mais sombria e agressiva, mas sem abandonar os refrões tradicionais e aquela abordagem energética. A produção, feita junto com Charlie Bauerfeind, deixou aquele som pesado e com caráter moderno. As guitarras do Paul Quinn e Doug Scarratt estão muito presentes. O som é encorpado, pesado e bastante definido, principalmente nos riffs mais rápidos. Glockler traz uma bateria bastante dinâmica, o baixo do Nibbs Carter traz linhas grossas e os vocais do Biff continuam muito expressivos, mesmo já estando envelhecidos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem cadenciadas. Enfim, é um ótimo disco e mostrou algo variado. 

Melhores Faixas: Let Me Feel Your Power, I've Got To Rock (To Stay Alive) 
Vale a Pena Ouvir: Red Star Falling, Going Nowhere Fast, Atila The Hun

Into The Labyrinth – Saxon





















NOTA: 8/10


No final dos anos 2000, o Saxon lançava seu 18º álbum de estúdio, o Into The Labyrinth. Após o The Inner Sanctum, a banda estava consolidada, já há uma década dentro da gravadora SPV/Steamhammer, e decidiu misturar histórias, fantasia, guerra, Rock e temas mais contemporâneos. Em vez de construir um álbum completamente baseado em uma única atmosfera, a banda tenta percorrer diferentes lados de sua própria identidade. Produção feita, como sempre, por Charlie Bauerfeind, que colocou uma sonoridade limpa e poderosa. As guitarras do Paul Quinn e Doug Scarratt têm bastante espaço para trabalhar riffs pesados, harmonizações e solos, mas existe uma preocupação maior em criar diferentes texturas. A cozinha rítmica ficou bastante encorpada e impactante em vários momentos, e os vocais do Biff são bem articulados. O repertório é ótimo, e as canções são todas bem profundas e imersivas. No geral, é um trabalho muito bom e consistente. 

Melhores Faixas: Valley Of The Kings, Voice 
Vale a Pena Ouvir: Slow Lane Blues, Hellcat, Live To Rock

Call To Arms – Saxon





















NOTA: 8,5/10


No ano de 2011, o Saxon lançava mais um álbum novo, o expressivo Call To Arms. Após o Into The Labyrinth, a banda tinha trocado de gravadora, entrando para a UDR. Com isso, eles procuraram fazer um álbum que recuperasse uma sonoridade mais simples e orgânica, aproximando-se novamente do espírito do Heavy Metal britânico tradicional. Ao mesmo tempo, o disco olha bastante para a própria história da banda e para a cultura da classe trabalhadora britânica. Produção feita pelo próprio Biff Byford junto com Toby Jepson, traz um som menos carregado e mais poderoso. As guitarras continuam pesadas, mas existe menos daquela camada moderna, deixando riffs fluidos. A bateria ficou bem mais técnica e o baixo é bastante sustentável. Enquanto os vocais do Biff são, como sempre, bem articulados, além disso, tem a presença do Don Airey nos teclados. O repertório é ótimo, e as canções são bastante imersivas e energéticas. No geral, é um disco bacana e muito coeso. 

Melhores Faixas: Back In 79, Afterburner, Mists Of Avalon, When Doomsday Comes (Hybrid Theory) 
Vale a Pena Ouvir: Chasing The Bullet, Ballad Of The Working Man, Hammer Of The Gods

Sacrifice – Saxon





















NOTA: 8,1/10


Dois anos se passaram para a banda voltar com mais um álbum novo, o Sacrifice. Após o Call To Arms, que tinha momentos mais tradicionais, bluesy e até nostálgicos, aqui decidiram ir para um caminho mais agressivo. A banda parece querer recuperar a sensação de urgência do Heavy Metal clássico, mas utilizando o peso e a clareza de uma produção moderna. Também existe uma preocupação menor em construir grandes conceitos. Produção feita junto com Andy Sneap, que deixou um som mais pesado e orgânico. As guitarras do Paul Quinn e Doug Scarratt estão extremamente fortes. O timbre é grosso, agressivo e bastante definido, com os riffs ocupando uma posição central na mixagem. A cozinha rítmica ficou muito mais sustentável, complementando o peso. Os vocais do Biff Byford são mais graves e ásperos. O repertório é muito bom, e as canções têm uma pegada mais épica. No fim, é um disco bacana e que cumpre bem sua proposta. 

Melhores Faixas: Guardians Of The Tomb, Walking The Steel Vale a Pena Ouvir: Stand Up And Fight, Made In Belfast, Night Of The Wolf

Battering Ram – Saxon





















NOTA: 8,3/10


Se passaram dois anos, e o Saxon lançava mais um projeto novo, o Battering Ram. Após o Sacrifice, eles estavam cada vez mais confortáveis em produzir um Heavy Metal agressivo, moderno e diretamente ligado à tradição britânica. O resultado é um álbum bastante concentrado. A banda praticamente elimina experimentações desnecessárias e trabalha principalmente com riffs tradicionais e temas históricos. Produção feita inteiramente por Andy Sneap, possui um som extremamente pesado e também moderno. As guitarras do Paul Quinn e Doug Scarratt são enormes. Os riffs possuem bastante definição, e a distorção é pesada sem ficar embolada. A bateria do Nigel Glockler também está muito bem captada. O Nibbs Carter coloca linhas sustentáveis, e os vocais do Biff continuam muito bem articulados. O repertório é muito bom, e as canções são bastante energéticas e imersivas. No final de tudo, é um ótimo álbum e que consegue ser bem variado. 

Melhores Faixas: The Devil's Footprint, Hard And Fast, Top Of The World 
Vale a Pena Ouvir: Battering Ram, Kingdom Of The Cross

Thunderbolt – Saxon





















NOTA: 5/10


No ano de 2018, o Saxon lançava mais um trabalho novo, intitulado Thunderbolt. Após o Battering Ram, eles passaram a lançar seus trabalhos de forma independente. Com isso, decidiram recuperar um pouco mais do lado épico, histórico e aventureiro do Saxon. A banda continua pesada, mas começa a explorar mais atmosferas e temas variados. Também existe uma forte presença da própria história do Heavy Metal. Produção feita mais uma vez por Andy Sneap, é pesada e, ao mesmo tempo, limpa. As guitarras ficaram mais constantes, com riffs que têm definição, e os solos aparecem com clareza. A cozinha rítmica até que consegue se sustentar, mas o problema é que tudo soa muito arrastado, faltando algo mais variado, e nem os vocais do Biff conseguem salvar. O repertório começa bem, mas depois decai com canções fraquíssimas. Enfim, é um álbum mediano e que foi um tropeço. 

Melhores Faixas: Thunderbolt, The Secret Of Flight, Sniper, Roadies' Song 
Piores Faixas: They Played Rock And Roll, Son Of Din, Nosferatu (The Vampire's Waltz), Predator, Speed Merchants

Carpe Diem – Saxon





















NOTA: 8,1/10


Quatro anos se passaram, e a banda volta com mais um álbum, o ousado Carpe Diem. Após o Thunderbolt, o Saxon decidiu fazer um trabalho mais faminto e agressivo do que muitos trabalhos de bandas muito mais jovens. A ideia parece ser aproveitar o momento, exatamente como o título sugere, e transformar essa longevidade em combustível em vez de tratá-la como uma limitação. A produção foi para um caminho pesado e agressivo em determinados momentos, já que as guitarras estão extremamente encorpadas. Os riffs possuem bastante peso e definição, mas continuam permitindo que as melodias e harmonizações apareçam claramente. A seção rítmica consegue ser bem sólida e preenchendo muito bem os espaços, e os vocais do Biff, mesmo envelhecidos, continuam muito expressivos. O repertório é muito legal, e as canções são bastante energéticas. No geral, é um ótimo álbum e que consertou os erros do antecessor. 

Melhores Faixas: Remember The Fallen, Living On The Limit 
Vale a Pena Ouvir: The Pilgrimage, Carpe Diem (Seize The Day), All For One

Hell, Fire And Damnation – Saxon





















NOTA: 8,5/10


Então chegamos em 2024, quando o Saxon lançou seu mais recente álbum, o Hell, Fire And Damnation. Após o Carpe Diem, o Paul Quinn, guitarrista fundador e uma das figuras fundamentais da história do Saxon, havia anunciado sua aposentadoria das turnês em 2023. Para ocupar seu lugar, entrou Brian Tatler, e ele passou também a participar dos álbuns, com Quinn aparecendo em momentos específicos. Com este novo trabalho, explorando temas como Revolução Francesa, invasões medievais, acontecimentos misteriosos e até a obsessão em torno de Roswell. Produção feita, como sempre, junto com Andy Sneap, que deixou um som definido e pesado. As guitarras são bastante técnicas, o baixo complementa os riffs, a bateria é bastante presente e os vocais do Biff Byford continuam muito expressivos. O repertório é muito bom, e as canções são todas bem profundas e agressivas. No geral, é um ótimo disco e muito denso. 

Melhores Faixas: Hell, Fire And Damnation, Pirates Of The Airwaves, Madame Guillotine, Witches Of Salem 
Vale a Pena Ouvir: There's Something In Roswell, Fire And Steel


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